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365 dias

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10 Motivos para passar um fim de semana na Serra da Estrela

 

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O ano passado fui à Serra em Março e falei-vos disso aqui.

Este ano voltei em Abril.

Ainda apanhei um pouco de neve na torre, o que contrastou com as temperaturas altíssimas que se fizeram sentir na região da grande Lisboa, durante essa semana.

A serra é marcada pelos ciclos naturais e cada estação imprime-lhe características muito próprias.

No inverno, a neve e o branco cobrem a paisagem e dão-lhe um encanto especial. Mas é na Primavera e Outono, com temperaturas amenas e cores fabulosas, que a serra se transforma no paraíso para quem gosta da vida ao ar livre e de longas caminhadas no meio da natureza.

Como tenho alguma dificuldade em fazer uma seleção dos sitios mais giros (gosto de tantos), optei por listar 10 bons motivos e algumas ideias para um fim-de-semana na serra.

 

1. Subir à Torre

 

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A torre é o ponto mais alto da Serra da Estrela e também de Portugal Continental.

Com uma altitude de 1993 mt, é aqui que estão situadas as pistas de sky, o teleférico e onde a neve se demora mais. Há também um restaurante e lojas com produtos típicos da região.

Este é um ponto obrigatório para os amantes dos desportos de inverno. Durante o Verão, transforma-se num excelente local para passear e admirar a paisagem serrana.

Em pleno Abril, com um calor abrasador lá para os lados de Lisboa e depois de ter passado a semana inteira a levar a minha filha às aulas de surf em Carcavelos, estava longe de pensar que iria acabar a semana no topo da serra a fazer bonecos de neve.

Já não havia muita, é certo. As pistas estavam fechadas e o leve nevoeiro dava um ar meio misterioso e abandonado à estância, agora local de brincadeiras e muita diversão.

 

2. Observar a paisagem na Lagoa Comprida

 

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A caminho da torre não deixem de visitar a Lagoa Comprida. Com origem glaciar, é a maior lagoa da serra.

A construção da barragem no inicio do século XX, transformou-a no maior reservatório de água e no principal produtor de energia da região.

Aproveitem também para cumprimentar os cães da Serra que por lá andam. São meigos e dedicados aos donos mas, se sentirem a tentação de levar um deles para casa, lembrem-se que são animais grandes e precisam de algum espaço para se desenvolverem.

É um local de paragem obrigatória pelas vistas e riqueza paisagística.

 

3. Admirar a Senhora da Boa Estrela

 

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Na estrada que liga a torre à vila de Manteigas, encontramos esculpida numa enorme rocha uma imagem da Nossa Senhora, conhecida aqui por Senhora da Boa Estrela, padroeira dos pastores da Serra.

A escultura tem mais de 7 metros de altura e está situada no Covão do Boi, a 1850 metros de altitude.

Da autoria de António Duarte, foi inaugurada em 1946, como forma de homenagear a Santa protetora dos pastores da serra, que enfrentam há séculos as intempéries do clima da região.

As festividades de Nossa Senhora da Boa Estrela do Covão do Boi, realizam-se em Agosto, no segundo domingo do mês.

 

4. Passear no Covão D´ametade

 

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Se há sitio que adoro na serra, é este.

O covão d'ametade é um parque natural, localizado a 1425 mt de altitude e atravessado pelo rio Zêzere, que nasce aqui muito perto. Pertence ao concelho de Manteigas e está situado junto à estrada que liga a vila de Manteigas à Torre (km12).

O parque está preparado para receber visitantes, principalmente na Primavera e Verão quando as temperaturas convidam a passeios e piqueniques.

Tem churrasqueiras, mesas, casas de banho, locais para depositar o lixo e zona para acampar.

A paisagem parece tirada de um conto de fadas, com enormes árvores a acompanhar o rio e a pequena ponte em madeira que permite atravessa-lo. No inverno cobre-se de branco e parece que estamos num local tirado de uma passagem de um dos livros de Tolkien.

Quando lá estiverem, olhem para cima e contemplem a imponência e grandiosidade do Cântaro Magro (enorme afloramento granítico).

 

5. Conhecer o Museu do Pão em Seia

 

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Já há algum tempo que tinha curiosidade em visitar o Museu do Pão em Seia, na Quinta do Marrão.

É um museu privado que conta a história do pão, a sua evolução e importância ao longo dos tempos, com maior incidência em Portugal.

Na sua génese esteve o desejo de recolher, preservar e mostrar os objetos inerentes a esta atividade, do ponto de vista etnográfico, social, político, religioso, histórico e artístico.

Está dividido em várias salas expositivas: a sala do ciclo do pão (reconstrução do antigo ciclo tradicional do pão português); a sala da arte do pão (exposição de objetos artísticos inspirados no pão e na sua atividade); a sala do Pão Político, Social e Religioso (reconstituição da história do pão em Portugal, a sua evolução e importância entre 1640 e 1974) e o Espaço temático (sala reservada aos mais novos, com atividades didáticas e uma viagem imaginária ao ciclo do pão).

