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365 dias

Ler Devagar porque Devagar se vai ao longe

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Esta livraria anda nas bocas do mundo.

Nos últimos anos tem sido referenciada um pouco por todo o lado. Fez parte da lista das 20 livrarias mais bonitas do mundo (Flavorwire), foi destaque no Louis Vuitton European City Guides e apareceu no guia da Taschen do New York Times como um dos 125 locais da Europa a visitar em 36 horas.

Mais recentemente o The Telegraph escolheu as 16 livrarias mais bonitas do mundo e a Ler Devagar, juntamente com a Livraria Lello (no Porto) figuram nessa lista.

Não sei como é que é com vocês mas se há sitio onde gosto de entrar é numa livraria. Então se for uma das mais bonitas do mundo, melhor ainda.

Todo aquele ambiente de livros amontoados em mesas ou arrumados em estantes, o cheiro a papel e o fervilhar de ideias que pairam no ar, fazem-me sempre querer viver cem anos para ter tempo de ler, pelo menos, alguns deles.

Nem sempre entro com o objetivo de comprar. Às vezes vou só mesmo bisbilhotar, ver o que se lê, olhar as novidades, relembrar as antigas e folhear alguns livros.

Apesar de ser uma adepta fervorosa das novas tecnologias, toda a espécie de gadgets, apps e afins, os livros continuam a ter um papel crucial e insubstituível na minha vida. 

Esta semana fui a Lisboa e como estava com tempo passei pela Ler Devagar, na LxFactory.

 

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A Ler Devagar nasceu no Bairro Alto, em 1999.

Em 2009 instalou-se no complexo do Lx Factory, em Alcântara no edifício da antiga gráfica Mirandela (que imprimia jornais como o Expresso, o Público e A Bola), onde se mantém até aos dias de hoje.

O espaço é único e inspirador. 

Do edifício original conservou a sua enorme máquina de impressão que divide o espaço em dois pisos.

No piso de cima existem dois bares/restaurante e uma galeria. É também aí que se encontra a exposição permanente do artista Pietro Prosérpio, responsável pela criação da carismática bicicleta voadora que se encontra suspensa no ar, no centro da sala e que se tornou na imagem de marca do espaço. Se apanharem o artista por lá, não deixem de ouvir as suas histórias.

Com as suas enormes estantes que cobrem as paredes de livros até ao teto, o recinto é constantemente dinamizado com uma vasta programação cultural que abrange concertos, exposições, debates, conferências, workshops, musica, teatro, entre outros.

 

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O ambiente é descontraído. Aqui não há a obrigação de comprar ou de consumir e é comum verem-se portugueses e estrangeiros entrarem no espaço só para o fotografar.

O local por si só, vale a visita, seja para comprar um livro, para conhecer o espaço da livraria, beber um café ou simplesmente sentar-se numa esplanada e absorver o ambiente de um dos sítios mais criativos e cool da cidade de Lisboa – a Lx Factory.

 

Fui me inspirar e pôr a leitura em dia!

E vocês já se inspiraram hoje?

 

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Uma caminhada pelo trilho das Cascatas do Rio Mourão

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Nietzsche dizia que caminhar ajudava a encontrar as ideias e a encontrarmo-nos a nós mesmos.

Verdade ou não uma das resoluções de início de ano foi a de tentar fazer uma caminhada uma vez por semana (no mínimo)... de preferência no meio da natureza.

Este fim de semana não foi exceção e mais uma vez Sintra foi o cenário escolhido.

A caminhada começou junto às cascatas do Rio Mourão em Sintra, estendeu-se pelas suas imediações e durou cerca de 1 hora.

Para quem não conhece, as cascatas estão localizadas no Vale da Ribeira do Mourão (afluente do rio Lizandro), entre as aldeias de Anços e Maceira na freguesia de Montelavar (concelho de Sintra).

Distam 30 km de Cascais e uns 35 km de Lisboa. Para lá chegar basta seguir a estrada que liga Pêro Pinheiro a Negrais, virar para a aldeia de Anços e na rua principal procurar a sinalização indicativa de cascatas, escrita numa pedra.

A partir daqui, depois de estacionar o carro, é só seguir as indicações dos trilhos pedestres.

 

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Por trilhos de terra batida, bem definidos e propositadamente preparados para o efeito, descemos até ao Vale do Rio Mourão.

O piso é bom embora, por vezes, haja alguns troços mais irregulares que podem dificultar o percurso a crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida.

