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365 dias

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Acampar com estilo

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Acampar é uma excelente opção para quem gosta de férias ao ar livre e estar em contacto com a natureza. É também uma boa opção para ir com os miúdos que aprendem a desenvolver tarefas, autonomia e cooperação.

Mas acampar não é para todos.

É preciso gostar e ter um espírito aberto para embarcar numa aventura destas, que requer alguma organização e planeamento, para que as coisas corram bem no terreno.

Os melhores meses para acampar são Junho e Setembro. Está calor, mas não em demasia, podemos ir à praia e fugimos das multidões dos meses de Julho e Agosto, permitindo aproveitar melhor o contacto com a natureza.

A única vez que fui em Agosto, jurei para nunca mais. Passei a noite a ouvir a respiração do senhor da tenda ao lado, que para além de ressonar que nem um urso ainda falava durante o sono.

Eu sou o verdadeiro não campista. Para dizer a verdade, só comecei a acampar há relativamente pouco tempo, porque achei que era um programa giro para fazer com a minha filha.

É claro que a miúda ADOROU, DELIROU, AMOU - e eu acabei por ter que comprar uma tenda e passei a acampar quase todos os anos. Mãe sofre!

Quem gosta de acampar sabe que é preciso entrar no espírito da coisa. Deixar os pormenores de lado, curtir a natureza e a liberdade que uma tenda e um fogareiro nos dá.

Para aqueles que acham que o campismo não é para eles ou que simplesmente querem fugir ao campismo tradicional, da tenda às costas, tachos e panelas, talheres de plástico e das adoráveis latas de atum, existem outras opções, menos cansativas, muito confortáveis e que garantem toda a magia da experiência.

Seja a dois ou em família porque não optar por fazer glamping?

 

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O glamping, não é mais do que acampar sem tenda própria e com muito menos logística. É uma espécie de upgrade do acampar, numa versão mais charmosa e menos trabalhosa do que a versão “casa às costas”.

O termo resulta da junção da palavra Glamour com Campingglamping é acampar com glamour ou se preferirem com charme. Trata-se de um turismo ecológico, que utiliza eco-estruturas, integradas no meio ambiente. O respeito e a comunhão com a natureza estão acima de tudo, que aliados ao conforto que estas estruturas oferecem, tornam a experiência inesquecível.

Em Portugal já existem muitos locais onde é possível fazer glamping, que tem como grande vantagem o não precisarmos de tenda própria, tornando esta atividade menos trabalhosa e dispendiosa (para quem não quer ter o investimento inicial de comprar a tenda e os restantes acessórios). Em alguns casos, o serviço inclui pequeno-almoço, mas também podem optar por continuar a preparar as vossas refeições no local.

A minha primeira experiência em glamping foi numa tenda típica da Mongólia ou Yurt, inserida numa quinta de turismo rural ecológico, ali para os lados de Tomar.

São tendas redondas e muito espaçosas, com uma janela no topo (uma espécie de clarabóia) que deixa entrar a claridade, dando a sensação de estarmos a dormir a céu aberto. Estas tendas eram originalmente usadas pelos pastores nómadas da Mongólia.

São compostas por uma estrutura interna de madeira, que é coberta por tela no exterior e tecido no interior, oferecendo uma boa proteção contra o calor e o frio. Este isolamento interior proporciona uma climatização do espaço, fazendo com que esta atividade não seja uma opção exclusiva do Verão.

A tenda estava mobilada com uma mobília rústica e um fogão a lenha para os dias mais frios de inverno.

 

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O glamping é uma alternativa divertida, confortável e menos cansativa para se fazer a dois ou com crianças, que vão adorar a ideia de dormir em cabanas.

Este ano não escapo a um acampamento tradicional e até já ando a comprar as latinhas de atum, mas faz parte dos meus planos passar um fim de semana a descansar por aí, algures perdida, numa cabana no meio de Portugal.

 

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10 Coisas para fazer em Ibiza

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Passamos 7 dias maravilhosos em Ibiza.

Fomos sem planos e sem grandes expectativas e viemos de lá encantados com a ilha.

Passeámos muito, conhecemos praias absolutamente maravilhosas, relaxámos ao pôr-do-sol, saímos à noite, fomos até Formentera e comemos muito.

Deixo-vos agora 10 coisas (obrigatórias) para fazerem em Ibiza. Há muito mais, mas estas foram as nossas escolhas.

 

 

1. Explorar as praias de Ibiza

 

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A primeira dica que vos deixo é para alugarem um carro. Isto é absolutamente necessário se querem conhecer a ilha.

São mais de 60 praias em tons de azul-turquesa e verde-esmeralda que esperam por vocês.

As praias mais bonitas ficam longe dos principais centros e sem carro correm o risco de ficarem presos a um lugar ou dependentes de terceiros. Se optarem por se deslocarem de táxi vai sair bastante caro.

Na época alta existe uma rede de transportes que faz alguns circuitos pelas praias mas que não chega aos lugares mais interessantes da ilha.

Se possível fujam das praias mais próximas dos grandes centros, sempre demasiado cheias e mais modificadas pelo turismo em massa.

Explorem a ilha e façam uma lista das vossas praias preferidas. No meu top três estão a Cala Benirras, Platges de Comte e Cala Saladeta.

 

 

2. Visitar os mercados e feiras

 

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A cultura hippie está muito presente em toda a ilha e representada nas feiras e mercados espalhados um pouco por todo o lado.