Para quem tem filhos pequenos a visita começa neste espaço temático, onde o ciclo do pão é explicado aos mais novos de forma sucinta, clara e divertida. No final, as crianças põem a mão na massa e levam uma recordação para casa, feita por elas.

O museu dispõe ainda de um restaurante, de um bar/café biblioteca e de uma mercearia, onde podem comprar pão e produtos típicos da região.

Como curiosidade fiquei a saber que o Museu do Pão em Seia é só o maior Museu do Pão em todo o mundo.

Todas e mais informações aqui.

 

6. Dar um mergulho na Praia Fluvial da Loriga

 

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No final do Verão passado visitei algumas praias fluviais na zona centro do país, que publiquei aqui aquiaqui e ainda aqui.

Agora foi a vez de conhecer a famosa praia fluvial de Loriga.

Localiza-se a 1km da povoação de Loriga, em pleno parque natural da Serra da Estrela.

A praia está bem sinalizada; partindo da aldeia de Loriga, sigam pela EN231 em direção a Alvoco da Serra e vão encontra-la do vosso lado esquerdo.

As águas são cristalinas e a paisagem é de cortar a respiração. Situada num vale glaciar, surge verticalizada em socalcos que formam pequenas piscinas ao longo do curso da ribeira da Courela.

O local dispõe de infraestruturas de apoio na época balnear: parque de estacionamento, balneários, casa de banho, bar, parque de merendas e até um pequeno parque infantil com baloiços.

Já foi distinguida pela Quercus como a praia com “Qualidade d'ouro”. Em 2012 ficou classificada nas 3 primeiras melhores praias no concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”. Desde então tem merecido a bandeira azul ano após ano.

Se pararem em Loriga, aproveitem para provar o Bolo Negro, típico desta aldeia que, apesar de não ser muito doce, é uma delicia.

 

7. Visitar a Aldeia de Cabeça

 

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A pequena aldeia de Cabeça, pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia e está situada a 530 metros de altitude, na margem direita da ribeira de Loriga (afluente do Rio Alva).

Ficou conhecida por ser a aldeia Natal. Isto porque, durante esta época, a aldeia enche-se de festa e animação.

As casas e as ruas são enfeitadas, com elementos provenienes da natureza (giestas, videiras e pinheiros) e luzes. Todo o trabalho é feito pelos moradores da aldeia, que durante a festa abrem as portas de suas casas para receberem os visitantes.

Ainda conserva muitas casas rústicas construídas em xisto.

Por curiosidade, Cabeça foi a primeira aldeia Led em Portugal, utilizando a tecnologia LED (emissão de luz por díodo) na sua iluminação, desperdiçando menos energia.

 

8. Almoçar trutas no Aguincho

 

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Já se imaginaram a pescar o vosso almoço?

No restaurante o Rei das Trutas, em plena serra, a 700 metros da pequena aldeia do Aguincho, isso é possível.

Não pesco nada do assunto, mas adorei a ideia.

O restaurante disponibiliza canas de pesca para quem queira pescar a sua refeição. De seguida o peixe é pesado e pode ser consumido no local ou levado para casa.

Junto à casa que é o restaurante, mesmo atrás da represa, existem vários tanques que não são mais do que os viveiros das trutas. À frente dessa represa está um lago para onde está virada a esplanada do estabelecimento.

A pequena aldeia do Aguincho é mais uma aldeia serrana, pertencente ao concelho de Seia. Está situada na margem direita da ribeira de Alvoco e é uma das cinco aldeias pertencentes à freguesia de Alvoco da Serra, da qual dista 8 km.

A aldeia do silêncio, como inicialmente lhe chamei, é muito pequena, composta por casas rústicas em pedra de xisto, algumas delas em visível estado de abandono e degradação.

Para além da paisagem, a calma que se sente, o silêncio das ruas, as águas e os banhos refrescantes em águas puras e límpidas, as trutas dos viveiros e os dias de puro descanso junto à natureza, não há muito mais a dizer desta aldeia serrana.

 

9. Respirar fundo no Vale de Rossim

 

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A Praia do Vale do Rossim é a praia mais alta de Portugal. Localiza-se junto ao maior vale glaciar da Europa, a 1437 metros de altitude, nas Penhas Douradas, no parque natural da Serra da Estrela.

Na época balnear, junto ao grande lago, há canoas, caiaques e gaivotas para alugar.

Existem também outras atividades que se podem praticar ao ar livre como slide, orientação, passeios pedestres, observação das aves, rappel, passeios de jipe, moto 4 e btt.

No local existe um restaurante, um bar lounge com música e esplanada, wi-fi, parque de campismo, yurts (tendas circulares de origem mongol) e uma imensidão de espaço para abraçar o universo.

 

10. Caminhar até à pedra Cabeça da Velha

 

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A cabeça da velha não é mais do que um afloramento granítico, com a forma de uma cabeça que faz lembrar uma velha.

Está localizada na aldeia Senhora do Desterro, na freguesia de S. Romão.

Á exceção de uma placa no inicio do percurso, o local está mal sinalizado, pelo que aconselho perguntarem na aldeia onde fica.

