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365 dias

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Uma caminhada pelo trilho das Cascatas do Rio Mourão

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Nietzsche dizia que caminhar ajudava a encontrar as ideias e a encontrarmo-nos a nós mesmos.

Verdade ou não uma das resoluções de início de ano foi a de tentar fazer uma caminhada uma vez por semana (no mínimo)... de preferência no meio da natureza.

Este fim de semana não foi exceção e mais uma vez Sintra foi o cenário escolhido.

A caminhada começou junto às cascatas do Rio Mourão em Sintra, estendeu-se pelas suas imediações e durou cerca de 1 hora.

Para quem não conhece, as cascatas estão localizadas no Vale da Ribeira do Mourão (afluente do rio Lizandro), entre as aldeias de Anços e Maceira na freguesia de Montelavar (concelho de Sintra).

Distam 30 km de Cascais e uns 35 km de Lisboa. Para lá chegar basta seguir a estrada que liga Pêro Pinheiro a Negrais, virar para a aldeia de Anços e na rua principal procurar a sinalização indicativa de cascatas, escrita numa pedra.

A partir daqui, depois de estacionar o carro, é só seguir as indicações dos trilhos pedestres.

 

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Por trilhos de terra batida, bem definidos e propositadamente preparados para o efeito, descemos até ao Vale do Rio Mourão.

O piso é bom embora, por vezes, haja alguns troços mais irregulares que podem dificultar o percurso a crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida.

Na área envolvente à cascata encontrámos algumas ruínas de azenhas e restos de mós, representantes genuínos da antiga atividade do local.

Ao chegar lá abaixo somos surpreendidos por um cenário idílico que nunca esperámos encontrar aqui tão perto, mesmo às portas de Lisboa.

 

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O local é maravilhoso.

O verde é a cor dominante e ao fundo no alto do rochedo surge a cascata.

Rodeada de vegetação exuberante a cascata forma à sua frente uma pequena lagoa onde, sob os olhares atentos dos pais, algumas crianças brincam.

 

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Ficámos por ali a ouvir a água cair e a aproveitar o silêncio da hora.

Até que o cenário se transformou em palco de mergulhos, piqueniques improvisados e muitas brincadeiras.

Estava na hora de continuar. Seguimos caminho junto ao rio acompanhados pelo som da água, as cores dos lírios e a presença das pequenas rãs que volta e meia atravessavam o nosso caminho.

 

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O local não é propriamente desconhecido portanto se quiserem usufruir de alguma calma evitem os fins-de-semana.

Levem água, calçado confortável e fato de banho para dar uns mergulhos.

Como curiosidade: o local serviu de cenário ao genérico da novela da TVI “Jardins Proibidos” e a uma das cenas da novela “O Beijo do Escorpião”.

 

Boas caminhadas!

 

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Só por hoje um pouco de paz

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Ommmmmmm Ommmmm ... fecho os olhos, encosto ligeiramente a cabeça para trás enquanto me concentro na respiração e no silêncio intercalado pelo sons que me rodeiam...

 

... e depois de muitos oms, meditações, muitas caminhadas e alguma dose de introspeção volto ao blog em modo Zen.

Para isso nada melhor do que começar por um jardim onde a paz e a tranquilidade são os dois elementos principais.

Falo-vos do Bacalhôa Budha Eden também conhecido pelo “Jardim da paz”.

Considerado o maior jardim Oriental da Europa, está situado na Quinta dos Loridos, a 2 km do Bombarral e a 70 kms de Lisboa.

Com aproximadamente 35 hectares, o jardim está em permanente construção, sendo por isso considerado uma obra inacabada, pelo menos até 2020, altura prevista para a conclusão do projeto. Portanto não se admirem se a descrição da minha visita não for totalmente igual ao que vão encontrar ou mesmo ao que já encontraram.

Na base deste projecto esteve a ideia de criar um espaço simbólico de homenagem e reconciliação, aberto a todos (independentemente das escolhas individuais de cada um) onde as várias religiões do mundo pudessem estar lado a lado pacificamente numa atitude de respeito pela diversidade cultural e espiritual do Ser Humano.