Vão encontrar por toda a ilha muitas feiras e mercadinhos hippies onde se vende um artesanato hand made, composto por roupas, bijuteria, instrumentos musicais, discos, peças de decoração, pinturas, livros, incensos, bugigangas e uma grande variedade de quinquilharias muitas vezes produzidas no local com materiais que por ali andam.

Estes mercados são também palco de concertos e atividades culturais ao ar livre.

Os mais conhecidos são o de Es Caná e Las Dalias.

Las Dalias é o mercado mais hippie da ilha. Visitámo-lo assim que chegámos e fomos de imediato contagiados pelo espírito de cor e alegria que se vive na ilha.

Está situado em San Carlos, no norte da ilha e está aberto todos os sábados entre as 10h00 e as 20h00. Durante o verão o horário é estendido aos domingos, segundas e terças.

Se gostam de compras então não percam. Aqui encontram de tudo um pouco, desde roupas em segunda mão, a artesanato, bijuteria e toda a espécie de bugigangas.

Podem consultar toda a informação aqui e organizarem a vossa visita. 

 

 

3. Passar um dia em Formentera

 

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Formentera é passagem obrigatória para quem visita Ibiza.

Este pequeno paraíso está situado a uns escassos 30 minutos de barco e o acesso é feito de ferry-boat que se apanha no porto de Ibiza.

Só tivemos um dia em Formentera e foi com pena que deixámos a pequena ilha para apanhar o barco de regresso a Ibiza. Por isso se puderem fiquem por lá dois ou até mais dias para conhecerem e usufruírem deste paraíso.

A ilha é muito pequena e plana e pode ser percorrida de mota, bicicleta, moto4 ou carro.

Não deixem de visitar a Playa de Lês Ilhetas que é considerada a mais bonita da ilha.

 

 

4. Assistir ao Pôr-do-sol

 

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As Sunset’s Parties são um dos muitos cartões de visita de Ibiza. A ilha oferece vistas deslumbrantes de onde se pode observar o pôr-de-sol, mas deixo-vos aqui três experiências inesquecíveis:

 

- Em Sant Antony

Um pôr-do-sol em modo festivo e bastante animado. Ideal para quem quer continuar pela noite dentro.

O lugar mais frequentado é o passeio marítimo onde se concentra uma grande quantidade de cafés/ bares e restaurantes virados para o mar, de onde podem assistir confortavelmente ao pôr-do-sol ao som das últimas tendências musicais, ditadas pelos locais da moda.

É aqui que nos meses de verão centenas de pessoas de todas as idades e várias nacionalidades se reúnem para assistir e aplaudir o pôr-do-sol.

Sim! Aplaudir…. Quando o sol desaparece no horizonte surgem os aplausos à natureza e dá-se então início ao frenesim da noite.

O ambiente é vibrante, cheio de cor e muito animado mas o sunset é cobrado ao preço de ouro mediante uma placa informativa de consumo mínimo obrigatório para quem quer ocupar a esplanada e assistir sentado ao espetáculo. Pelo que muitos optam por ficar fora do recinto das esplanadas, de copo na mão, a abanar o corpo nas grandes lajes rochosas que se estendem até ao mar.

Lado a lado estão os famosos Café Mambo e Café del Mar outros dois bons motivos para irem até lá assistirem àquele que dizem ser o pôr-do-sol mais bonito do mundo.

 

- Na cala Benirras

Localizada no norte da ilha, em San Miguel, esta praia é absolutamente maravilhosa e foi das poucas que repetimos.

Aos domingos, durante os meses de verão, o sunset é acompanhado por sons de tambores e batuques.

Ambiente hippie, muito alternativo. É mágico!

 

- No café Sunset Ashram

Outro spot fabuloso para assistirem ao pôr-do-sol. É um local meio hippie e alternativo com uma energia muito positiva.

Já vos falei deste restaurante e das praias que o rodeiam aqui.

Sugiro irem no final do dia e ficarem por lá até ao pôr-do-sol. Escolham um dos muitos cocktails da sua lista e aproveitem este espetáculo maravilhoso num dos locais mais charmosos da ilha.

 

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5. Passear pela cidade antiga Dalt Villa

 

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O Dalt Villa é o bairro que se encontra dentro da fortaleza medieval e que constitui o centro histórico ou a parte antiga de Ibiza.

Percorram as ruas estreitas e labirínticas da cidade velha (Dalt Villa), ladeadas pelo típico casario branco das cidades mediterrânicas e subam até ao castelo de onde vão ter uma das melhores vistas da cidade, do porto e de Formentera.

Em 1999 a UNESCO classificou o recinto amuralhado de Dalt Villa como Património da Humanidade por considerar a fortaleza costeira como uma das mais bem conservadas do mediterrâneo. Esta classificação abrangeu ainda os bairros extramuros Sa Penya, Es Soto e o bairro de pescadores de la Marina.

Se gostam de compras vão encontrar imensas lojas de souvenirs, vestuário, calçado, decoração (entre outras) com peças diferentes e originais.

Percam-se nos muitos cantos e recantos onde se podem sentar e provar a gastronomia típica do local.

 

 

6. Experimentar a gastronomia do local

 

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A gastronomia de Ibiza é marcada pela proximidade do mar e pelo cultivo de produtos hortícolas nas hortas do seu interior.

