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365 dias

Porquê um blog?

 

Alentejo_blog_365.jpg

@2017 - A foto foi tirada no alentejo num sitio fantástico do qual vos falarei  mais tarde

 

 

Confesso que nem sempre tenho tempo para vir até aqui.

Confesso que até já pensei várias vezes em fechar o estaminé e não pensar mais no assunto.

Mas depois acabo por o deixar assim, meio abandonado, ao sabor da vida... ora porque estou bem e quero guardar só para mim aquilo que sinto - numa espécie de egoísmo supersticioso com medo que alguém venha “roubar” aquele momento; ora porque estou mais em baixo e penso “qual é o interesse de partilhar coisas menos positivas e que só a mim dizem respeito?”

É estúpido, eu sei!

Até porque quem tem um blog não deveria ter esse tipo de pensamento. Eu tenho!

A verdade é que me habituei a ter um blog.

Nunca tive grandes pretensões ou ambições com este espaço que teve como propósito inicial partilhar sítios e locais giros por onde ia passando.

O último ano foi duro e representou uma viragem involuntária de 180º... perdi quase tudo que julgava ter.

Acabei por me render ao silêncio, na esperança que tudo voltasse ao seu lugar.

Mas os lugares mudam e nós mudamos com eles.

Ganhei em tempo, que deitei fora pela janela. E quando percebi que não tinha mais tempo a perder, arregacei as mangas e voltei ao mundo.

Recomecei de um ponto de partida imaginário e agarrei-me ao mais importante - as pessoas.

O blog tem sido o meu reflexo, com partilhas sinceras de momentos genuínos e silêncios profundos e espontâneos.

Aqui há uns tempos, numa conversa sobre a vida, objectivos e concretização de sonhos, alguém me dizia: “existem duas coisas que levam à ação - uma é a inspiração e a outra o desespero!”

Não podia estar mais de acordo! Sinto-me finalmente inspirada...

 

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Pausa... (fui só ali ser despedida mas volto já!)

Não foi um momento relaxante ou uma pausa kit kat, nem sequer fui de férias. Foi daquelas pausas forçadas que nos atiram para o chão e nos deixam lá pregados, sem forças, meio à toa como se nos tivessem acertado com um tijolo na cabeça…. Assim do nada!

Quando aos 42 anos és simplesmente dispensada das tuas funções sem qualquer explicação e só com uma frase “Tenho más notícias: o seu ordenado é muito acima da média e como tal não a podemos manter” e de um segundo para o outro vês te numa situação que simplesmente não sabes como gerir, como lidar e digerir… o sentimento de confusão e desilusão é inevitável.
Passamos a vida preocupados com tudo…. As contas, a casa, a arrumação, a aparência…. Insistimos em ter tudo no lugar e levamos a vida obcecados em colocar as coisas nos sítios… naqueles sítios que achamos que são os sítios delas. Como se as coisas não fossem só coisas e tivessem um sítio para estar.
Até que um dia, sem avisar, tudo muda (e desta vez foi, literalmente, sem avisar). 
Pode ser um acidente, uma doença, uma perda, um adeus, um desemprego, uma separação, pode ser um novo amor, um novo projeto, um reencontro ou um nascimento, que de um momento para o outro inverte todas as prioridades e possibilidades de simplesmente continuarmos a ser quem fomos. 
Fiz uma pausa…. para digerir e dar tempo, para que os sentimentos de revolta, de mágoa e indignação assentassem e retomassem os seus lugares dentro de mim.
É preciso acreditar, continuar a acreditar!
E quando é assim… sem pressas… está na hora de mudar de LUGAR!

A vida continua… e nós também.

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Sobre Mim

Olá! Criei este espaço para partilhar momentos, fotografias, viagens e locais que vou conhecendo. Todas as fotos publicadas são da autoria do 365dias... espero que gostem!

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