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365 dias

Hoje é dia de...

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 Pesos de tear romano no Museu Monográfico de Conimbriga  (Condeixa-a-Nova)

 

... ir a um museu, claro!

 

Com o objetivo de reforçar os laços dos museus com a sociedade, comemora-se mais uma vez o Dia Internacional dos Museus (18 de Maio) e a noite dos Museus (20 de Maio).

HOJE!!! É hoje que podemos entrar nos museus, palácios e monumentos à borla, tudo GRÁTIS... sim, ouviram bem, é gratis e à semelhança do que aconteceu o ano passado, vou aproveitar para conhecer alguns espaços museológicos da minha cidade, a preço 0€.

Para quem ainda não sabe, durante o dia de hoje, todos os Museus, Palácios e Monumentos pertencentes à rede da DGPC (Direção-Geral do Património Cultural) têm entrada GRATUITA. As comemorações prolongam-se até sábado e são acompanhadas por muitas atividades culturais diferentes da oferta habitual, que incluem: animações de rua, visitas temáticas, conferências, debates, espetáculos artísticos e workshops, proporcionando diversas experiências a públicos distintos.

 

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Museu Nacional dos Coches - encerrado a 26 de Abril, reabrirá a 20 de Maio com um novo projecto expositivo (Lisboa)

 

A noite dos Museus, no dia 20 de Maio, com entrada gratuita a partir das 18h00 nos Museus, Palácios e Monumentos da DGPC, é um excelente pretexto para sair de casa e passar uma noite única e diferente com os miúdos que têm um papel de destaque nas muitas atividades culturais preparadas para este dia.

Ressalva para o Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Museu Monográfico de Coimbra, Torre de Belém e Panteão Nacional que encerram no seu horário habitual.

 Para organizar a vossa visita consultem os programas  aqui e aqui.

 

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Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa)

 

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Museu Monográfico de Conimbriga (Cobdeixa-a-nova). Vejam mais aqui

 

Para quem quer fugir ao rebuliço da grande metrópole aqui fica uma sugestão mesmo às portas de Lisboa.

Cascais também se associou à comemoração destas datas, com a organização de muitas atividades entre os dias 16 e 21 de Maio, que contemplam um leque variado de público (desde os mais pequenos, às famílias e público em geral).

Destaque para a subida noturna à torre do Farol de Santa Marta, no dia 20 de Maio entre as 20h00 e as 23h00.

Esta é a única oportunidade do ano para subir ao farol durante a noite e pode ser fotografada livremente.

 

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Farol de Santa Marta (Cascais)

 

São cerca de 90 degraus que nos levam ao cimo da torre de um dos faróis mais emblemáticos desta vila.

E se  tempo ajudar, lá em cima obtemos uma vista única da baía de Cascais, da barra do Tejo e do vasto oceano atlântico. A entrada é gratuita e não necessita de marcação.

Também e ainda neste dia, a casa de Santa Maria, localizada mesmo ao lado do farol oferece um espetáculo de dança e yoga, neste espaço fantástico da autoria do arquiteto Raul Lino.

 

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Farol de Santa Marta e Casa de Santa Maria da autoria do arquitecto Raul Lino

 

Vejam mais informações sobre este dia aqui.

A oferta é muita e variada, o difícil vai ser mesmo escolher por onde começar!

 

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Com os olhos postos no Almada Negreiros

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Falta cerca de um mês para terminar a exposição “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno”, patente na Fundação Callouste Gulbenkian.

A exposição teve início a 03 de Fevereiro e termina já no próximo dia 05 de junho. 

Apressem-se todos aqueles que ainda não tiveram oportunidade de lá passar, porque é IM-PER-DÍ-VEL.

Acautelem-se os mais impacientes, pois das duas vezes que tentei lá ir, a fila era tal que dei meia volta e acabei a tarde a passear nos belíssimos jardins da Gulbenkian.

Confesso que uma das vezes estive mesmo, mesmo quase, a cair na tentação de me colocar na enorme fila que se formava no atrium, em frente à Galeria Principal.

Mas bastou recuar uns anos na minha memória para rapidamente mudar de ideias.