Entre os pratos mais populares da região encontramos uma grande variedade de peixes e mariscos, o guisado de peixe, as paellas, o arroz de matanzas, o flaó, o Greixonera, as Orelletes, o licor de hierbas, entre muitos outros.

Trouxemos uma garrafa de licor de ervas que é uma excelente forma de recordar a viagem.

Na maior parte dos dias optámos por consumir peixes e mariscos locais. Experimentámos a paella feita com ingredientes frescos e provámos o Flaó, a Greixonera e as Orelletes numa pastelaria com fabrico próprio no centro de Ibiza que nos foi indicada por alguém na rua (infelizmente não fixei o nome).

O flaó é um doce típico de Ibiza e Formentera feito à base de queijo (cabra e ovelha), ovos e hortelã. A Greixonera é um pudim preparado à base de ovos, leite e galletas e as Orelletes têm na sua base os ovos, a farinha, o licor de anis, o açúcar e o azeite.

Não deixem de provar!

 

7. Sair à noite

 

A noite de Ibiza é conhecida em todo o mundo e considerada uma das melhores pela sua excentricidade e originalidade.

Mesmo que não sejam notívagos e não gostem de confusão reservem uma noite para conhecer um dos famosos clubes e discotecas da ilha: O Space, Pacha, Privilege Ibiza, Amnesia, Eden, El Divino, Café del Mar ou Es Paradis.

Os dois grandes centros da vida noturna são a cidade de Ibiza e Sant Antoni de Portmany.

A vida noturna atraí à ilha milhares de pessoas vindas de todo o mundo. O Verão começa em Junho e termina em Setembro, sendo que os meses mais agitados são os Julho e Agosto.

 

8. Fazer Snorkeling

 

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Para além de roupas leves, fatos de banhos, chapéus e protetor solar, não se esqueçam de levar o material para fazer snorkeling. As calas ou enseadas em português de água cristalina oferecem boas condições para a pratica desportiva apesar da fauna não ser abundante.

 

 

9. Alugar um barco ou caiaque e ter uma perspetiva diferente da ilha

 

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Há inúmeras empresas que oferecem estes serviços. Basta perguntarem junto do vosso hotel ou pesquisarem na net que vão encontrar muitas opções. Há passeios de um dia inteiro, de meio-dia ou apenas de algumas horas ao fim do dia para admirar o pôr-do-sol.

Uma experiência completamente diferente que vos vai dar outra perspetiva da ilha.

E se o alugar um barco não está ao alcance de todos os bolsos, existe sempre a opção de alugar um caiaque e fazer alguns passeios nestas águas cristalinas.

 

 

10. Explorar a riqueza cultural de Ibiza

 

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 A Catedral de Ibiza também conhecida por catedral Nossa Senhora das Neves. Localizada no alto de Dalt Villa (a cidade alta), foi construída no século XIV e remodelada no século XVIII em estilo barroco.

 

A lista é longa e exaustiva visto que a par das praias e das festas noturnas, Ibiza oferece uma grande riqueza cultural que lhe valeu em 1999 o título de Património da Humanidade. Percorram os povoados e vão descobrir um sem número de igrejas, museus e um vasto património histórico-cultural que vale a pena conhecer.

Deixo-vos alguns exemplos:

Caverna de Can Marçà - Conjunto de grutas subterrâneas com mais de 100 mil anos, localizadas no norte da ilha, em Port de Sant Miguel, numa escarpa junto ao mar. As visitas são pagas e funcionam o ano inteiro.

Jazigo fenício da Sa Caleta em Sant Josep de Sa Talaia – povoação fenícia que remonta ao séc. VIII a.C.

Necrópole de Puig Molins – datada do século VII a.C. é uma necrópole fenícia de grande extensão e em bom estado de conservação.

Torres de defesa construídas em locais estratégicos, com o objetivo de criar uma linha costeira defensiva. Datam do século XVIII e ainda existem 9 torres.

Igreja de Es Puig de Missa – Igreja do séc. XVII, localizada na aldeia de Santa Eulália.

 

 :)

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Ibiza - A ilha que não dorme

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Praia Cala Benirras - Localizada no noroeste da ilha, está a 10 minutos de carro de san Miguel. A praia é pequena e está cercada de colinas com arvoredo. Ao fundo junto às rochas podem ver os típicos casarios dos pescadores presentes na grande maioria das praias da ilha. Aos domingos tem um sunset com tambores e batuques.

 

A ideia inicial era irmos até Menorca e Ibiza era um destino que não estava na nossa lista. 

Como foi tudo decidido em cima da hora, quando fomos ver, os preços já estavam altíssimos e não havia lugar para as datas que queriamos.

Optámos então por Ibiza e tivemos a sorte de apanhar uma promoção.

Para além do preço o que determinou a nossa escolha foi a belissima Formentera uma pequena ilha a 30 minutos de Ibiza, com praias fabulosas e um mar azul turquesa.

A verdade é que sempre que pensava em Ibiza vinham-me à cabeça as festas loucas até ao amanhecer, as enchentes de turistas que nos meses de verão agitam as ruas e invadem as praias e todo um palco de vaidades composto por iates e veleiros de celebridades que nos últimos anos têm escolhido esta ilha como local para passar umas férias descontraídas e animadas.

Talvez por isso, durante muito tempo não tenha tido grande curiosidade em ir até lá. 

Com esta viagem descobri que a ilha também oferece tranquilidade a quem a visita, nas suas muitas praias e enseadas banhadas por águas cristalinas em tons azul turquesa, onde o calor é constante e as águas mornas convidam a mergulhos. Um refúgio para uma fuga romântica ou umas férias em família.