Na área envolvente à cascata encontrámos algumas ruínas de azenhas e restos de mós, representantes genuínos da antiga atividade do local.

Ao chegar lá abaixo somos surpreendidos por um cenário idílico que nunca esperámos encontrar aqui tão perto, mesmo às portas de Lisboa.

 

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O local é maravilhoso.

O verde é a cor dominante e ao fundo no alto do rochedo surge a cascata.

Rodeada de vegetação exuberante a cascata forma à sua frente uma pequena lagoa onde, sob os olhares atentos dos pais, algumas crianças brincam.

 

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Ficámos por ali a ouvir a água cair e a aproveitar o silêncio da hora.

Até que o cenário se transformou em palco de mergulhos, piqueniques improvisados e muitas brincadeiras.

Estava na hora de continuar. Seguimos caminho junto ao rio acompanhados pelo som da água, as cores dos lírios e a presença das pequenas rãs que volta e meia atravessavam o nosso caminho.

 

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O local não é propriamente desconhecido portanto se quiserem usufruir de alguma calma evitem os fins-de-semana.

Levem água, calçado confortável e fato de banho para dar uns mergulhos.

Como curiosidade: o local serviu de cenário ao genérico da novela da TVI “Jardins Proibidos” e a uma das cenas da novela “O Beijo do Escorpião”.

 

Boas caminhadas!

 

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Uma vista sobre a cidade

lisboa castelo.JPGCastelo de S. Jorge

 

Seja qual for a perspetiva, seja qual for o ângulo ou o local, Lisboa é das cidades mais fotogénicas que conheço… seja pela luz, pela proximidade do rio tejo ou pelos inúmeros miradouros que nos oferecem vistas panorâmicas da cidade.

Quem chega apaixona-se, quem parte leva a saudade e os que ficam não se cansam de admirá-la.

 

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Cascata do Rio dos Mouros

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A uns escassos kms de distância do sítio arqueológico de Conimbriga, na freguesia de Condeixa-a-Velha, encontrámos uma pequena cascata que fez do pequeno trilho uma autêntica caça ao tesouro.

A informação foi-nos dada logo à entrada da cidade romana por uma senhora que ao ver-nos com as máquinas fotográficas e a pequena Inês achou que seria um passeio interessante para fotografar e mostrar à miúda. Nós achámos o mesmo e aventurámo-nos mata dentro à procura da cascata.

O percurso teve início nas traseiras do edifício do Museu Monográfico de Conimbriga, numa pequena estrada de terra batida, mesmo em frente.

Seguindo por essa estrada e a cerca de 1 km virámos à direita (não sinalizado), num trilho pedestre e apertado que nos levou até à margem do Rio dos Mouros.

 

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Uma vez no rio, continuámos o caminho até à ponte em madeira, construída sobre um tronco de árvore, que nos conduziu à outra margem. 

A partir daqui é só seguir as cordas que estão presas nas rochas e nos ajudam a subir e descer a encosta, até à Cascata.

 

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Por momentos desejámos que fosse verão para poder tirar a roupa e dar uns mergulhos nas águas limpas e transparentes da lagoa que se estendia à nossa frente, mas ficámos pelas fotos.

Durante o percurso não vimos qualquer tipo de sinalização o que nos fez pensar que ou a cascata não está sinalizada ou íamos tão entusiasmados com o passeio que a sinalização passou-nos despercebida.

As indicações que nos deram levaram-nos só até meio caminho e acabámos por descobrir o resto do trilho através de outro caminhante que também se dirigia para o local.

Apesar do percurso ser relativamente fácil, não é aconselhável a pessoas com mobilidade reduzida, crianças pequenas ou de colo, pela dificuldade que apresenta em alguns troços.

Levem água, fruta ou alguns snacks naturais para comer pelo caminho, principalmente se forem com miúdos…. Nós não levámos e quando chegámos ao carro só parecia que tínhamos andado horas, perdidos na Selva.

 

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Os Palheiros da Costa Nova

 

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Quando se chega à Costa Nova uma das primeiras coisas que salta à vista é o casario colorido que se estende ao longo da marginal, mesmo em frente à ria de Aveiro.

Casas pintadas com riscas vermelhas, verdes, azuis, amarelas, bem estimadas, que dão cor à marginal, localizada entre a Ria e o Oceano Atlântico e que fazem da Costa Nova um lugar de charme do nosso país.

