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365 dias

5 Praias Fantásticas no Algarve

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Este ano as férias foram no Algarve. Oito dias maravilhosos, calor, praias de fazer cortar a respiração e água com temperaturas amenas.

Se para muitas pessoas, o mês de agosto não é a melhor altura para tirar férias, para outras é por vezes a sua única opção. Se a ideia for ir para o Algarve, a situação ainda se agrava mais, já que este é o destino de eleição de muitos portugueses e estrangeiros, que durante este mês rumam ao sul de Portugal, em busca de diversão, praias paradisíacas, águas cristalinas, areias finas e muito calor.

As férias pagam-se a peso de ouro e nem sempre se consegue encontrar a qualidade e tranquilidade desejada.

Junho e setembro parecem ser os melhores meses, mas eu faço parte do clube dos que só podem tirar férias em agosto e mesmo sabendo que durante este mês o país está a rebentar pelas costuras com tanto turista nacional e estrangeiro, não tenho outro remédio senão resignar-me e aproveitar ao máximo a situação.

Se não tiverem outra hipótese, façam como eu e vão na mesma. Compensem em mergulhos salgados e dias de papo para o ar a equilibrar os níveis de vitamina D.

Não deixem de visitar estas 5 praias fantásticas. Há muitas mais, mas estas foram as escolhas deste ano.

 

Praia da Marinha

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Não me canso de dizer que esta praia é linda. Das mais bonitas que conheci até hoje.

Está situada no sitio da Caramujeira, no concelho de Lagoa, mesmo ao lado da praia de Benagil e a sua famosa gruta (que já foi eleita uma das mais belas do mundo).

O acesso é feito por uma longa escadaria, tem nadador salvador e bar/restaurante com esplanada.

Como estávamos em agosto, a praia estava um pouco cheia, mas mesmo assim, houve espaço para estender as toalhas e alguma área de manobra. A água é cristalina, em tons de verde e azul turquesa, excelente para os adeptos de snorkeling.

Numa das extremidades da praia existe uma passagem, por uma pequena gruta, para outra praia mais pequena.

Antes de descerem, percorram o miradouro no cimo da falésia, de onde se obtém uma vista panorâmica, simplesmente fantástica.

O Guia Michelin colocou-a entre as 100 mais belas praias do mundo. Em 2015, o European Best Destinations/ EDEN European Destinations of Excellence, classificou-a como um dos melhores destinos da Europa. Foi ainda considerada como uma das 10 mais belas praias da Europa.

 

Praia do Carvalho

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Mais uma praia deslumbrante. Uma das minhas preferidas.

Talvez por estar mais afastada dos centros urbanos, não ser vigiada e não ter infraestruturas de apoio, esta praia tinha menos pessoas que as outras.

Está localizada no Carvoeiro, concelho de Lagoa, próxima da praia da Marinha e de Benagil.

O acesso é feito por um túnel escavado na falésia, com uma escadaria esculpida na rocha que nos leva até ao areal.

Para além do acesso ser feito pelo interior da falésia, esta praia apresenta outra curiosidade, que faz dela uma das praias mais exóticas de Portugal. Numa das falésias existem umas galerias, escavadas no afloramento, cujo acesso é feito por umas escadinhas esculpidas na rocha. É daqui de cima, que os mais aventureiros e corajosas mergulham nas águas transparentes e límpidas, a cerca de 6 metros de altura.

 O areal tem a forma de uma concha e é totalmente rodeado pelas falésias. Por momentos, julguei que tinha voltado às baleares pois o cenário era muito parecido.

 

Praia da Rocha Baixinha

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Também conhecida por Praia dos Tomates, está localizada no concelho de Albufeira, muito próxima da marina de Vilamoura.

O areal estende-se ao longo de 5,5 km, abrangendo também a praia da falésia e a de vilamoura. Umas são a continuação das outras.

É optima para famílias e crianças pequenas. Há espaço de sobra para estender a toalha e para as brincadeiras dos mais pequenos, mesmo no mês de agosto.

É vigiada, tem bons acessos, parque de estacionamento, duches, bar/restaurante com esplanada, local para chapéus de sol e toldos.

Por estar mesmo ao lado de casa, esta foi a praia onde fui mais vezes.

 

Praia do Camilo

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Maravilhosa, mas muito pequena, principalmente no mês de agosto.

Localizada entre a cidade de Lagos e a Ponta da Piedade, está encaixada entre falésias íngremes. O acesso é feito por uma longa escadaria, em madeira, com cerca de 200 degraus.

Tem bandeira azul e é vigiada. No topo da falésia existe um bar/restaurante, cujas especialidades são o peixe e o marisco.... e a vista claro!

Foi classificada pelo TripAdvisor como uma das praias “maravilhosamente únicas”, ocupando o 2º lugar no ranking mundial, ao lado de outros paraísos naturais das Caraíbas, EUA e Europa.

Por ter um areal pequeno, a praia enche facilmente.... certifiquem-se que têm espaço lá em baixo ou arriscam-se a uma verdadeira aula de fitness, composta por um desce e sobe de 400 degraus.

 

Praia do Castelo

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É uma pequena praia, localizada no concelho de Albufeira. Por estar mais distante do centro urbano a praia atrai menos pessoas.