 

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Platges de Comte - Este é daqueles sitios maravilhosos que na época alta deve estar apinhado de gente. Nós tivemos a sorte de apanhar pouca gente e um dia de sol fantástico. Se quiserem ver o por do sol é aqui que o devem fazer apesar do mitico pôr do sol do Café del Mar que não achei nada de especial.      

 

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Vale a pena afastarmo-nos da capital da ilha e ir à procura de lugares como a Playa Cala Saladeta, localizada perto de Sant Antoni de Portmany. Esta é uma das praias mais bonitas de Ibiza. O acesso não é dos mais faceis pois é preciso andar entre as rochas. A caminhada é recompensada com um mergulho nestas águas. O fundo é de areia e as águas cristalinas e azul turquesa. 

 

Ibiza faz parte do arquipélago das Baleares, constituído pelas ilhas Maiorca, Menorca, Cabrera e Formentera, esta última a mais pequena das ilhas habitadas, situada a 30 minutos de barco de Ibiza.

As baleares são uma das regiões autónomas de Espanha e um dos principais destinos turísticos deste país, atraindo visitantes vindos um pouco de toda a parte: alemães, italianos, portugueses, franceses e muitos espanhóis. Só para terem uma ideia cerca de 90% da ocupação do nosso hotel eram ingleses.

Por aqui fala-se o catalão e o castelhano e a sua maior cidade tem o nome da ilha, Ibiza ou em catalão Eivissa.

 

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Não deixem de visitar a cidade de Ibiza. Subam até ao castelo onde conseguem as melhores vistas da cidade e percorram as ruas estreitas e labirínticas da cidade velha (Dalt Vila), ladeadas pelo típico casario branco das cidades mediterrânicas. Por fim, sentem-se numa esplanada e respirem todo o ambiente de vida e festa que esta cidade transmite.

 

 

O duo Ibiza/ Formentera é designado por ilhas Pitiúsas e foi precisamente esta dupla que nos fez viajar até lá. É no porto de Ibiza que se apanha o ferry boat que em pouco mais de meia hora nos coloca na ilha de Formentera outro paraíso a conhecer e sobre a qual escreverei mais tarde.

De lisboa a Ibiza são cerca de hora e meia de avião. Os voos são diretos e a melhor altura para visitarem estas ilhas é Junho e Setembro já que nos meses de Julho e Agosto o turismo aumenta brutalmente. Nós fomos em Setembro quando o tempo ainda estava quente e o número de pessoas já tinha diminuído muito.

Para além da praia e da vida noturna esta ilha possui uma grande riqueza cultural e muitos vestígios arqueológicos desde a época fenícia-cartaginesa, o que lhe valeu a classificação de Património da Humanidade pela UNESCO em 1999.

 

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Vista da cidade obtida do castelo - o centro da cidade é paragem obrigatória para quem gosta de compras. Aqui para além do comércio local encontramos imensas lojas de souvenirs, roupa, restaurantes, bares discotecas.

 

Não vos vou falar do hotel onde ficámos, até porque a escolha vai depender muito do estilo e do bolso de cada um.

Nós ficámos num 4 estrelas normalíssimo, sem grandes luxos, com piscina que nunca usámos, algures no ponto mais noroeste da ilha. A ideia foi sempre arranjar um lugar que servisse apenas para dormir, tomar o pequeno-almoço e seguir viagem. Conhecer o máximo de praias possíveis e descobrir os recantos da sua costa recortada.

O que importa ressalvar aqui é a localização do hotel. É neste lado da ilha, mais distante da capital que encontramos as praias menos movimentadas e na minha opinião as mais bonitas. A partir daqui percorremos a ilha de carro e conhecemos todas as praias que nos foi possível alcançar por este meio (visto que algumas delas só se consegue mesmo por barco).

No que toca às praias as opções são tantas que se torna difícil escolher uma ou eleger a melhor, principalmente porque isso varia muito de acordo com o gosto de cada um. Eu por exemplo prefiro praias mais selvagens, com menos gente e pouco turísticas (gosto de esticar a toalha na areia e dispenso as cadeiras e chapéus que na maior parte dos casos roubam espaço à praia e dão-lhe um ar mais artifícial).

A variedade é muita. Desde pequenas enseadas encaixadas entre montes (algumas delas de difícil acesso e outras só possível alcançar através de barco), a praias com extenso e fino areal. Comum a todas elas são as águas claras, azul-turquesa de temperatura amena.

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Platges de Comte - está localizada no lado Oeste da ilha a cerca de 15 minutos de carro de Sant Antoni. É daqueles lugares que parecem tirados de um filme. Ao vivo e sem photoshop as águas são mesmo azul-turquesa, transparentes, com fundo em areia e pouco profundas o que a torna um local seguro para as crianças. É um local idílico que na época alta concentra muita gente tornando o espaço menos atrativo. A área divide-se em vários espaços e é composto por duas praias principais com areia e zonas rochosas ao nível do mar onde é possível estender a toalha. É um optimo local para quem gosta de fazer snorkeling.

 

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Sunset Ashram - Parece que é um dos bares mais famosos da ilha mas nós só conseguimos lá chegar através do GPS. Está situado entre as duas praias principais de Cala Comte. O restaurante/ bar sunset ashram tem vistas panorâmicas do exterior e foi construído de forma a se misturar com as rochas onde assenta. O ambiente é descontraído, serve pratos de cozinha indiana e mediterrânea e é um dos melhores sítios para assistirem ao pôr-do-sol. 

