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365 dias

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10 Motivos para passar um fim de semana na Serra da Estrela

 

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O ano passado fui à Serra em Março e falei-vos disso aqui.

Este ano voltei em Abril.

Ainda apanhei um pouco de neve na torre, o que contrastou com as temperaturas altíssimas que se fizeram sentir na região da grande Lisboa, durante essa semana.

A serra é marcada pelos ciclos naturais e cada estação imprime-lhe características muito próprias.

No inverno, a neve e o branco cobrem a paisagem e dão-lhe um encanto especial. Mas é na Primavera e Outono, com temperaturas amenas e cores fabulosas, que a serra se transforma no paraíso para quem gosta da vida ao ar livre e de longas caminhadas no meio da natureza.

Como tenho alguma dificuldade em fazer uma seleção dos sitios mais giros (gosto de tantos), optei por listar 10 bons motivos e algumas ideias para um fim-de-semana na serra.

 

1. Subir à Torre

 

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A torre é o ponto mais alto da Serra da Estrela e também de Portugal Continental.

Com uma altitude de 1993 mt, é aqui que estão situadas as pistas de sky, o teleférico e onde a neve se demora mais. Há também um restaurante e lojas com produtos típicos da região.

Este é um ponto obrigatório para os amantes dos desportos de inverno. Durante o Verão, transforma-se num excelente local para passear e admirar a paisagem serrana.

Em pleno Abril, com um calor abrasador lá para os lados de Lisboa e depois de ter passado a semana inteira a levar a minha filha às aulas de surf em Carcavelos, estava longe de pensar que iria acabar a semana no topo da serra a fazer bonecos de neve.

Já não havia muita, é certo. As pistas estavam fechadas e o leve nevoeiro dava um ar meio misterioso e abandonado à estância, agora local de brincadeiras e muita diversão.

 

2. Observar a paisagem na Lagoa Comprida

 

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A caminho da torre não deixem de visitar a Lagoa Comprida. Com origem glaciar, é a maior lagoa da serra.

A construção da barragem no inicio do século XX, transformou-a no maior reservatório de água e no principal produtor de energia da região.

Aproveitem também para cumprimentar os cães da Serra que por lá andam. São meigos e dedicados aos donos mas, se sentirem a tentação de levar um deles para casa, lembrem-se que são animais grandes e precisam de algum espaço para se desenvolverem.

É um local de paragem obrigatória pelas vistas e riqueza paisagística.

 

3. Admirar a Senhora da Boa Estrela

 

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Na estrada que liga a torre à vila de Manteigas, encontramos esculpida numa enorme rocha uma imagem da Nossa Senhora, conhecida aqui por Senhora da Boa Estrela, padroeira dos pastores da Serra.

A escultura tem mais de 7 metros de altura e está situada no Covão do Boi, a 1850 metros de altitude.

Da autoria de António Duarte, foi inaugurada em 1946, como forma de homenagear a Santa protetora dos pastores da serra, que enfrentam há séculos as intempéries do clima da região.

As festividades de Nossa Senhora da Boa Estrela do Covão do Boi, realizam-se em Agosto, no segundo domingo do mês.

 

4. Passear no Covão D´ametade

 

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Se há sitio que adoro na serra, é este.

O covão d'ametade é um parque natural, localizado a 1425 mt de altitude e atravessado pelo rio Zêzere, que nasce aqui muito perto. Pertence ao concelho de Manteigas e está situado junto à estrada que liga a vila de Manteigas à Torre (km12).

O parque está preparado para receber visitantes, principalmente na Primavera e Verão quando as temperaturas convidam a passeios e piqueniques.

Tem churrasqueiras, mesas, casas de banho, locais para depositar o lixo e zona para acampar.

A paisagem parece tirada de um conto de fadas, com enormes árvores a acompanhar o rio e a pequena ponte em madeira que permite atravessa-lo. No inverno cobre-se de branco e parece que estamos num local tirado de uma passagem de um dos livros de Tolkien.

Quando lá estiverem, olhem para cima e contemplem a imponência e grandiosidade do Cântaro Magro (enorme afloramento granítico).

 

5. Conhecer o Museu do Pão em Seia

 

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Já há algum tempo que tinha curiosidade em visitar o Museu do Pão em Seia, na Quinta do Marrão.

É um museu privado que conta a história do pão, a sua evolução e importância ao longo dos tempos, com maior incidência em Portugal.