Denominadas por Palheiros da Costa Nova, os mais antigos remontam ao séc. XIX e foram construídos pelos pescadores, com o objetivo de ali guardarem as redes e o material da pesca. Inicialmente com um piso e apenas uma divisão, rapidamente se foram adaptando às necessidades das épocas.

A segunda metade do século XIX trouxe a moda do “ir a banhos” e com isso muitos dos antigos armazéns cresceram em pisos e número de divisões destinados a acolher os que aqui queriam passar o Verão... até chegarem aos nossos dias, como casas de família e de veraneio.

 

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Um passeio que se traduziu em ruas coloridas com casas visivelmente bem cuidadas, um papagaio falante de nome Crispim que nos arrancou umas boas gargalhadas, enquanto percorríamos o passeio em calçada portuguesa, paralelo a uma marginal fantástica trilhada entre o rio e o mar…. do outro lado, a praia da Costa Nova com o seu extenso areal, o mar de águas frias e revoltas que esconde a mansidão e calmaria da ria.

 

 

Localização: A Costa Nova situa-se na linha de costa da Ria de Aveiro , no Município de Ílhavo, na Região Centro de Portugal.

Curiosidades: Anualmente, em agosto, realiza-se o Festival de Marisco da Costa Nova “Ria a Gosto”, com o objetivo de dar a conhecer o marisco e os produtos da Ria.

 

 

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Pelos caminhos de Conimbriga

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Museu Monográfico de Conímbriga - Busto do Imperador Augusto

 

Quando era miúda, Conimbriga estava na lista das visitas de estudo “obrigatórias” para o 7º ano de escolaridade.

Era neste ano que começávamos a ter os primeiros contactos com as civilizações da Antiguidade Clássica e uma ida até Conimbriga era quase um imperativo, como forma de ilustrar no terreno, aquilo que os manuais nos transmitiam de uma forma um tanto ou quanto abstrata.

Atualmente as visitas de estudo são cada vez menores e as teorizações cada vez maiores. As crianças aprendem a ver o mundo através dos manuais escolares, da realidade virtual e há pouco espaço para o mundo real, para aquilo que é palpável e nos transmite sensações.

Os miúdos são sobrecarregados de TPC’s e atividades extra curriculares que lhes moldam os dias e lhes deixam muito pouco tempo para respirar, para ser criança… e a brincar também se aprende!

Juntámos o útil ao agradável e levámos a nossa querida pré-adolescente numa viagem pela cidade romana de Conimbriga.

 

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 Vista geral de Conímbriga com a muralha do Baixo-Império ao fundo

 

Antiga povoação romana, a cidade de Conimbriga é nos dias de hoje um dos sitios arqueológicos mais carismáticos e representativo da presença romana em Portugal.

Está localizada no centro do país, a 16 Km da cidade de Coimbra e a 2km de Condeixa-a-Nova, na freguesia de Condeixa-a-Velha.

As escavações efetuadas no local revelaram que este espaço foi ocupado desde o Neolítico. Mais tarde, por aqui passaram os Celtas e por volta de 138 a.C. assistimos à chegada dos romanos.

Grande parte das construções remontam ao século I a.C. e I d.C., ao tempo do Imperador Augusto.

 

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Ruínas Conimbriga

 

Assim que entramos, deparamo-nos com a via romana que ligava Olisipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga) e que passava por Conimbriga. Desta estrada, formada por grandes lajes calcárias, resta um pequeno troço, onde ainda é possível ver em algumas partes, as marcas das rodas das carroças que por ali passavam.

Era ladeada por grandes passeios, com pórticos, onde se instalavam alguns estabelecimentos comerciais.

As ruínas contam-nos que inicialmente o recinto urbano de Conimbriga abrangia um território maior e que terá sido reduzido, em finais do séc. III d.C./ inícios do IV d.C., com a construção da grande muralha, ainda hoje visível e em razoável estado de conservação.

Construída entre os finais do século III e princípios do século IV da nossa Era, a grande muralha do Baixo-Império, teve como função a defesa da cidade, provavelmente contra as primeiras invasões bárbaras (séc. III d.C.).

Tinha aproximadamente 6 a 8 metros de altura, 4 metros de espessura e era composta por torreões, escadarias e caminhos de ronda.

 

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 Mosaicos pertencentes à Casa Suástica e Muralha do Baixo-Império ao fundo

 

Isto fez com que algumas das casas pertencentes à cidade ficassem do lado de fora do recinto muralhado. Foi o caso da Casa dos Esqueletos (séc. I ou II d.C), que acabou por ser demolida e os seus materiais reaproveitados para a construção da muralha.