 

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Outro recanto maravilhoso que vale a pena descobrir - a Cala d'en Serra. Está localizada no norte da ilha, no município de Sant Joan. É uma pequena baía cercada por falésias íngremes cobertas de vegetação. Neste dia o tempo estava mais nublado mas a água é cristalina e azul turquesa. Foi considerada uma das melhores praias da Europa.

 

A vida noturna é outra atração da ilha e há mesmo quem afirme que a ilha não dorme. E é mesmo verdade!

A noite de Ibiza é conhecida em todo o mundo e considerada uma das melhores, pela sua excentricidade e ambiente alternativo. Se o que procuram é diversão, glamour, locais de moda e estar a par das últimas tendências musicais então estão no sítio certo.

Os dois grandes centros da vida noturna são a cidade de Ibiza e Sant Antoni de Portmany onde dizem que se assiste ao pôr-do-sol mais bonito do mundo, ao som das últimas tendências musicais no famoso Café del Mar.

 

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O famoso pôr-do-sol no Café del Mar em Sant Antoni de Portmany

 

Quer sejam notívagos ou não, reservem uma noite para conhecer pelo menos um dos mais famosos clubes e discotecas: O Space, Pacha, Privilege Ibiza, Amnesia, DC10, El Divino, Café del Mar ou Es Paradis.

Escusado será dizer que regressei a casa completamente apaixonada pela ilha.

O melhor conselho que vos posso dar é: aluguem um carro (isto é obrigatório), percam as horas e explorem a ilha o máximo que conseguirem. Vão ver que não se vão arrepender.

Dancem, divirtam-se e não se esqueçam “What happens in Ibiza stays in Ibiza”…. Ou será em Las vegas?!? ;)

 

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Mais uma praia a descobrir

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Quando decidimos ir conhecer algumas praias fluviais do nosso país percorremos uma zona bastante grande, cheia de cantos e recantos que resultaram em paisagens todas elas diferentes entre si. Já de regresso a casa fizemos uma última paragem onde ficámos algumas horas.

Deixámos para trás as pitorescas ribeiras e chegámos ao rio Zêzere, principal afluente do Tejo, onde a paisagem se expande e o cenário se abre perante a enorme extensão de água proveniente deste grande rio.

É neste grande lago azul que vamos encontrar a praia fluvial de Fernandaires, a cerca de 12 km de Vila do Rei, junto à pequena povoação que lhe dá o nome, em plena albufeira de Castelo de Bode, uma das maiores reservas nacionais de água.

Rodeada de grandes montanhas cobertas de pinhais e vegetação densa, é difícil ficar indiferente à beleza e grandiosidade da paisagem que aqui se veste em tons de verde e azul.

 

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Fernandaires é um óptimo local para se ir em família. O espaço envolvente é amplo e dispõe de um pequeno areal onde se pode colocar o chapéu de sol e estender a toalha.

A profundidade das águas exigiu a instalação de uma piscina flutuante dividida em duas secções, uma delas menos profunda própria para crianças, garantido assim a segurança dos mais pequenos.

A praia é vigiada durante toda a época balnear, dispõe de um bar de apoio (onde servem refeições e petiscos), balneários e uma zona de estacionamento.

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Como complemento ou alternativa aos mergulhos no rio existem diversos programas que podem fazer sozinhos ou em grupo (passeios terrestres, de barco, cable wakeboard), basta pedirem informações no local ou consultarem o site desta praia.

Os adeptos dos desportos náuticos encontram aqui um excelente spot para a pratica de muitas modalidades. No local é possível alugar canoas, caiaques, catamarans à vela, ski aquático e wakeboard com barco equipado com skis, prancha e skipper

Para quem ainda não conhece o wakeboard é um desporto onde a pessoa se coloca em cima de uma prancha e é puxada à superfície da água por um barco ou por um sistema de cabos (cable wakeboard). São colocados alguns obstáculos flutuantes/ rampas no local que permitem aos participantes mais experientes fazer saltos e acrobacias.

A praia de Fernandaires dispõe ainda de um Cable Park permitindo a prática de wakeboard sem necessidade de recorrer a um barco, tornando a modalidade menos dispendiosa e mais amiga do ambiente. Foi-nos dito no local que seria conveniente fazer marcação já que este desporto tem ganho muitos adeptos nos últimos tempos.

 

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Em 2016 a Quercus distinguiu esta praia com medalha de ouro devido à qualidade da sua água e à preservação paisagística do local.

Mais um lugar de paragem obrigatória!

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Brevemente no blog...

... as nossas aventuras por aqui!

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Continuamos à beira rio

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Piscina flutuante da Praia do Malhadal

 

De todas as praias fluviais que visitámos esta foi a que mais gostámos, pelo ambiente calmo e tranquilo e pela exuberância da natureza à sua volta.

Envolvida por um verde deslumbrante, longe de qualquer localidade, este é o local ideal para quem gosta de tranquilidade e contacto com a natureza.

A praia do Malhadal está localizada na base da Serra de Alvéolos, nas margens da ribeira da Isna (afluente do Rio Zêzere), a cerca de 7 km da vila de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

O acesso é bom e feito por estrada alcatroada. Partindo de Proença-a-nova em direcção à Sarzedinha basta seguir as indicações até ao local.