Na sua génese esteve o desejo de recolher, preservar e mostrar os objetos inerentes a esta atividade, do ponto de vista etnográfico, social, político, religioso, histórico e artístico.

Está dividido em várias salas expositivas: a sala do ciclo do pão (reconstrução do antigo ciclo tradicional do pão português); a sala da arte do pão (exposição de objetos artísticos inspirados no pão e na sua atividade); a sala do Pão Político, Social e Religioso (reconstituição da história do pão em Portugal, a sua evolução e importância entre 1640 e 1974) e o Espaço temático (sala reservada aos mais novos, com atividades didáticas e uma viagem imaginária ao ciclo do pão).

Para quem tem filhos pequenos a visita começa neste espaço temático, onde o ciclo do pão é explicado aos mais novos de forma sucinta, clara e divertida. No final, as crianças põem a mão na massa e levam uma recordação para casa, feita por elas.

O museu dispõe ainda de um restaurante, de um bar/café biblioteca e de uma mercearia, onde podem comprar pão e produtos típicos da região.

Como curiosidade fiquei a saber que o Museu do Pão em Seia é só o maior Museu do Pão em todo o mundo.

Todas e mais informações aqui.

 

6. Dar um mergulho na Praia Fluvial da Loriga

 

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No final do Verão passado visitei algumas praias fluviais na zona centro do país, que publiquei aqui aquiaqui e ainda aqui.

Agora foi a vez de conhecer a famosa praia fluvial de Loriga.

Localiza-se a 1km da povoação de Loriga, em pleno parque natural da Serra da Estrela.

A praia está bem sinalizada; partindo da aldeia de Loriga, sigam pela EN231 em direção a Alvoco da Serra e vão encontra-la do vosso lado esquerdo.

As águas são cristalinas e a paisagem é de cortar a respiração. Situada num vale glaciar, surge verticalizada em socalcos que formam pequenas piscinas ao longo do curso da ribeira da Courela.

O local dispõe de infraestruturas de apoio na época balnear: parque de estacionamento, balneários, casa de banho, bar, parque de merendas e até um pequeno parque infantil com baloiços.

Já foi distinguida pela Quercus como a praia com “Qualidade d'ouro”. Em 2012 ficou classificada nas 3 primeiras melhores praias no concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”. Desde então tem merecido a bandeira azul ano após ano.

Se pararem em Loriga, aproveitem para provar o Bolo Negro, típico desta aldeia que, apesar de não ser muito doce, é uma delicia.

 

7. Visitar a Aldeia de Cabeça

 

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A pequena aldeia de Cabeça, pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia e está situada a 530 metros de altitude, na margem direita da ribeira de Loriga (afluente do Rio Alva).

Ficou conhecida por ser a aldeia Natal. Isto porque, durante esta época, a aldeia enche-se de festa e animação.

As casas e as ruas são enfeitadas, com elementos provenienes da natureza (giestas, videiras e pinheiros) e luzes. Todo o trabalho é feito pelos moradores da aldeia, que durante a festa abrem as portas de suas casas para receberem os visitantes.

Ainda conserva muitas casas rústicas construídas em xisto.

Por curiosidade, Cabeça foi a primeira aldeia Led em Portugal, utilizando a tecnologia LED (emissão de luz por díodo) na sua iluminação, desperdiçando menos energia.

 

8. Almoçar trutas no Aguincho

 

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Já se imaginaram a pescar o vosso almoço?

No restaurante o Rei das Trutas, em plena serra, a 700 metros da pequena aldeia do Aguincho, isso é possível.

Não pesco nada do assunto, mas adorei a ideia.

O restaurante disponibiliza canas de pesca para quem queira pescar a sua refeição. De seguida o peixe é pesado e pode ser consumido no local ou levado para casa.

Junto à casa que é o restaurante, mesmo atrás da represa, existem vários tanques que não são mais do que os viveiros das trutas. À frente dessa represa está um lago para onde está virada a esplanada do estabelecimento.

A pequena aldeia do Aguincho é mais uma aldeia serrana, pertencente ao concelho de Seia. Está situada na margem direita da ribeira de Alvoco e é uma das cinco aldeias pertencentes à freguesia de Alvoco da Serra, da qual dista 8 km.

A aldeia do silêncio, como inicialmente lhe chamei, é muito pequena, composta por casas rústicas em pedra de xisto, algumas delas em visível estado de abandono e degradação.