O acesso é fácil, tem local para estacionar (não ordenado), bar/restaurante com esplanada, WC e nadador-salvador durante a época balnear. Existe também uma zona de toldos.

O pequeno areal está rodeado de arribas instáveis, pelo que se aconselha alguma distância das mesmas – aliás uma situação que se verifica na maior parte das praias que visitei.

As arribas que rodeiam a praia formam pequenos recantos e enseadas, prontos a serem explorados. O nome da praia deriva de uma formação rochosa, situada no extremo leste da praia, que faz lembrar as ameias de um castelo.

 

As férias parecem sempre tão curtas. Retomei a casa de baterias carregadas e capaz de enfrentar o mundo. 

Vamos ver quanto tempo duram :)

Para o ano há mais!

 

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Acampar com estilo

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Acampar é uma excelente opção para quem gosta de férias ao ar livre e estar em contacto com a natureza. É também uma boa opção para ir com os miúdos que aprendem a desenvolver tarefas, autonomia e cooperação.

Mas acampar não é para todos.

É preciso gostar e ter um espírito aberto para embarcar numa aventura destas, que requer alguma organização e planeamento, para que as coisas corram bem no terreno.

Os melhores meses para acampar são Junho e Setembro. Está calor, mas não em demasia, podemos ir à praia e fugimos das multidões dos meses de Julho e Agosto, permitindo aproveitar melhor o contacto com a natureza.

A única vez que fui em Agosto, jurei para nunca mais. Passei a noite a ouvir a respiração do senhor da tenda ao lado, que para além de ressonar que nem um urso ainda falava durante o sono.

Eu sou o verdadeiro não campista. Para dizer a verdade, só comecei a acampar há relativamente pouco tempo, porque achei que era um programa giro para fazer com a minha filha.

É claro que a miúda ADOROU, DELIROU, AMOU - e eu acabei por ter que comprar uma tenda e passei a acampar quase todos os anos. Mãe sofre!

Quem gosta de acampar sabe que é preciso entrar no espírito da coisa. Deixar os pormenores de lado, curtir a natureza e a liberdade que uma tenda e um fogareiro nos dá.

Para aqueles que acham que o campismo não é para eles ou que simplesmente querem fugir ao campismo tradicional, da tenda às costas, tachos e panelas, talheres de plástico e das adoráveis latas de atum, existem outras opções, menos cansativas, muito confortáveis e que garantem toda a magia da experiência.

Seja a dois ou em família porque não optar por fazer glamping?

 

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O glamping, não é mais do que acampar sem tenda própria e com muito menos logística. É uma espécie de upgrade do acampar, numa versão mais charmosa e menos trabalhosa do que a versão “casa às costas”.

O termo resulta da junção da palavra Glamour com Campingglamping é acampar com glamour ou se preferirem com charme. Trata-se de um turismo ecológico, que utiliza eco-estruturas, integradas no meio ambiente. O respeito e a comunhão com a natureza estão acima de tudo, que aliados ao conforto que estas estruturas oferecem, tornam a experiência inesquecível.

Em Portugal já existem muitos locais onde é possível fazer glamping, que tem como grande vantagem o não precisarmos de tenda própria, tornando esta atividade menos trabalhosa e dispendiosa (para quem não quer ter o investimento inicial de comprar a tenda e os restantes acessórios). Em alguns casos, o serviço inclui pequeno-almoço, mas também podem optar por continuar a preparar as vossas refeições no local.

A minha primeira experiência em glamping foi numa tenda típica da Mongólia ou Yurt, inserida numa quinta de turismo rural ecológico, ali para os lados de Tomar.

São tendas redondas e muito espaçosas, com uma janela no topo (uma espécie de clarabóia) que deixa entrar a claridade, dando a sensação de estarmos a dormir a céu aberto. Estas tendas eram originalmente usadas pelos pastores nómadas da Mongólia.

São compostas por uma estrutura interna de madeira, que é coberta por tela no exterior e tecido no interior, oferecendo uma boa proteção contra o calor e o frio. Este isolamento interior proporciona uma climatização do espaço, fazendo com que esta atividade não seja uma opção exclusiva do Verão.

A tenda estava mobilada com uma mobília rústica e um fogão a lenha para os dias mais frios de inverno.

 

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O glamping é uma alternativa divertida, confortável e menos cansativa para se fazer a dois ou com crianças, que vão adorar a ideia de dormir em cabanas.

Este ano não escapo a um acampamento tradicional e até já ando a comprar as latinhas de atum, mas faz parte dos meus planos passar um fim de semana a descansar por aí, algures perdida, numa cabana no meio de Portugal.

 

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10 Motivos para passar um fim de semana na Serra da Estrela

 

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O ano passado fui à Serra em Março e falei-vos disso aqui.

Este ano voltei em Abril.

Ainda apanhei um pouco de neve na torre, o que contrastou com as temperaturas altíssimas que se fizeram sentir na região da grande Lisboa, durante essa semana.

A serra é marcada pelos ciclos naturais e cada estação imprime-lhe características muito próprias.