O local é marcado por encostas com vegetação abundante, intercaladas pela ribeira da Isna que alarga o seu caudal numa extensa represa de cerca de 1 km, com corrente constante mesmo nos meses de verão.

Para além da piscina flutuante situada na margem direita da ribeira, existe também um bar com esplanada, casas de banho, posto de primeiros socorros e uma zona para estender a toalha.

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A piscina é vigiada e está localizada numa zona profunda do rio junto do bar e das restantes infraestruturas de apoio. Um pouco mais à frente, nas margens da ribeira, encontramos recantos e zonas com menos profundidade que permitem mergulhos, insufláveis e piqueniques junto a um parque de merendas.

 

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Parece que o local começa a encher lá para as 17h00, portanto se querem usufruir deste paraíso cheguem cedo.

A zona permite também passeios pedestres pelos arredores e ao longo da ribeira, num percurso que preserva alguns elementos da antiguidade do local (uma antiga ponte filipina) e trilhos por entre a natureza que conduzem até aos moinhos e açude da aldeia da Cabrieira (aldeia de xisto).

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Praia e piscina fluvial - Malhadal

 Se não conhecem vale bem a pena dar um saltinho até lá.

Bons mergulhos para todos!

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Uma praia na Aldeia

 

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Praia fluvial do Mosteiro

 

É muito fácil chegar a esta praia, localizada no concelho de Pedrogão Grande, junto da pequena aldeia do Mosteiro que lhe dá o nome.

Saindo de Pedrogão Grande seguimos em direção a Pampilhosa da Serra, passamos por Fontainhas, Troviscais e um pouco mais à frente viramos para a Aldeia do Mosteiro. O acesso é bom assim como a estrada e a sinalética que a acompanha.

Ao contrário da primeira praia aqui respira-se calma e tranquilidade, talvez porque chegámos logo de manhã, pela fresquinha e o recinto ainda estava quase vazio.

Alimentada pelas águas da ribeira da Pêra (que nasce nos pontos mais elevados da Serra da Lousã) a piscina foi construída em pedra de xisto (material da região), formando uma extensa represa onde é possível nadar, alugar uma canoa ou divertir-se num escorrega.

A represa é ladeada por um extenso relvado, onde podem estender as toalhas e por grandes árvores que proporcionam ao local algumas áreas de sombra quando o calor aperta. Não sei como será nos outros dias mas quando lá estivemos a temperatura da água estava muito boa.

A ponte em madeira que atravessa a piscina permite encurtar o caminho para o outro lado do relvado em direção ao bar/restaurante e aos balneários/ wc's.

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 Os espaços verdes, a presença de infraesturas e a zona extensa de água tornam esta praia um local ideal para levar as crianças

 

Para além de uns bons mergulhos podem aproveitar para passear pelos arredores, circundando o recinto da piscina, andar pelas ruas da aldeia do Mosteiro (praticamente desertas) e conhecerem alguns elementos arquitectónicos das antigas infraestruturas que sustentaram, durante séculos, a vida dos habitantes desta aldeia: os moinhos, as levadas e os lagares.

Localizado mesmo abaixo da represa, está um pequeno moinho de rodízio recuperado e no lado oposto junto ao bar/restaurante, o velho lagar de azeite, também ele recuperado, mantém a traça original da sua fachada e serve agora de apoio à praia e restaurante/bar. 

À frente do velho moinho a ribeira segue o seu curso, calmamente por entre as pedras roladas e o verdejante das grandes árvores que a acompanham.

 

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Banhos de água doce

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No fim-de-semana passado fomos queimar os últimos cartuchos do mês de Agosto. Depois da costa alentejana e de uns mergulhos salgados resolvemos ir conhecer algumas praias fluviais, contrariando a ideia de que só junto ao mar é que é possível fazer praia.

No geral são locais de lazer, calmos e tranquilos que conciliam a natureza, os passeios pedestres e as paisagens de fazer cortar a respiração com mergulhos refrescantes em espaços repletos de cor e contrastes naturais, onde o verde é a cor que perdomina.

A primeira praia que visitámos foi a praia do Agroal, localizada no rio Nabão (afluente do rio Zêzere), junto à nascente do Agroal, nas freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais, entre os concelhos de Ourém e Tomar, aqui delimitados por este rio.

O acesso é fácil e está sinalizado. Mas para quem não conhece a zona o melhor é usarem o GPS ou o Google Maps… em último caso, ao chegarem a Ourém sigam na direção do IC9 e peçam indicações aos locais, pois por ali todos conhecem a praia do Agroal.

O recinto é constituído por uma piscina fluvial com uma profundidade entre os 0,90 e os 2.70 metros de profundidade, construída junto à nascente do Agroal cujas águas frias são conhecidas pelas suas propriedades terapêuticas, outrora aconselhadas para o tratamento de doenças de estômago, intestinos e pele. O fundo da piscina é em gravilha o que torna as águas claras e cristalinas. A água é corrente e o seu excedente escoa pelo pequeno açude, para o leito do rio Nabão que passa mesmo ao seu lado.

Aqui a água é fria, tão fria que apesar de estarem 30 e muitos graus e o sitio convidar a um mergulho foi muito difícil entrar.

Apesar do rio e do verde que o envolve, a paisagem não é propriamente selvagem. Vê-se bem que a mão humana moldou o local e o transformou em função das suas necessidades.