Para além da paisagem, a calma que se sente, o silêncio das ruas, as águas e os banhos refrescantes em águas puras e límpidas, as trutas dos viveiros e os dias de puro descanso junto à natureza, não há muito mais a dizer desta aldeia serrana.

 

9. Respirar fundo no Vale de Rossim

 

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A Praia do Vale do Rossim é a praia mais alta de Portugal. Localiza-se junto ao maior vale glaciar da Europa, a 1437 metros de altitude, nas Penhas Douradas, no parque natural da Serra da Estrela.

Na época balnear, junto ao grande lago, há canoas, caiaques e gaivotas para alugar.

Existem também outras atividades que se podem praticar ao ar livre como slide, orientação, passeios pedestres, observação das aves, rappel, passeios de jipe, moto 4 e btt.

No local existe um restaurante, um bar lounge com música e esplanada, wi-fi, parque de campismo, yurts (tendas circulares de origem mongol) e uma imensidão de espaço para abraçar o universo.

 

10. Caminhar até à pedra Cabeça da Velha

 

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A cabeça da velha não é mais do que um afloramento granítico, com a forma de uma cabeça que faz lembrar uma velha.

Está localizada na aldeia Senhora do Desterro, na freguesia de S. Romão.

Á exceção de uma placa no inicio do percurso, o local está mal sinalizado, pelo que aconselho perguntarem na aldeia onde fica.

O caminho é feito por um trilho de terra batida, de inclinação mediana que pode ser feito a pé ou de carro. Vão encontrar muitas capelinhas pelo caminho.

Conta a lenda que na serra do penedo vivia, sob a tutela de um tio, uma jovem rica e bela que se apaixonou por um fidalgo pobre. O amor proibido gerou encontros secretos, ajudados pela velha aia da jovem. A cumplicidade entre a jovem e a aia era tal, que esta afirmou que se algum dia a traísse, desejaria que Deus a transformasse numa rocha.

Quis o destino que a velha aia, debaixo de grandes ameaças do tio, acabasse por trair a jovem, transformando-se assim na rocha que ainda hoje permanece no local.

Na Senhora do Desterro aproveitem para visitar a praia fluvial.

 

E vocês conhecem algum sitio especial na Serra?

 

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Hoje é dia de...

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 Pesos de tear romano no Museu Monográfico de Conimbriga  (Condeixa-a-Nova)

 

... ir a um museu, claro!

 

Com o objetivo de reforçar os laços dos museus com a sociedade, comemora-se mais uma vez o Dia Internacional dos Museus (18 de Maio) e a noite dos Museus (20 de Maio).

HOJE!!! É hoje que podemos entrar nos museus, palácios e monumentos à borla, tudo GRÁTIS... sim, ouviram bem, é gratis e à semelhança do que aconteceu o ano passado, vou aproveitar para conhecer alguns espaços museológicos da minha cidade, a preço 0€.

Para quem ainda não sabe, durante o dia de hoje, todos os Museus, Palácios e Monumentos pertencentes à rede da DGPC (Direção-Geral do Património Cultural) têm entrada GRATUITA. As comemorações prolongam-se até sábado e são acompanhadas por muitas atividades culturais diferentes da oferta habitual, que incluem: animações de rua, visitas temáticas, conferências, debates, espetáculos artísticos e workshops, proporcionando diversas experiências a públicos distintos.

 

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Museu Nacional dos Coches - encerrado a 26 de Abril, reabrirá a 20 de Maio com um novo projecto expositivo (Lisboa)

 

A noite dos Museus, no dia 20 de Maio, com entrada gratuita a partir das 18h00 nos Museus, Palácios e Monumentos da DGPC, é um excelente pretexto para sair de casa e passar uma noite única e diferente com os miúdos que têm um papel de destaque nas muitas atividades culturais preparadas para este dia.

Ressalva para o Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Museu Monográfico de Coimbra, Torre de Belém e Panteão Nacional que encerram no seu horário habitual.

 Para organizar a vossa visita consultem os programas  aqui e aqui.

 

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Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa)

 

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Museu Monográfico de Conimbriga (Cobdeixa-a-nova). Vejam mais aqui

 

Para quem quer fugir ao rebuliço da grande metrópole aqui fica uma sugestão mesmo às portas de Lisboa.

Cascais também se associou à comemoração destas datas, com a organização de muitas atividades entre os dias 16 e 21 de Maio, que contemplam um leque variado de público (desde os mais pequenos, às famílias e público em geral).