No inverno, a neve e o branco cobrem a paisagem e dão-lhe um encanto especial. Mas é na Primavera e Outono, com temperaturas amenas e cores fabulosas, que a serra se transforma no paraíso para quem gosta da vida ao ar livre e de longas caminhadas no meio da natureza.

Como tenho alguma dificuldade em fazer uma seleção dos sitios mais giros (gosto de tantos), optei por listar 10 bons motivos e algumas ideias para um fim-de-semana na serra.

 

1. Subir à Torre

 

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A torre é o ponto mais alto da Serra da Estrela e também de Portugal Continental.

Com uma altitude de 1993 mt, é aqui que estão situadas as pistas de sky, o teleférico e onde a neve se demora mais. Há também um restaurante e lojas com produtos típicos da região.

Este é um ponto obrigatório para os amantes dos desportos de inverno. Durante o Verão, transforma-se num excelente local para passear e admirar a paisagem serrana.

Em pleno Abril, com um calor abrasador lá para os lados de Lisboa e depois de ter passado a semana inteira a levar a minha filha às aulas de surf em Carcavelos, estava longe de pensar que iria acabar a semana no topo da serra a fazer bonecos de neve.

Já não havia muita, é certo. As pistas estavam fechadas e o leve nevoeiro dava um ar meio misterioso e abandonado à estância, agora local de brincadeiras e muita diversão.

 

2. Observar a paisagem na Lagoa Comprida

 

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A caminho da torre não deixem de visitar a Lagoa Comprida. Com origem glaciar, é a maior lagoa da serra.

A construção da barragem no inicio do século XX, transformou-a no maior reservatório de água e no principal produtor de energia da região.

Aproveitem também para cumprimentar os cães da Serra que por lá andam. São meigos e dedicados aos donos mas, se sentirem a tentação de levar um deles para casa, lembrem-se que são animais grandes e precisam de algum espaço para se desenvolverem.

É um local de paragem obrigatória pelas vistas e riqueza paisagística.

 

3. Admirar a Senhora da Boa Estrela

 

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Na estrada que liga a torre à vila de Manteigas, encontramos esculpida numa enorme rocha uma imagem da Nossa Senhora, conhecida aqui por Senhora da Boa Estrela, padroeira dos pastores da Serra.

A escultura tem mais de 7 metros de altura e está situada no Covão do Boi, a 1850 metros de altitude.

Da autoria de António Duarte, foi inaugurada em 1946, como forma de homenagear a Santa protetora dos pastores da serra, que enfrentam há séculos as intempéries do clima da região.

As festividades de Nossa Senhora da Boa Estrela do Covão do Boi, realizam-se em Agosto, no segundo domingo do mês.

 

4. Passear no Covão D´ametade

 

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Se há sitio que adoro na serra, é este.

O covão d'ametade é um parque natural, localizado a 1425 mt de altitude e atravessado pelo rio Zêzere, que nasce aqui muito perto. Pertence ao concelho de Manteigas e está situado junto à estrada que liga a vila de Manteigas à Torre (km12).

O parque está preparado para receber visitantes, principalmente na Primavera e Verão quando as temperaturas convidam a passeios e piqueniques.

Tem churrasqueiras, mesas, casas de banho, locais para depositar o lixo e zona para acampar.

A paisagem parece tirada de um conto de fadas, com enormes árvores a acompanhar o rio e a pequena ponte em madeira que permite atravessa-lo. No inverno cobre-se de branco e parece que estamos num local tirado de uma passagem de um dos livros de Tolkien.

Quando lá estiverem, olhem para cima e contemplem a imponência e grandiosidade do Cântaro Magro (enorme afloramento granítico).

 

5. Conhecer o Museu do Pão em Seia

 

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Já há algum tempo que tinha curiosidade em visitar o Museu do Pão em Seia, na Quinta do Marrão.

É um museu privado que conta a história do pão, a sua evolução e importância ao longo dos tempos, com maior incidência em Portugal.

Na sua génese esteve o desejo de recolher, preservar e mostrar os objetos inerentes a esta atividade, do ponto de vista etnográfico, social, político, religioso, histórico e artístico.

Está dividido em várias salas expositivas: a sala do ciclo do pão (reconstrução do antigo ciclo tradicional do pão português); a sala da arte do pão (exposição de objetos artísticos inspirados no pão e na sua atividade); a sala do Pão Político, Social e Religioso (reconstituição da história do pão em Portugal, a sua evolução e importância entre 1640 e 1974) e o Espaço temático (sala reservada aos mais novos, com atividades didáticas e uma viagem imaginária ao ciclo do pão).

Para quem tem filhos pequenos a visita começa neste espaço temático, onde o ciclo do pão é explicado aos mais novos de forma sucinta, clara e divertida. No final, as crianças põem a mão na massa e levam uma recordação para casa, feita por elas.

O museu dispõe ainda de um restaurante, de um bar/café biblioteca e de uma mercearia, onde podem comprar pão e produtos típicos da região.

Como curiosidade fiquei a saber que o Museu do Pão em Seia é só o maior Museu do Pão em todo o mundo.

Todas e mais informações aqui.

 

6. Dar um mergulho na Praia Fluvial da Loriga

 

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No final do Verão passado visitei algumas praias fluviais na zona centro do país, que publiquei aqui aquiaqui e ainda aqui.