A Casa dos Esqueletos, residência privada com algum luxo, deve o seu nome ao cemitério tardo-romano e medieval, que posteriormente foi construído por cima dos restos da habitação. As sepulturas do cemitério foram as grandes responsáveis pela deterioração e mau estado de alguns dos seus mosaicos.

Durante a visita podemos ver uma grande diversidade de edificações: o fórum, as termas, o aqueduto, o anfiteatro, várias habitações comuns organizadas em quarteirões (insulas), ruas, mosaicos em excelente estado de conservação, alusivos a cenas da vida quotidiana, caça e mitologia, entre outras.

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Pormenores dos pavimentos em mosaicos (motivos geométricos e mitológicos)

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O fórum era o centro da cidade, onde se reuniam os homens mais importantes para debaterem assuntos. Era o centro administrativo, urbano e religioso da cidade.

 

Encontramos também algumas casas senhoriais, pertencentes a famílias mais abastadas. Destaque para a Casa dos Repuxos, escavada em 1939 e considerada o ex-libris de Conimbriga, devido à sua notável arquitetura, aos pavimentos com mosaicos, aos jardins e lagos e a Casa de Cantaber (séc. I d.C.), a maior residência privada encontrada na área escavada, que pertencia a um importante aristocrata.

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Casa Cantaber - vista do peristilo (espécie de corredor coberto e aberto lateralmente, que servia para dar luz e arejar vários compartimentos), muito comuns nas casas romanas (domus) de cidadãos abastados.

 

Classificadas como Monumento Nacional, as ruínas estão abertas ao público desde 1930.

O bilhete dá acesso às ruínas e ao Museu Monográfico de Conimbriga, fundado em 1962.

No Museu, exclusivamente dedicado ao sítio arqueológico, encontramos uma enorme diversidade de objetos provenientes das escavações do local, efetuadas ao longo do século XX.

Dispostos em montras envidraçadas e bem iluminadas, o museu concentra o espólio das escavações, contextualizando as ruínas através da exposição de um conjunto de objetos e utensílios, ilustrativos das várias vertentes da vida desta cidade.

 

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 Museu Monográfico de Conímbriga - Fragmento de estátua que pertencia ao Forúm (esq.) e fragmento de inscrição (dir.)

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Museu Monografico de Conímbrica -  Lamparinas de azeite ou lucernas (usadas para iluminar espaços domésticos) (esq.) e Pesos de tear romano (dir.)

  

Desta vez a visita não foi de estudo, mas foi obrigatória para miúdos e graúdos!

 

 

Outras Informações:

Para nos ajudar na visita à cidade romana, todo o percurso está identificado com pequenas placas que nos fornecem informações (datas de edificação, descoberta, escavação e curta descrição), tornando percetíveis alguns pormenores que nos possam passar ao lado.

Se preferirem ou forem dados às novas tecnologias, podem instalar no vosso telemóvel, a aplicação JiTT.Travel que permite fazer uma visita guiada pelo recinto, possibilitando gerir o tempo e os percursos disponíveis. Para além de ser made in Portugal, a aplicação é gratuita e está disponível para Android e Apple.

 

Curiosidades:

Em 2015 o jornal The Guardian colocou Conimbriga na lista das 10 ruínas mais bonitas e menos conhecídas do mundo ("10 of the best ancient ruins … that you’ve probably never heard of", Aqui).

Da lista constam também as ruínas de Koh Ker, no Camboja; a cidade inca de Choquequirao, no Peru; Ani, na Turquia; Han Yangling, na China; Pella, na Jordânia; a necrópole do Vaticano, em Itália; Takht-e Soleyman, no Irão; Fatehpur Sikri, na Índia; e Pula, na Croácia. 

 

Horário

Museu e Ruínas – aberto todo o ano, de segunda a domingo, das 10h00 às 19h00.

Bilhete normal: 4,50€

Bilhete familiar de 2,50€ para um casal com duas crianças.

Crianças menores de 12 anos: gratuito.

O estacionamento é gratuito e dispõe de um serviço de bar e restaurante.

Site: http://www.conimbriga.pt/index.html

 

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Street Art

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Street Art em Cascais @2015

 

A Street Art ou Arte urbana são manifestações artísticas feitas em locais públicos. Podem ser grafismos (graffitis), mas também estátuas vivas, malabarismos, teatros, música. Em suma são manifestações de pessoas individuais ou grupos que usam a Arte como forma de expressar os seus sentimentos.
Foi durante muito tempo usada (e ainda o é) como forma de protesto para muitas situações políticas e sociais. Hoje em dia já é reconhecida como arte e ainda bem!