Da autoria do colecionador de arte e empresário Joe Berardo, surgiu como uma resposta à destruição dos Budas Gigantes, ocorrida em 2001 no Afeganistão, por parte de grupos fundamentalistas talibãs.

Num abrir e fechar de olhos, o mundo viu desaparecer um conjunto de obras-primas e monumentos únicos do período tardio da Arte Gandhara, que constituiu uma enorme e irreparável perda para o património cultural e espiritual da Humanidade.

 

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Para começar e assim que entramos somos surpreendidos pelas estátuas gigantes dos Budha dourados localizados junto à escadaria central que em tom de boas vindas nos convidam a visitar o espaço.

 

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As visitas podem ser feitas num comboio ou a pé.

Caso não tenham nenhum constrangimento físico, aconselho o passeio a pé onde podem descobrir todos os recantos do espaço, explorar as áreas, observar a natureza de perto e deixarem-se envolver pela tranquilidade do ambiente.

 

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Enquanto percorremos o jardim podemos observar as estátuas gigantes de Budha, os pagodes e cerca de 700 soldados de terracota em tamanho real, pintados à mão, bem como muitas outras esculturas de arte contemporânea. De vários artistas, tamanhos e materiais surgem no meio da vegetação exótica e constituem uma autêntica galeria a céu aberto.

 

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O ideal será visitar o jardim durante a semana quando está mais vazio e se possível - e porque não?!? - aproveitar alguns dos seus nichos para fazer meditação. Vale a pena sentir o ambiente e absorver as energias deste espaço.

No lago central existe um pequeno coreto localizado numa península, de onde podem ter uma vista alargada do jardim, observar os peixes KOI e os dragões esculpidos que emergem das suas águas.

 

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Seja qual for a crença ou convicção religiosa de quem o visita é um passeio muito giro para se fazer em família e com crianças. A grandiosidade e diversidade das estátuas espalhadas pelo jardim não vai deixar ninguem indiferente e podem sempre aproveitar para introduzir alguns temas e assuntos de cariz espiritual/cultural junto dos mais novos.

 

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O espaço possui um restaurante e um café de apoio para almoçar ou comer qualquer coisa. Se forem adeptos dos piqueniques existe um parque de merendas muito próximo, no santuário do Bom Jesus do Carvalhal.

Existe ainda uma loja com venda e prova de vinhos provenientes da quinta. A prova de vinhos só será possível mediante marcação prévia.

Não são permitidos animais com exceção de cães que devem ir de trela ou peitoral e devidamente identificados.

A entrada é paga, o estacionamento gratuito e o jardim está aberto ao público todos os dias entre as 9h30 e as 18h30. Encerra dia 01 de Janeiro e 25 de Dezembro.

Para informações de preços e horários atualizados consultem o site aqui . 

 

Passem por lá e depois digam-me se é ou não é um jardim muito zen!

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Uma lagoa na praia do Guincho

 

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Hoje de manhã ao passar pela praia do Guincho deparei-me com uma paisagem diferente daquela que é habitual.

No meio das dunas estava uma lagoa que submergiam parte dos passadiços de madeira que nos levam até à praia grande.

A natureza é incrível! Parece que as chuvas dos últimos dias juntamente com o crescimento das dunas levou à acumulação de água formando uma espécie de bacia.

Se a paisagem já era linda o contraste criado agora pelo azul do lago, do mar e o verde da serra fazem parecer um cenário de um filme.

 

Ficam as imagens :)

 

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Dizem que é Outono e o Inverno está mesmo aí à porta com o Natal. Mas eu andei de camisa e sem casaco a tirar estas fotografias enquanto o carro indicava que estavam 21º ao sol.

Ao final do dia voltei lá de bicicleta só para poder ver e sentir este pôr-do-Sol.

 

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Olá! Criei este espaço para partilhar momentos, fotografias, viagens e locais que vou conhecendo. Todas as fotos publicadas são da autoria do 365dias... espero que gostem!

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