Agora foi a vez de conhecer a famosa praia fluvial de Loriga.

Localiza-se a 1km da povoação de Loriga, em pleno parque natural da Serra da Estrela.

A praia está bem sinalizada; partindo da aldeia de Loriga, sigam pela EN231 em direção a Alvoco da Serra e vão encontra-la do vosso lado esquerdo.

As águas são cristalinas e a paisagem é de cortar a respiração. Situada num vale glaciar, surge verticalizada em socalcos que formam pequenas piscinas ao longo do curso da ribeira da Courela.

O local dispõe de infraestruturas de apoio na época balnear: parque de estacionamento, balneários, casa de banho, bar, parque de merendas e até um pequeno parque infantil com baloiços.

Já foi distinguida pela Quercus como a praia com “Qualidade d'ouro”. Em 2012 ficou classificada nas 3 primeiras melhores praias no concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”. Desde então tem merecido a bandeira azul ano após ano.

Se pararem em Loriga, aproveitem para provar o Bolo Negro, típico desta aldeia que, apesar de não ser muito doce, é uma delicia.

 

7. Visitar a Aldeia de Cabeça

 

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A pequena aldeia de Cabeça, pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia e está situada a 530 metros de altitude, na margem direita da ribeira de Loriga (afluente do Rio Alva).

Ficou conhecida por ser a aldeia Natal. Isto porque, durante esta época, a aldeia enche-se de festa e animação.

As casas e as ruas são enfeitadas, com elementos provenienes da natureza (giestas, videiras e pinheiros) e luzes. Todo o trabalho é feito pelos moradores da aldeia, que durante a festa abrem as portas de suas casas para receberem os visitantes.

Ainda conserva muitas casas rústicas construídas em xisto.

Por curiosidade, Cabeça foi a primeira aldeia Led em Portugal, utilizando a tecnologia LED (emissão de luz por díodo) na sua iluminação, desperdiçando menos energia.

 

8. Almoçar trutas no Aguincho

 

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Já se imaginaram a pescar o vosso almoço?

No restaurante o Rei das Trutas, em plena serra, a 700 metros da pequena aldeia do Aguincho, isso é possível.

Não pesco nada do assunto, mas adorei a ideia.

O restaurante disponibiliza canas de pesca para quem queira pescar a sua refeição. De seguida o peixe é pesado e pode ser consumido no local ou levado para casa.

Junto à casa que é o restaurante, mesmo atrás da represa, existem vários tanques que não são mais do que os viveiros das trutas. À frente dessa represa está um lago para onde está virada a esplanada do estabelecimento.

A pequena aldeia do Aguincho é mais uma aldeia serrana, pertencente ao concelho de Seia. Está situada na margem direita da ribeira de Alvoco e é uma das cinco aldeias pertencentes à freguesia de Alvoco da Serra, da qual dista 8 km.

A aldeia do silêncio, como inicialmente lhe chamei, é muito pequena, composta por casas rústicas em pedra de xisto, algumas delas em visível estado de abandono e degradação.

Para além da paisagem, a calma que se sente, o silêncio das ruas, as águas e os banhos refrescantes em águas puras e límpidas, as trutas dos viveiros e os dias de puro descanso junto à natureza, não há muito mais a dizer desta aldeia serrana.

 

9. Respirar fundo no Vale de Rossim

 

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A Praia do Vale do Rossim é a praia mais alta de Portugal. Localiza-se junto ao maior vale glaciar da Europa, a 1437 metros de altitude, nas Penhas Douradas, no parque natural da Serra da Estrela.

Na época balnear, junto ao grande lago, há canoas, caiaques e gaivotas para alugar.

Existem também outras atividades que se podem praticar ao ar livre como slide, orientação, passeios pedestres, observação das aves, rappel, passeios de jipe, moto 4 e btt.

No local existe um restaurante, um bar lounge com música e esplanada, wi-fi, parque de campismo, yurts (tendas circulares de origem mongol) e uma imensidão de espaço para abraçar o universo.

 

10. Caminhar até à pedra Cabeça da Velha

 

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A cabeça da velha não é mais do que um afloramento granítico, com a forma de uma cabeça que faz lembrar uma velha.

Está localizada na aldeia Senhora do Desterro, na freguesia de S. Romão.

Á exceção de uma placa no inicio do percurso, o local está mal sinalizado, pelo que aconselho perguntarem na aldeia onde fica.

O caminho é feito por um trilho de terra batida, de inclinação mediana que pode ser feito a pé ou de carro. Vão encontrar muitas capelinhas pelo caminho.

Conta a lenda que na serra do penedo vivia, sob a tutela de um tio, uma jovem rica e bela que se apaixonou por um fidalgo pobre. O amor proibido gerou encontros secretos, ajudados pela velha aia da jovem. A cumplicidade entre a jovem e a aia era tal, que esta afirmou que se algum dia a traísse, desejaria que Deus a transformasse numa rocha.

Quis o destino que a velha aia, debaixo de grandes ameaças do tio, acabasse por trair a jovem, transformando-se assim na rocha que ainda hoje permanece no local.

Na Senhora do Desterro aproveitem para visitar a praia fluvial.