O Festival de Arte Mural 2015 - Muraliza 2015, iniciativa da Câmara Municipal de Cascais, deixou-nos muitos exemplos deste tipo de Arte, dando vida a velhas fachadas de casas, portões e paredes, um pouco por todo o lado.

Aqui ficam alguns exemplos:

 

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 Street Art em Cascais @2015

 

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Um passeio fantástico à Serra da Estrela

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 Serra da Estrela @2016

 

Quando saímos de manhã cedo a caminho de nenhures, não fazíamos ideia que íamos acabar o dia, a ver o pôr do sol, do cimo da montanha mais alta de Portugal.

Sempre que podemos, saímos de casa sem planos e sem grandes rotas delineadas. Às vezes somos positivamente surpreendidos.

Aqui em casa, já se fala em arranjar um kit de sobrevivência (ao estilo MacGyver), para andar no carro connosco, não vá o diabo tecê-las e as coisas darem para o torto…. (he he he)

Pelo sim, pelo não, na mala coloquei 2 pares de botas, umas de montanha e outras de neve, um par de luvas, 2 camisolas de lã, cachecol, gorro, umas calças, pijamas e roupa interior… Já no carro decidimos ir até à Serra da Estrela!

De lisboa à Serra, são cerca de 320 Km, que se fazem em aproximadamente 3 horas e que entre conversas passam a correr.

O tempo estava fabuloso!

Não fosse o frio lembrar-nos que ainda estávamos em pleno Fevereiro, o sol e as primeiras flores das amendoeiras, quase nos faziam crer que se tratava de um dia de início de Primavera…. Pelo menos até cair a noite ou enquanto não alcançámos o topo da montanha, onde estava um frio de rachar!

Chegámos a duvidar se encontraríamos neve na serra. Mas à medida que percorríamos a estrada que nos levaria até à torre, o ponto mais alto da serra, o ar ia ficando cada vez mais fresco.

Com a altitude a subir e as temperaturas a descer, as margens da estrada iam ficando salpicadas, aqui e ali por pedaços de gelo e neve.…. Até que, o branco dominava a paisagem.

 

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A caminho da Torre

 

Chegámos à torre com temperaturas a rondar os 0 graus, o céu limpo e sem vento.

 

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A Torre é o ponto mais alto da Serra e de Portugal. Com 1993 mt de altitude, é aqui que se situa a estância de sky.

 

A estância de sky estava fechada, mas eram muitos os que ali permaneciam e se divertiam a fazer bonecos de neve, deslizar monte abaixo nos tobogãs, a lançar bolas de neve e a tirar fotografias.

Cenário único, ao qual nos juntámos até ao pôr-do-sol.

 

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Serra da Estrela (Torre)@2016

 

No regresso, descemos pela Lagoa Comprida, a maior lagoa da serra, onde parámos uma última vez, para admirar as vistas e o pôr-do-sol.

 

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A Lagoa Comprida é a maior lagoa da serra e tem origem glaciar. Com a construção da barragem, em inícios do séc. XX (1912) foi aproveitada para a produção de energia elétrica. Local de paragem obrigatória pelas vistas e riqueza paisagística.

 

O sábado soalheiro deu lugar a um domingo chuvoso, muito nublado e ventoso que nos impediu de voltar lá acima.

Na impossibilidade de voltar à Torre, ficámos pela serra onde aproveitámos para visitar algumas aldeias, espreitar o artesanato, provar a gastronomia do local, estar em contacto com a natureza e revisitar alguns locais, que considero de passagem obrigatória.

Não deixem de ir ao Covão d’Ametade, um dos sítios mais emblemáticos da Serra. Vale mesmo a pena espreitar este recanto, localizado no início do Vale Glaciar do Zêzere.

 

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Covão d'ametade

 

A beleza do sítio não deixa ninguém indiferente. O parque é atravessado pelo rio Zêzere, que nasce na serra e que aqui ganha corpo, engrossando as suas águas frias e transparentes. O cenário parece tirado de um qualquer conto de fadas e no verão é o local ideal para um pic-nic, o início de uma caminhada ou simplesmente para levar os miúdos a passear.