Destaque para a subida noturna à torre do Farol de Santa Marta, no dia 20 de Maio entre as 20h00 e as 23h00.

Esta é a única oportunidade do ano para subir ao farol durante a noite e pode ser fotografada livremente.

 

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Farol de Santa Marta (Cascais)

 

São cerca de 90 degraus que nos levam ao cimo da torre de um dos faróis mais emblemáticos desta vila.

E se  tempo ajudar, lá em cima obtemos uma vista única da baía de Cascais, da barra do Tejo e do vasto oceano atlântico. A entrada é gratuita e não necessita de marcação.

Também e ainda neste dia, a casa de Santa Maria, localizada mesmo ao lado do farol oferece um espetáculo de dança e yoga, neste espaço fantástico da autoria do arquiteto Raul Lino.

 

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Farol de Santa Marta e Casa de Santa Maria da autoria do arquitecto Raul Lino

 

Vejam mais informações sobre este dia aqui.

A oferta é muita e variada, o difícil vai ser mesmo escolher por onde começar!

 

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Só por hoje um pouco de paz

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Ommmmmmm Ommmmm ... fecho os olhos, encosto ligeiramente a cabeça para trás enquanto me concentro na respiração e no silêncio intercalado pelo sons que me rodeiam...

 

... e depois de muitos oms, meditações, muitas caminhadas e alguma dose de introspeção volto ao blog em modo Zen.

Para isso nada melhor do que começar por um jardim onde a paz e a tranquilidade são os dois elementos principais.

Falo-vos do Bacalhôa Budha Eden também conhecido pelo “Jardim da paz”.

Considerado o maior jardim Oriental da Europa, está situado na Quinta dos Loridos, a 2 km do Bombarral e a 70 kms de Lisboa.

Com aproximadamente 35 hectares, o jardim está em permanente construção, sendo por isso considerado uma obra inacabada, pelo menos até 2020, altura prevista para a conclusão do projeto. Portanto não se admirem se a descrição da minha visita não for totalmente igual ao que vão encontrar ou mesmo ao que já encontraram.

Na base deste projecto esteve a ideia de criar um espaço simbólico de homenagem e reconciliação, aberto a todos (independentemente das escolhas individuais de cada um) onde as várias religiões do mundo pudessem estar lado a lado pacificamente numa atitude de respeito pela diversidade cultural e espiritual do Ser Humano.

Da autoria do colecionador de arte e empresário Joe Berardo, surgiu como uma resposta à destruição dos Budas Gigantes, ocorrida em 2001 no Afeganistão, por parte de grupos fundamentalistas talibãs.

Num abrir e fechar de olhos, o mundo viu desaparecer um conjunto de obras-primas e monumentos únicos do período tardio da Arte Gandhara, que constituiu uma enorme e irreparável perda para o património cultural e espiritual da Humanidade.

 

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Para começar e assim que entramos somos surpreendidos pelas estátuas gigantes dos Budha dourados localizados junto à escadaria central que em tom de boas vindas nos convidam a visitar o espaço.

 

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As visitas podem ser feitas num comboio ou a pé.

Caso não tenham nenhum constrangimento físico, aconselho o passeio a pé onde podem descobrir todos os recantos do espaço, explorar as áreas, observar a natureza de perto e deixarem-se envolver pela tranquilidade do ambiente.

 

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Enquanto percorremos o jardim podemos observar as estátuas gigantes de Budha, os pagodes e cerca de 700 soldados de terracota em tamanho real, pintados à mão, bem como muitas outras esculturas de arte contemporânea. De vários artistas, tamanhos e materiais surgem no meio da vegetação exótica e constituem uma autêntica galeria a céu aberto.

 

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O ideal será visitar o jardim durante a semana quando está mais vazio e se possível - e porque não?!? - aproveitar alguns dos seus nichos para fazer meditação. Vale a pena sentir o ambiente e absorver as energias deste espaço.

No lago central existe um pequeno coreto localizado numa península, de onde podem ter uma vista alargada do jardim, observar os peixes KOI e os dragões esculpidos que emergem das suas águas.

 

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Seja qual for a crença ou convicção religiosa de quem o visita é um passeio muito giro para se fazer em família e com crianças. A grandiosidade e diversidade das estátuas espalhadas pelo jardim não vai deixar ninguem indiferente e podem sempre aproveitar para introduzir alguns temas e assuntos de cariz espiritual/cultural junto dos mais novos.