 

E vocês conhecem algum sitio especial na Serra?

 

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Hoje é dia de...

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 Pesos de tear romano no Museu Monográfico de Conimbriga  (Condeixa-a-Nova)

 

... ir a um museu, claro!

 

Com o objetivo de reforçar os laços dos museus com a sociedade, comemora-se mais uma vez o Dia Internacional dos Museus (18 de Maio) e a noite dos Museus (20 de Maio).

HOJE!!! É hoje que podemos entrar nos museus, palácios e monumentos à borla, tudo GRÁTIS... sim, ouviram bem, é gratis e à semelhança do que aconteceu o ano passado, vou aproveitar para conhecer alguns espaços museológicos da minha cidade, a preço 0€.

Para quem ainda não sabe, durante o dia de hoje, todos os Museus, Palácios e Monumentos pertencentes à rede da DGPC (Direção-Geral do Património Cultural) têm entrada GRATUITA. As comemorações prolongam-se até sábado e são acompanhadas por muitas atividades culturais diferentes da oferta habitual, que incluem: animações de rua, visitas temáticas, conferências, debates, espetáculos artísticos e workshops, proporcionando diversas experiências a públicos distintos.

 

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Museu Nacional dos Coches - encerrado a 26 de Abril, reabrirá a 20 de Maio com um novo projecto expositivo (Lisboa)

 

A noite dos Museus, no dia 20 de Maio, com entrada gratuita a partir das 18h00 nos Museus, Palácios e Monumentos da DGPC, é um excelente pretexto para sair de casa e passar uma noite única e diferente com os miúdos que têm um papel de destaque nas muitas atividades culturais preparadas para este dia.

Ressalva para o Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Museu Monográfico de Coimbra, Torre de Belém e Panteão Nacional que encerram no seu horário habitual.

 Para organizar a vossa visita consultem os programas  aqui e aqui.

 

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Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa)

 

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Museu Monográfico de Conimbriga (Cobdeixa-a-nova). Vejam mais aqui

 

Para quem quer fugir ao rebuliço da grande metrópole aqui fica uma sugestão mesmo às portas de Lisboa.

Cascais também se associou à comemoração destas datas, com a organização de muitas atividades entre os dias 16 e 21 de Maio, que contemplam um leque variado de público (desde os mais pequenos, às famílias e público em geral).

Destaque para a subida noturna à torre do Farol de Santa Marta, no dia 20 de Maio entre as 20h00 e as 23h00.

Esta é a única oportunidade do ano para subir ao farol durante a noite e pode ser fotografada livremente.

 

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Farol de Santa Marta (Cascais)

 

São cerca de 90 degraus que nos levam ao cimo da torre de um dos faróis mais emblemáticos desta vila.

E se  tempo ajudar, lá em cima obtemos uma vista única da baía de Cascais, da barra do Tejo e do vasto oceano atlântico. A entrada é gratuita e não necessita de marcação.

Também e ainda neste dia, a casa de Santa Maria, localizada mesmo ao lado do farol oferece um espetáculo de dança e yoga, neste espaço fantástico da autoria do arquiteto Raul Lino.

 

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Farol de Santa Marta e Casa de Santa Maria da autoria do arquitecto Raul Lino

 

Vejam mais informações sobre este dia aqui.

A oferta é muita e variada, o difícil vai ser mesmo escolher por onde começar!

 

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Com os olhos postos no Almada Negreiros

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Falta cerca de um mês para terminar a exposição “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno”, patente na Fundação Callouste Gulbenkian.

A exposição teve início a 03 de Fevereiro e termina já no próximo dia 05 de junho. 

Apressem-se todos aqueles que ainda não tiveram oportunidade de lá passar, porque é IM-PER-DÍ-VEL.

Acautelem-se os mais impacientes, pois das duas vezes que tentei lá ir, a fila era tal que dei meia volta e acabei a tarde a passear nos belíssimos jardins da Gulbenkian.

Confesso que uma das vezes estive mesmo, mesmo quase, a cair na tentação de me colocar na enorme fila que se formava no atrium, em frente à Galeria Principal.

Mas bastou recuar uns anos na minha memória para rapidamente mudar de ideias.

Em 2006 estive cerca de 2 horas especada numa fila à entrada do CCB para ver a exposição da Frida Kahlo e prometi a mim mesma que nunca mais cairia numa dessas.

A exposição era fantástica mas o excesso de publico, tirou grande parte do prazer que é ir a uma exposição. Acabei por ver as obras em bicos de pés, empoleirada no ombro de uma amiga, por cima de um monte de cabeças tão próximas das telas, que por momentos cheguei a pensar que as iam engolir. Percorri os corredores em rebanho e no fim suspirei de cansaço e disse cá para mim: “Nunca mais me apanham noutra!”

Mas como não há duas sem três, à terceira foi de vez. Lá consegui entrar, não havia filas e o recinto estava praticamente vazio.

 

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Não me vou alongar em grandes considerações e opiniões meramente pessoais, mas digo-vos a exposição está fantástica e vale mesmo a pena dar um saltinho à Gulbenkian para conhecer a extensa e variada obra de Almada Negreiros (1893-1970), considerado o pai do modernismo português.