 

Onde dormimos:

Hotel Berne, um simpático 4* localizado no coração da Serra, na pitoresca vila de Manteigas.

 

Onde comemos:

À noite estávamos exaustos e com tanto frio que acabamos por jantar no hotel….. e não nos arrependemos nada…. O restaurante do hotel Berne é muito bom para quem quer experimentar a gastronomia local. Pedimos um prato de feijoca (prato típico desta região), vinho, enchidos, queijo da região e terminámos com um requeijão e doce de abóbora.

 

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Momentos doces em Cascais

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Brigadeiros Gourmet do "Segredo dos Anjos" no Mercado do Chocolate - Cascais @2016  

 

Para quem não teve oportunidade de visitar a Feira do Chocolate em Lisboa, saibam que o chocolate também está em Cascais... até amanhã!

São cerca de 30 expositores onde confeiteiros, distribuidores, chefes de cozinha e apreciadores se reúnem para mostrar o que têm de melhor, no mercado mais doce do ano.

Entre tablets, bombons, brigadeiros, brownies, trufas e fondants de vários géneros, o difícil vai ser escolher o que provar.

A entrada no mercado é gratuíta.

Foi uma perdição ... e lá se foi a dieta.... as imagens falam por si!

 

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A "Fábrica das Bombokas" e o "Segredo dos Anjos" no Mercado do Chocolate em Cascais @2016

 

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As "Maravilhas da Rutte Sophia", os "Kilos de Chocolate" (onde se pode comprar chocolate a granel) e a "Porta 58" de Óbidos também estiveram representados no Mercado do Chocolate em Cascais @2016

 

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Aqui celebra-se o Amor!

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 Miradouro Nossa Senhora do Monte - Graça/ Lisboa

 

E porque hoje é dia dos namorados, aqui fica um post sobre a celebração do Amor!

 

Em Lisboa há um miradouro onde se celebra o amor, num ato simbólico como forma de mostrar aquilo que se sente….. afeição, amizade, amor, paixão….  Pois o amor não é exclusivo dos amantes e namorados.

A moda vem de fora!

Provavelmente de Paris, da Ponte des Arts, cujo gradeamento se encheu dos conhecidos cadeados do amor, de tal forma, que o excesso de peso e o risco de um dos pilares cair levou à remoção dos cadeados e à substituição do seu gradeamento, por paneis grafitados.

Os cadeados do amor são pequenos cadeados que os apaixonados fixam num local público e que servem para simbolizar o seu amor e união. Os nomes ou iniciais das pessoas são geralmente inscritos no cadeado e a sua chave deitada fora para simbolizar o amor inseparável.

À semelhança da Ponte des Arts em Paris, no miradouro da Senhora do Monte também é possível colocar estes cadeados, presos ao seu gradeamento e assim selar o amor.

 

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Os cadeados do Amor - Miradouro Nossa Senhora do Monte

 

Ao que parece, a avaliar pelo número de cadeados no gradeamento, a moda ainda não pegou em Portugal. Mas para quem não é de modas, como eu, a ideia de ir ver o pôr do sol do cimo de um miradouro, vale por si só a viagem…. Com ou sem cadeado, sozinho ou acompanhado.

O Miradouro da Nossa Senhora do Monte está situado em frente à Ermida da Nossa Senhora do Monte, na zona da Graça, em Lisboa. O seu acesso é feito por carro (embora seja muito difícil estacionar), por elétrico (o 28 que vai até à Graça) ou ainda recorrendo aos inúmeros tuk tuk, que circulam por Lisboa.

Localizado no ponto mais alto do bairro da Graça, é um dos locais com a melhor vista sobre a cidade, de onde se avista o castelo de S. Jorge, parte da baixa de lisboa, o estuário do tejo, o bairro alto e a ponte 25 de Abril.

 

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No miradouro não existem esplanadas ou cafés. Mas a Maria Limão teve a ideia de levar à Senhora do Monte limonadas fresquinhas e naturais de vários sabores, chocolate quente, chá, café e crepes (doces e salgados), para que nada nos falte enquanto saboreamos o local.

  

 

Todos os dias, dezenas de pessoas se dirigem a este miradouro apenas para admirar a vista e assistir ao pôr do sol… é fabulosa a energia que se sente aqui!

Sem cadeados, num dia sem nada de especial, fomos ver o cair da noite sobre a cidade de Lisboa e por ali ficámos…

 

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  Vista sobre a cidade de Lisboa - Miradouro Nossa Senhora do Monte

  

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