 

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O espaço possui um restaurante e um café de apoio para almoçar ou comer qualquer coisa. Se forem adeptos dos piqueniques existe um parque de merendas muito próximo, no santuário do Bom Jesus do Carvalhal.

Existe ainda uma loja com venda e prova de vinhos provenientes da quinta. A prova de vinhos só será possível mediante marcação prévia.

Não são permitidos animais com exceção de cães que devem ir de trela ou peitoral e devidamente identificados.

A entrada é paga, o estacionamento gratuito e o jardim está aberto ao público todos os dias entre as 9h30 e as 18h30. Encerra dia 01 de Janeiro e 25 de Dezembro.

Para informações de preços e horários atualizados consultem o site aqui . 

 

Passem por lá e depois digam-me se é ou não é um jardim muito zen!

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Continuamos à beira rio

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Piscina flutuante da Praia do Malhadal

 

De todas as praias fluviais que visitámos esta foi a que mais gostámos, pelo ambiente calmo e tranquilo e pela exuberância da natureza à sua volta.

Envolvida por um verde deslumbrante, longe de qualquer localidade, este é o local ideal para quem gosta de tranquilidade e contacto com a natureza.

A praia do Malhadal está localizada na base da Serra de Alvéolos, nas margens da ribeira da Isna (afluente do Rio Zêzere), a cerca de 7 km da vila de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

O acesso é bom e feito por estrada alcatroada. Partindo de Proença-a-nova em direcção à Sarzedinha basta seguir as indicações até ao local.

O local é marcado por encostas com vegetação abundante, intercaladas pela ribeira da Isna que alarga o seu caudal numa extensa represa de cerca de 1 km, com corrente constante mesmo nos meses de verão.

Para além da piscina flutuante situada na margem direita da ribeira, existe também um bar com esplanada, casas de banho, posto de primeiros socorros e uma zona para estender a toalha.

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A piscina é vigiada e está localizada numa zona profunda do rio junto do bar e das restantes infraestruturas de apoio. Um pouco mais à frente, nas margens da ribeira, encontramos recantos e zonas com menos profundidade que permitem mergulhos, insufláveis e piqueniques junto a um parque de merendas.

 

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Parece que o local começa a encher lá para as 17h00, portanto se querem usufruir deste paraíso cheguem cedo.

A zona permite também passeios pedestres pelos arredores e ao longo da ribeira, num percurso que preserva alguns elementos da antiguidade do local (uma antiga ponte filipina) e trilhos por entre a natureza que conduzem até aos moinhos e açude da aldeia da Cabrieira (aldeia de xisto).

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Praia e piscina fluvial - Malhadal

 Se não conhecem vale bem a pena dar um saltinho até lá.

Bons mergulhos para todos!

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Bom fim-de-semana

Pôr-do-sol sem filtros na Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém)

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Uma praia na Aldeia

 

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Praia fluvial do Mosteiro

 

É muito fácil chegar a esta praia, localizada no concelho de Pedrogão Grande, junto da pequena aldeia do Mosteiro que lhe dá o nome.

Saindo de Pedrogão Grande seguimos em direção a Pampilhosa da Serra, passamos por Fontainhas, Troviscais e um pouco mais à frente viramos para a Aldeia do Mosteiro. O acesso é bom assim como a estrada e a sinalética que a acompanha.

Ao contrário da primeira praia aqui respira-se calma e tranquilidade, talvez porque chegámos logo de manhã, pela fresquinha e o recinto ainda estava quase vazio.

Alimentada pelas águas da ribeira da Pêra (que nasce nos pontos mais elevados da Serra da Lousã) a piscina foi construída em pedra de xisto (material da região), formando uma extensa represa onde é possível nadar, alugar uma canoa ou divertir-se num escorrega.

A represa é ladeada por um extenso relvado, onde podem estender as toalhas e por grandes árvores que proporcionam ao local algumas áreas de sombra quando o calor aperta. Não sei como será nos outros dias mas quando lá estivemos a temperatura da água estava muito boa.

A ponte em madeira que atravessa a piscina permite encurtar o caminho para o outro lado do relvado em direção ao bar/restaurante e aos balneários/ wc's.