Assim que entramos, escrita num painel, podemos ler uma das frases mais emblemáticas do artista - "Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século" - e é com os olhos postos no século onde viveu que iniciamos a exposição.

A extensão e enorme complexidade da obra de Almada Negreiros fez-me perceber que sabia muito pouco acerca do autor, que para além de artista plástico, foi performer, cenógrafo, ator, escritor e bailarino.

 

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A diversidade dos materiais com que trabalhou é outro ponto que salta à vista e nos deixa perplexos pela técnica e domínio de materiais tão diversos. Aqui encontramos obras a óleo, grafite, tinta-da-china, gesso, pinturas em mural, guache, escrita, narrativas gráficas, azulejo, ilustrações e até um vitral.

A exposição está distribuída por duas salas – na Galeria Principal e na Galeria do Piso Inferior – recheadas de muitas obras conhecidas e algumas obras inéditas como a lanterna mágica “O Naufrágio da Insua” de 1934, composta por 64 desenhos.

 

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São cerca de 400 trabalhos, que incluem pintura, dança, artes gráficas, desenho, conto, romance, teatro, ensaio, narrativa gráfica, poesia, pintura mural, cinema e o auto-retrato sempre tão presente na sua obra.

Almada Negreiros foi um dos grandes responsáveis pela introdução da modernidade nas letras e artes, em Portugal porque "ser moderno era ter a capacidade de olhar para o antigo com um olhar liberto de perconceitos acumulados por séculos de história" tão bem representado no ecletismo e excentricidade da sua obra.

Se puderem, não deixem de visitar.

 

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Informações:

A exposição está aberta ao público todos os dias entre as 10 e as 18h00, com exceção de terça-feira (a Fundação encerra às 3ª feiras). Às 5ª feiras e sábados o horário foi alargado até às 21h00.

O bilhete de adulto custa 5€ e a entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos. Os portadores de LX Card pagam 4€ e os jovens e Seniores 2,50€.

Para mais informações vejam aqui

 

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Uma caminhada pelo trilho das Cascatas do Rio Mourão

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Nietzsche dizia que caminhar ajudava a encontrar as ideias e a encontrarmo-nos a nós mesmos.

Verdade ou não uma das resoluções de início de ano foi a de tentar fazer uma caminhada uma vez por semana (no mínimo)... de preferência no meio da natureza.

Este fim de semana não foi exceção e mais uma vez Sintra foi o cenário escolhido.

A caminhada começou junto às cascatas do Rio Mourão em Sintra, estendeu-se pelas suas imediações e durou cerca de 1 hora.

Para quem não conhece, as cascatas estão localizadas no Vale da Ribeira do Mourão (afluente do rio Lizandro), entre as aldeias de Anços e Maceira na freguesia de Montelavar (concelho de Sintra).

Distam 30 km de Cascais e uns 35 km de Lisboa. Para lá chegar basta seguir a estrada que liga Pêro Pinheiro a Negrais, virar para a aldeia de Anços e na rua principal procurar a sinalização indicativa de cascatas, escrita numa pedra.

A partir daqui, depois de estacionar o carro, é só seguir as indicações dos trilhos pedestres.

 

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Por trilhos de terra batida, bem definidos e propositadamente preparados para o efeito, descemos até ao Vale do Rio Mourão.

O piso é bom embora, por vezes, haja alguns troços mais irregulares que podem dificultar o percurso a crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida.

Na área envolvente à cascata encontrámos algumas ruínas de azenhas e restos de mós, representantes genuínos da antiga atividade do local.

Ao chegar lá abaixo somos surpreendidos por um cenário idílico que nunca esperámos encontrar aqui tão perto, mesmo às portas de Lisboa.

 

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O local é maravilhoso.

O verde é a cor dominante e ao fundo no alto do rochedo surge a cascata.

Rodeada de vegetação exuberante a cascata forma à sua frente uma pequena lagoa onde, sob os olhares atentos dos pais, algumas crianças brincam.

 

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Ficámos por ali a ouvir a água cair e a aproveitar o silêncio da hora.

Até que o cenário se transformou em palco de mergulhos, piqueniques improvisados e muitas brincadeiras.

Estava na hora de continuar. Seguimos caminho junto ao rio acompanhados pelo som da água, as cores dos lírios e a presença das pequenas rãs que volta e meia atravessavam o nosso caminho.

 

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O local não é propriamente desconhecido portanto se quiserem usufruir de alguma calma evitem os fins-de-semana.

Levem água, calçado confortável e fato de banho para dar uns mergulhos.

Como curiosidade: o local serviu de cenário ao genérico da novela da TVI “Jardins Proibidos” e a uma das cenas da novela “O Beijo do Escorpião”.

 

Boas caminhadas!

 

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O Jardim da Paz - Bacalhôa Budha Eden

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Ommmmmmm Ommmmm ... fecho os olhos, encosto ligeiramente a cabeça para trás enquanto me concentro na respiração e no silêncio intercalado pelo sons que me rodeiam...

 

... e depois de muitos oms, meditações, muitas caminhadas e alguma dose de introspeção volto ao blog em modo Zen.

Para isso nada melhor do que começar por um jardim onde a paz e a tranquilidade são os dois elementos principais.