 

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Ano após ano, a autarquia tem vindo a melhorar o espaço criando infraestruturas de apoio que oferecem algumas comodidades aos visitantes: parque de estacionamento, cafés/restaurante para petiscar ou almoçar, uma pensão para quem quiser pernoitar por aquelas bandas, casas-de-banho com balneário, chuveiros, mesas para piqueniques entre o arvoredo, um deck em madeira onde podemos estender a toalha e nadadores salvadores que vigiam os banhistas.
Quando chegámos o local estava apinhado de pessoas, na sua grande maioria portugueses residentes nos arredores e muitos no estrangeiro, que todos os anos ali retornam.  

 

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A piscina facilmente fica lotada e por isso há quem opte por ficar nas margens do rio, onde são permitidos os insufláveis e as canoas. Em alguns locais as margens foram preenchidas com areia tornando o local mais aprazível, principalmente para as crianças que se divertem a brincar com os seixos do rio e a observar os muitos peixes que por ali andam.

 

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Apesar de ser proibido pescar no rio, havia grupos de pessoas que junto da margem procuravam lagostins de água doce. Procuravam, encontravam, arrancavam-nos à força do seu meio ambiente e depositavam-nos em baldes juntos aos chapéus-de-sol.

Sítios como este merecem ser cuidados, preservados e respeitados no seu conjunto. A fauna e a flora dos locais são necessárias ao equilíbrio e beleza natural dos sítios, sendo essencial que o Homem respeite e ajude a preservar os mesmos, integrando-se na natureza com o mínimo de impacto possível e tomando consciência que lugares mortos, sem natureza são lugares estéreis e inúteis para todos nós.

Desabafos à parte seguimos para Tomar, onde jantámos e passámos a noite para no dia seguinte partirmos à descoberta de outras praias fluviais, mais selvagens e envolvidas na natureza.

Até amanhã!

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Uma Praia que era deserta e desconhecida a poucos kms de Lisboa

 

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Nem todos os caminhos vão dar à praia do Cavalo ou à praia do Ribeiro do Cavalo, cujo acesso pode ser feito apenas de duas formas: por um trilho terrestre ou por mar.

Chegar a esta praia não é tarefa fácil, sobretudo se optarmos pelo caminho terrestre, mas prometo que no fim vai valer a pena.

Chegados a Sesimbra seguimos na direção do lado poente da vila, onde se situa o Porto de Abrigo.

A partir daqui é seguir de carro pela estrada de terra batida e uns metros mais à frente descer a pé por um trilho difícil e sinuoso, com algumas descidas de inclinação acentuada que terminam no areal.

O caminho não é fácil e requer da parte do caminhante alguma destreza física, resistência e sentido de orientação. São cerca de 30 minutos a andar por um caminho de terra, maioritariamente envolvido por vegetação densa e ladeado por arribas instáveis.

Desaconselho o percurso a pessoas com pouca mobilidade, idosos ou crianças pequenas.

A alternativa ao trilho terrestre é apanhar um barco, mas há também quem chegue à praia de caiaque.

A dificuldade do acesso limita o número de visitantes que mesmo assim, nos últimos anos tem vindo a aumentar. Isto é visto com alguma desconfiança pelos locais e habituais frequentadores desta praia que atribuem aos visitantes a responsabilidade do aumento da poluição na mesma.

Assim que chegamos, logo à entrada encontramos um letreiro que nos diz aquilo que os nossos olhos já constataram “Está numa das praias mais bonitas de Portugal” e se sobreviveu à descida então esqueça por agora o regresso e usufrua deste pequeno paraíso.

 

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O que levar:

- Preparem uma mochila com o essencial, desta forma ficam com as mãos livres para vos ajudar no caminho (principalmente nas descidas).

- Levem água e reservem parte dessa água para o regresso. A praia não tem qualquer tipo de estruturas de apoio e como tal não poderão adquirir nada no local.

- Levem calçado apropriado, uns ténis julgo ser suficiente. Não façam como eu que fui apanhada desprevenida e fui de havaianas.

- Afastem-se das arribas, que são instáveis e nunca se sabe quando pode haver uma derrocada.

- Sigam as pedras marcadas a verde que estão no chão e vos indicam o caminho certo.

- Se possível evitem as horas do calor, uma vez que não há sombras. No caso de irem passar lá o dia levem um chapéu e muito protetor solar.

- Por umas horas, esqueçam os telemóveis, os pokémons, os snapchat e todas as redes sociais, pois aqui raramente vão conseguir rede….. relaxemmmm

- Por último vou escrever o óbvio mas que nunca é demais repetir…. Não deixem lixo na praia e isso inclui as pontas de cigarro…. Lembrem-se que os motivos que vos fizeram ir até esta praia foi precisamente o ser limpa, selvagem e quase virgem…. Contribuam para que se mantenha assim!

 

Respire, mergulhe e usufrua desta pequena maravilha.

 

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E agora o lado negro da coisa:

A curiosidade levou-nos a esta praia. Movidos pelos media e pela enorme publicidade que fizeram à volta dela. Como nós outros tantos e tantos outros foram também até lá. A praia foi perdendo a pureza e a áurea de mistério que a envolviam e faziam dela um lugar tão apetecível, tão especial, capaz de pôr qualquer um a descer a arriba de gatas só para chegar lá abaixo em segurança e poder usufruir daquele paraíso selvagem e quase deserto. Foi assim há uns anos! Agora a realidade é outra.