O caminho é feito por um trilho de terra batida, de inclinação mediana que pode ser feito a pé ou de carro. Vão encontrar muitas capelinhas pelo caminho.

Conta a lenda que na serra do penedo vivia, sob a tutela de um tio, uma jovem rica e bela que se apaixonou por um fidalgo pobre. O amor proibido gerou encontros secretos, ajudados pela velha aia da jovem. A cumplicidade entre a jovem e a aia era tal, que esta afirmou que se algum dia a traísse, desejaria que Deus a transformasse numa rocha.

Quis o destino que a velha aia, debaixo de grandes ameaças do tio, acabasse por trair a jovem, transformando-se assim na rocha que ainda hoje permanece no local.

Na Senhora do Desterro aproveitem para visitar a praia fluvial.

 

E vocês conhecem algum sitio especial na Serra?

 

Instagram

Um passeio fantástico no Inverno

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 Serra da Estrela @2016

 

Quando saímos de manhã cedo a caminho de nenhures, não fazíamos ideia que íamos acabar o dia, a ver o pôr do sol, do cimo da montanha mais alta de Portugal.

Sempre que podemos, saímos de casa sem planos e sem grandes rotas delineadas. Às vezes somos positivamente surpreendidos.

Aqui em casa, já se fala em arranjar um kit de sobrevivência (ao estilo MacGyver), para andar no carro connosco, não vá o diabo tecê-las e as coisas darem para o torto…. (he he he)

Pelo sim, pelo não, na mala coloquei 2 pares de botas, umas de montanha e outras de neve, um par de luvas, 2 camisolas de lã, cachecol, gorro, umas calças, pijamas e roupa interior… Já no carro decidimos ir até à Serra da Estrela!

De lisboa à Serra, são cerca de 320 Km, que se fazem em aproximadamente 3 horas e que entre conversas passam a correr.

O tempo estava fabuloso!

Não fosse o frio lembrar-nos que ainda estávamos em pleno Fevereiro, o sol e as primeiras flores das amendoeiras, quase nos faziam crer que se tratava de um dia de início de Primavera…. Pelo menos até cair a noite ou enquanto não alcançámos o topo da montanha, onde estava um frio de rachar!

Chegámos a duvidar se encontraríamos neve na serra. Mas à medida que percorríamos a estrada que nos levaria até à torre, o ponto mais alto da serra, o ar ia ficando cada vez mais fresco.

Com a altitude a subir e as temperaturas a descer, as margens da estrada iam ficando salpicadas, aqui e ali por pedaços de gelo e neve.…. Até que, o branco dominava a paisagem.

 

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A caminho da Torre

 

Chegámos à torre com temperaturas a rondar os 0 graus, o céu limpo e sem vento.

 

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A Torre é o ponto mais alto da Serra e de Portugal. Com 1993 mt de altitude, é aqui que se situa a estância de sky.

 

A estância de sky estava fechada, mas eram muitos os que ali permaneciam e se divertiam a fazer bonecos de neve, deslizar monte abaixo nos tobogãs, a lançar bolas de neve e a tirar fotografias.

Cenário único, ao qual nos juntámos até ao pôr-do-sol.

 

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Serra da Estrela (Torre)@2016

 

No regresso, descemos pela Lagoa Comprida, a maior lagoa da serra, onde parámos uma última vez, para admirar as vistas e o pôr-do-sol.

 

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A Lagoa Comprida é a maior lagoa da serra e tem origem glaciar. Com a construção da barragem, em inícios do séc. XX (1912) foi aproveitada para a produção de energia elétrica. Local de paragem obrigatória pelas vistas e riqueza paisagística.

 

O sábado soalheiro deu lugar a um domingo chuvoso, muito nublado e ventoso que nos impediu de voltar lá acima.

Na impossibilidade de voltar à Torre, ficámos pela serra onde aproveitámos para visitar algumas aldeias, espreitar o artesanato, provar a gastronomia do local, estar em contacto com a natureza e revisitar alguns locais, que considero de passagem obrigatória.

Não deixem de ir ao Covão d’Ametade, um dos sítios mais emblemáticos da Serra. Vale mesmo a pena espreitar este recanto, localizado no início do Vale Glaciar do Zêzere.

 

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Covão d'ametade

 

A beleza do sítio não deixa ninguém indiferente. O parque é atravessado pelo rio Zêzere, que nasce na serra e que aqui ganha corpo, engrossando as suas águas frias e transparentes. O cenário parece tirado de um qualquer conto de fadas e no verão é o local ideal para um pic-nic, o início de uma caminhada ou simplesmente para levar os miúdos a passear.

 

Onde dormimos:

Hotel Berne, um simpático 4* localizado no coração da Serra, na pitoresca vila de Manteigas.

 

Onde comemos:

À noite estávamos exaustos e com tanto frio que acabamos por jantar no hotel….. e não nos arrependemos nada…. O restaurante do hotel Berne é muito bom para quem quer experimentar a gastronomia local. Pedimos um prato de feijoca (prato típico desta região), vinho, enchidos, queijo da região e terminámos com um requeijão e doce de abóbora.

 

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