Falo-vos do Bacalhôa Budha Eden também conhecido pelo “Jardim da paz”.

Considerado o maior jardim Oriental da Europa, está situado na Quinta dos Loridos, a 2 km do Bombarral e a 70 kms de Lisboa.

Com aproximadamente 35 hectares, o jardim está em permanente construção, sendo por isso considerado uma obra inacabada, pelo menos até 2020, altura prevista para a conclusão do projeto. Portanto não se admirem se a descrição da minha visita não for totalmente igual ao que vão encontrar ou mesmo ao que já encontraram.

Na base deste projecto esteve a ideia de criar um espaço simbólico de homenagem e reconciliação, aberto a todos (independentemente das escolhas individuais de cada um) onde as várias religiões do mundo pudessem estar lado a lado pacificamente numa atitude de respeito pela diversidade cultural e espiritual do Ser Humano.

Da autoria do colecionador de arte e empresário Joe Berardo, surgiu como uma resposta à destruição dos Budas Gigantes, ocorrida em 2001 no Afeganistão, por parte de grupos fundamentalistas talibãs.

Num abrir e fechar de olhos, o mundo viu desaparecer um conjunto de obras-primas e monumentos únicos do período tardio da Arte Gandhara, que constituiu uma enorme e irreparável perda para o património cultural e espiritual da Humanidade.

 

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Para começar e assim que entramos somos surpreendidos pelas estátuas gigantes dos Budha dourados localizados junto à escadaria central que em tom de boas vindas nos convidam a visitar o espaço.

 

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As visitas podem ser feitas num comboio ou a pé.

Caso não tenham nenhum constrangimento físico, aconselho o passeio a pé onde podem descobrir todos os recantos do espaço, explorar as áreas, observar a natureza de perto e deixarem-se envolver pela tranquilidade do ambiente.

 

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Enquanto percorremos o jardim podemos observar as estátuas gigantes de Budha, os pagodes e cerca de 700 soldados de terracota em tamanho real, pintados à mão, bem como muitas outras esculturas de arte contemporânea. De vários artistas, tamanhos e materiais surgem no meio da vegetação exótica e constituem uma autêntica galeria a céu aberto.

 

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O ideal será visitar o jardim durante a semana quando está mais vazio e se possível - e porque não?!? - aproveitar alguns dos seus nichos para fazer meditação. Vale a pena sentir o ambiente e absorver as energias deste espaço.

No lago central existe um pequeno coreto localizado numa península, de onde podem ter uma vista alargada do jardim, observar os peixes KOI e os dragões esculpidos que emergem das suas águas.

 

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Seja qual for a crença ou convicção religiosa de quem o visita é um passeio muito giro para se fazer em família e com crianças. A grandiosidade e diversidade das estátuas espalhadas pelo jardim não vai deixar ninguem indiferente e podem sempre aproveitar para introduzir alguns temas e assuntos de cariz espiritual/cultural junto dos mais novos.

 

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O espaço possui um restaurante e um café de apoio para almoçar ou comer qualquer coisa. Se forem adeptos dos piqueniques existe um parque de merendas muito próximo, no santuário do Bom Jesus do Carvalhal.

Existe ainda uma loja com venda e prova de vinhos provenientes da quinta. A prova de vinhos só será possível mediante marcação prévia.

Não são permitidos animais com exceção de cães que devem ir de trela ou peitoral e devidamente identificados.

A entrada é paga, o estacionamento gratuito e o jardim está aberto ao público todos os dias entre as 9h30 e as 18h30. Encerra dia 01 de Janeiro e 25 de Dezembro.

Para informações de preços e horários atualizados consultem o site aqui . 

 

Passem por lá e depois digam-me se é ou não é um jardim muito zen!

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Uma lagoa na praia do Guincho

 

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Hoje de manhã ao passar pela praia do Guincho deparei-me com uma paisagem diferente daquela que é habitual.

No meio das dunas estava uma lagoa que submergiam parte dos passadiços de madeira que nos levam até à praia grande.

A natureza é incrível! Parece que as chuvas dos últimos dias juntamente com o crescimento das dunas levou à acumulação de água formando uma espécie de bacia.

Se a paisagem já era linda o contraste criado agora pelo azul do lago, do mar e o verde da serra fazem parecer um cenário de um filme.

 

Ficam as imagens :)

 

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Dizem que é Outono e o Inverno está mesmo aí à porta com o Natal. Mas eu andei de camisa e sem casaco a tirar estas fotografias enquanto o carro indicava que estavam 21º ao sol.

Ao final do dia voltei lá de bicicleta só para poder ver e sentir este pôr-do-Sol.

 

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Lanchar em Sintra

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Quando penso no que gosto no Outono vem me automaticamente à cabeça os passeios pela natureza com cheiro intenso a terra molhada, os fins-de-semana com pequenos-almoços demorados que se arrastam pela hora do almoço, os lanches de fim de tarde e os dias coloridos de castanhos e dourados antes da chegada daquela que é a estação mais cinzenta do ano.

E para não fugir à regra este fim-de-semana fomos mais uma vez até Sintra fazer uma caminhada e repor as energias no meio da natureza.