Apesar da hora tardia a que chegámos ainda havia muita gente por lá. Metade da praia já se encontrava coberta pela sombra do grande rochedo e o sol já não queimava. As temperaturas no entanto mantinham-se amenas e muitas pessoas já estavam de regresso, colina acima num percurso que demora cerca de 30 minutos. Pelo caminho cruzámo-nos com famílias inteiras que esforçadamente carregavam monte acima um conjunto enorme de coisas: chapéus-de-sol, cadeiras, lancheiras, sacos e sacolas, como se estivessem numa praia comum e de fácil acesso. Pais que carregavam ao colo os filhos pequenos e outros que tentavam arduamente manter os miúdos alinhados em fila indiana no trilho estreito e sinuoso. Os miúdos ignoravam as advertências, borrifavam, escapavam e inventavam novos caminhos que faziam resvalar algumas pedras. O pai puxava um, a mãe repreendia outro e a passo de caracol lá iam subindo.

Houve engarrafamento no pequeno trilho….. um verdadeiro engarrafamento!

Ainda não tínhamos chegado à praia e já tínhamos percebido que da pequena praia deserta e desconhecida restava muito pouco.

Apesar dos vários avisos que sinalizam a instabilidade das arribas, vi várias pessoas saírem do trilho e aventurarem-se para as extremidades dos rochedos na ansia frenética e quase psicopata de conseguirem uma foto panorâmica ou uma selfie.

Na praia reparei numa quantidade absurda de beatas espalhadas pelo areal. É inacreditável que isto continue a acontecer e sendo esta praia frequentada maioritariamente por jovens e jovens adultos, cuja formação foi moldada dentro de uma educação virada para a sensibilização ambiental ainda mais injustificável se torna.

O excesso de informação é um pau de dois bicos. Se por um lado nos sentimos todos merecedores destes sítios, por outro lado os factos mostram-nos que nem todos estão à altura deles.

A praia não deixa de ser bonita, as águas não deixam de ser transparentes e verde-esmeralda, no entanto é difícil ficar indiferente a estes pequenos grandes pormenores.

 

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Que bem que se está no campo

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Quer seja para passar um fim-de-semana a dois ou para umas férias em família, o Alentejo continua a ser um dos locais de eleição de muitos lisboetas. Desta vez fomos até à barragem do Alqueva, visitar algumas zonas deste grande lago.

Mas hoje não vos vou falar da região, que por si só merece um post, mas sim de um pequeno turismo rural que encontrámos por acaso, enquanto andávamos à procura de um local simpático para passar a noite: a Horta da Coutada.

A Horta da Coutada é uma ótima opção para quem quer passar um fim-de-semana tranquilo na zona da grande albufeira do Alqueva. Está localizada perto do rio, não é excessivamente caro (existem algumas promoções que é preciso estar atento) e é um local muito giro. Calmo e sossegado, foge aos roteiros turísticos ou mais na moda, o que me agrada.

Em pleno Alentejo interior, situa-se no Ferragudo, na aldeia do Telheiro, a cerca de 900 metros do rio e a 1 Km da carismática vila de Monsaraz, onde se come maravilhosamente e se assiste a um fascinante pôr-do-sol.

O edifício foi reabilitado com os materiais tradicionais (pedra de xisto e cal), mantendo a traça original da arquitetura alentejana, com alguns apontamentos mais modernos.

Possui 3 quartos duplos e 2 suites, com casa de banho, ar condicionado, LCD e wireless. Os preços incluem o pequeno-almoço, acesso à piscina, jardim, horta e pomar biológicos, onde é permitido aos hóspedes apanhar para provar alguns frutos da época como os figos, romãs, peras, laranjas, limões doces, entre outros.

A quinta dispõe ainda de dois apartamentos (T1 e T2).

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O pequeno-almoço pode ser tomado no exterior, no alpendre (com vista sobre o jardim, piscina e pomar) ou na Sala do Jardim (antigo estábulo da quinta, agora restaurado e transformado num espaço interior simpático e acolhedor). Simples, delicioso e composto por produtos caseiros (compotas e bolos) e regionais (pão alentejano, queijos e enchidos), pode ser tomado até às 12h30.

 

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Alpendre  

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Vistas da piscina 

 

Os quartos são todos diferentes entre si e possuem uma decoração rústica e bem cuidada, composta por móveis e artesanato local.

No exterior somos envolvidos pelos cheiros frutados e florais. Passeámos pelo jardim que nos levou até ao pomar, visitámos a horta e a antiga nora e terminámos com um mergulho na piscina de água salgada.

 

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A quinta manteve alguns elementos originais, marcos da sua história e antiguidade, como é uma antiga nora, atualmente desativada.

Há redes e algumas áreas de lounge espalhadas pelo espaço para relaxar, ler um livro ou observar os milhares de estrelas que este céu, longe das luzes e da poluição nos oferece.

 

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A Horta da Coutada foi em tempos a quinta que dava apoio de água e bens alimentares às gentes vizinhas e ao Convento da Orada, localizado a uns escassos metros da mesma. 

 

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 Convento da Orada (séc. XVIII) encontrava-se encerrado e vedado ao público.

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 Entre a quinta da Horta da Coutada e o convento da Orada encontramos este cromoleque, representativo da cultura megalítica desta região

 

Destaca-se por último a disponibilidade e simpatia com que fomos recebidos e que nos fez sentir em casa.

 

Até à próxima!

 

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