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 Os espaços verdes, a presença de infraesturas e a zona extensa de água tornam esta praia um local ideal para levar as crianças

 

Para além de uns bons mergulhos podem aproveitar para passear pelos arredores, circundando o recinto da piscina, andar pelas ruas da aldeia do Mosteiro (praticamente desertas) e conhecerem alguns elementos arquitectónicos das antigas infraestruturas que sustentaram, durante séculos, a vida dos habitantes desta aldeia: os moinhos, as levadas e os lagares.

Localizado mesmo abaixo da represa, está um pequeno moinho de rodízio recuperado e no lado oposto junto ao bar/restaurante, o velho lagar de azeite, também ele recuperado, mantém a traça original da sua fachada e serve agora de apoio à praia e restaurante/bar. 

À frente do velho moinho a ribeira segue o seu curso, calmamente por entre as pedras roladas e o verdejante das grandes árvores que a acompanham.

 

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Banhos de água doce

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No fim-de-semana passado fomos queimar os últimos cartuchos do mês de Agosto. Depois da costa alentejana e de uns mergulhos salgados resolvemos ir conhecer algumas praias fluviais, contrariando a ideia de que só junto ao mar é que é possível fazer praia.

No geral são locais de lazer, calmos e tranquilos que conciliam a natureza, os passeios pedestres e as paisagens de fazer cortar a respiração com mergulhos refrescantes em espaços repletos de cor e contrastes naturais, onde o verde é a cor que perdomina.

A primeira praia que visitámos foi a praia do Agroal, localizada no rio Nabão (afluente do rio Zêzere), junto à nascente do Agroal, nas freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais, entre os concelhos de Ourém e Tomar, aqui delimitados por este rio.

O acesso é fácil e está sinalizado. Mas para quem não conhece a zona o melhor é usarem o GPS ou o Google Maps… em último caso, ao chegarem a Ourém sigam na direção do IC9 e peçam indicações aos locais, pois por ali todos conhecem a praia do Agroal.

O recinto é constituído por uma piscina fluvial com uma profundidade entre os 0,90 e os 2.70 metros de profundidade, construída junto à nascente do Agroal cujas águas frias são conhecidas pelas suas propriedades terapêuticas, outrora aconselhadas para o tratamento de doenças de estômago, intestinos e pele. O fundo da piscina é em gravilha o que torna as águas claras e cristalinas. A água é corrente e o seu excedente escoa pelo pequeno açude, para o leito do rio Nabão que passa mesmo ao seu lado.

Aqui a água é fria, tão fria que apesar de estarem 30 e muitos graus e o sitio convidar a um mergulho foi muito difícil entrar.

Apesar do rio e do verde que o envolve, a paisagem não é propriamente selvagem. Vê-se bem que a mão humana moldou o local e o transformou em função das suas necessidades.

 

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Ano após ano, a autarquia tem vindo a melhorar o espaço criando infraestruturas de apoio que oferecem algumas comodidades aos visitantes: parque de estacionamento, cafés/restaurante para petiscar ou almoçar, uma pensão para quem quiser pernoitar por aquelas bandas, casas-de-banho com balneário, chuveiros, mesas para piqueniques entre o arvoredo, um deck em madeira onde podemos estender a toalha e nadadores salvadores que vigiam os banhistas.
Quando chegámos o local estava apinhado de pessoas, na sua grande maioria portugueses residentes nos arredores e muitos no estrangeiro, que todos os anos ali retornam.  

 

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A piscina facilmente fica lotada e por isso há quem opte por ficar nas margens do rio, onde são permitidos os insufláveis e as canoas. Em alguns locais as margens foram preenchidas com areia tornando o local mais aprazível, principalmente para as crianças que se divertem a brincar com os seixos do rio e a observar os muitos peixes que por ali andam.

 

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Apesar de ser proibido pescar no rio, havia grupos de pessoas que junto da margem procuravam lagostins de água doce. Procuravam, encontravam, arrancavam-nos à força do seu meio ambiente e depositavam-nos em baldes juntos aos chapéus-de-sol.

Sítios como este merecem ser cuidados, preservados e respeitados no seu conjunto. A fauna e a flora dos locais são necessárias ao equilíbrio e beleza natural dos sítios, sendo essencial que o Homem respeite e ajude a preservar os mesmos, integrando-se na natureza com o mínimo de impacto possível e tomando consciência que lugares mortos, sem natureza são lugares estéreis e inúteis para todos nós.

Desabafos à parte seguimos para Tomar, onde jantámos e passámos a noite para no dia seguinte partirmos à descoberta de outras praias fluviais, mais selvagens e envolvidas na natureza.

Até amanhã!

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