O passeio teve como paragem obrigatória um lanche a meio da tarde no Café Saudade, um dos mais charmosos cafés desta vila.

Localizado na avenida Miguel Bombarda, muito perto da estação de comboios, este pequeno tesouro de Sintra tem a vantagem de se afastar um pouco do coração da vila tornando o espaço mais sossegado do que é habitual por estas bandas (pelo menos nesta altura do ano).

Quem entra no café Saudade é imediatamente invadido por um sentimento nostálgico num reencontro visual com o passado. Reconhecemos uns objectos e relembramos outros que já nem nos lembrávamos da sua existência.

Quando chegámos ainda havia lugar para sentar, espaço para escolher a mesa e tempo para nos atenderem (o que em Sintra é um privilégio).

Já não fomos a tempo do brunch que servem todos os dias e por isso pedimos um chocolate quente, um café afogado e para acompanhar uma fatia de um delicioso bolo de chocolate com frutos silvestres. O chocolate quente era espesso e forte como eu gosto, o café afogado era um reconfortante café com uma bola de gelado finalizado com natas e o bolo era de textura forte e macia, onde se misturavam o doce do chocolate e a acidez dos frutos.

 

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O menu está repleto de coisas boas e apetecíveis como os scones gigantes, os bolos caseiros à fatia que vão variando conforme os dias, as muitas variedades de chá, café, cappuccinos, chocolates quentes e muitas outras coisas que valem bem a pena experimentar.

O café surgiu no edifício da antiga fábrica das queijadas de Sintra ou “Queijadas da Mathilde” da qual manteve a traça original e muitos elementos da sua decoração.

O espaço foi decorado com elementos vintage misturando peças tradicionais do artesanato português com alguns elementos resgatados ao passado, ao tempo onde ali ainda funcionava a fábrica de queijadas da Mathilde (é o caso do balcão de atendimento logo à entrada).

 

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O edifício manteve a traça original e divide-se em pequenas divisões, numa espécie de labirinto com cantos e recantos bem decorados que nos fazem sentir como se estivéssemos em casa.

O ambiente é descontraído e a simpatia dos funcionários não deixa ninguém indiferente que em tom de brincadeira nos desafiaram a decifrar as silabas trabalhadas no tecto da sala principal…. Com alguma ajuda lá chegámos à palavra MA-TH-IL-DE dividida silabicamente pelos 4 cantos da cobertura e que nos remete mais uma vez ao nome da fundadora de uma das mais antigas fábrica de queijadas de Sintra (1888-1974).

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Numa autêntica viagem ao passado parámos no tempo por umas horas, lanchámos, conversámos e enchemos a alma de coisas bonitas.

Bom para matar saudades das memórias de outros tempos.

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Cascais Vila Luminosa

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Running in Circles, Dancing in Waves - quando a luz toma forma e cor e parece ganhar corpo numa dança constante (Largo do Prior)

 

Está a decorrer em Cascais a 5ª edição do Lumina - Festival da Luz e é possível visitá-lo até amanhã.

Nós para não variar descemos até à vila pelo 3º ano consecutivo e deixámo-nos fascinar pelos cenários mágicos e os jogos de luz e cor. 

Durante os quatro dias que dura o evento as principais ruas e alguns parques foram invadidos por animais gigantes, flores luminosas, florestas encantadas, espaços de sombra e luz num percurso que nos leva a percorrer alguns dos pontos mais emblemáticos da vila. 

Existe um mapa e um percurso sequencial que guia os visitantes pelas 22 obras espalhadas num trajeto de aproximadamente três quilómetros.

O evento começa às 20h00 e termina às 24h00 e é gratuíto. Convém chegar cedo para conseguirem ver tudo com calma.

Tal como aconteceu no ano passado gostámos bastante.

 

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Os Coelhos gigantes da australiana Amanda Parer invadiram a baía de Cascais sob o tema Intrude

 

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Fachada da Casa das Histórias da Paula Rego

 

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No Octopus Garden, nos jardins do Museu do Mar podemos observar uma série de jogos de contraste entre luz e sombra

 

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 À esquerda, largo da Câmara projeções num edifício. À direita na fachada da Igreja da Misericórdia são os visitantes que escolhem o tema da projeção através de uma instalação interativa de multimédia

 

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 Adorei os vestidos feitos em fibra óptica que pareciam aparições esvoaçantes no escuro da noite no parque Marechal Carmona (à esquerda). À direita o Garden of Light na Marina de Cascais, junto à fortaleza

 

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No passeio D. Maria Pia, junto à estátua de D. Carlos assistimos a uma representação intitulada "Baile dos Candeeiros" onde os artistas interagem com o publico

 

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Video Mapping nas paredes exteriores da cidadela com a projeção de The Butterfly Light (Turismo de Macau)

 

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No parque Marechal Carmona os efeitos de luz e cor envolvem-nos num ambiente mágico e fazem-nos sentir numa floresta encantada (à esquerda). Já no fim do percurso encontramos uma instalação suspensa e luminosa designada por Photo Sensitive (à direita)

 

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 Espalhadas pelo parque Marechal Carmona as esculturas luminosas de vários animais domésticos e selvagens surpreendem quem passa

 

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