Em 2006 estive cerca de 2 horas especada numa fila à entrada do CCB para ver a exposição da Frida Kahlo e prometi a mim mesma que nunca mais cairia numa dessas.

A exposição era fantástica mas o excesso de publico, tirou grande parte do prazer que é ir a uma exposição. Acabei por ver as obras em bicos de pés, empoleirada no ombro de uma amiga, por cima de um monte de cabeças tão próximas das telas, que por momentos cheguei a pensar que as iam engolir. Percorri os corredores em rebanho e no fim suspirei de cansaço e disse cá para mim: “Nunca mais me apanham noutra!”

Mas como não há duas sem três, à terceira foi de vez. Lá consegui entrar, não havia filas e o recinto estava praticamente vazio.

 

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Não me vou alongar em grandes considerações e opiniões meramente pessoais, mas digo-vos a exposição está fantástica e vale mesmo a pena dar um saltinho à Gulbenkian para conhecer a extensa e variada obra de Almada Negreiros (1893-1970), considerado o pai do modernismo português.

Assim que entramos, escrita num painel, podemos ler uma das frases mais emblemáticas do artista - "Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século" - e é com os olhos postos no século onde viveu que iniciamos a exposição.

A extensão e enorme complexidade da obra de Almada Negreiros fez-me perceber que sabia muito pouco acerca do autor, que para além de artista plástico, foi performer, cenógrafo, ator, escritor e bailarino.

 

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A diversidade dos materiais com que trabalhou é outro ponto que salta à vista e nos deixa perplexos pela técnica e domínio de materiais tão diversos. Aqui encontramos obras a óleo, grafite, tinta-da-china, gesso, pinturas em mural, guache, escrita, narrativas gráficas, azulejo, ilustrações e até um vitral.

A exposição está distribuída por duas salas – na Galeria Principal e na Galeria do Piso Inferior – recheadas de muitas obras conhecidas e algumas obras inéditas como a lanterna mágica “O Naufrágio da Insua” de 1934, composta por 64 desenhos.

 

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São cerca de 400 trabalhos, que incluem pintura, dança, artes gráficas, desenho, conto, romance, teatro, ensaio, narrativa gráfica, poesia, pintura mural, cinema e o auto-retrato sempre tão presente na sua obra.

Almada Negreiros foi um dos grandes responsáveis pela introdução da modernidade nas letras e artes, em Portugal porque "ser moderno era ter a capacidade de olhar para o antigo com um olhar liberto de perconceitos acumulados por séculos de história" tão bem representado no ecletismo e excentricidade da sua obra.

Se puderem, não deixem de visitar.

 

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Informações:

A exposição está aberta ao público todos os dias entre as 10 e as 18h00, com exceção de terça-feira (a Fundação encerra às 3ª feiras). Às 5ª feiras e sábados o horário foi alargado até às 21h00.

O bilhete de adulto custa 5€ e a entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos. Os portadores de LX Card pagam 4€ e os jovens e Seniores 2,50€.

Para mais informações vejam aqui

 

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Ler Devagar porque Devagar se vai ao longe

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Esta livraria anda nas bocas do mundo.

Nos últimos anos tem sido referenciada um pouco por todo o lado. Fez parte da lista das 20 livrarias mais bonitas do mundo (Flavorwire), foi destaque no Louis Vuitton European City Guides e apareceu no guia da Taschen do New York Times como um dos 125 locais da Europa a visitar em 36 horas.

Mais recentemente o The Telegraph escolheu as 16 livrarias mais bonitas do mundo e a Ler Devagar, juntamente com a Livraria Lello (no Porto) figuram nessa lista.

Não sei como é que é com vocês mas se há sitio onde gosto de entrar é numa livraria. Então se for uma das mais bonitas do mundo, melhor ainda.

Todo aquele ambiente de livros amontoados em mesas ou arrumados em estantes, o cheiro a papel e o fervilhar de ideias que pairam no ar, fazem-me sempre querer viver cem anos para ter tempo de ler, pelo menos, alguns deles.

Nem sempre entro com o objetivo de comprar. Às vezes vou só mesmo bisbilhotar, ver o que se lê, olhar as novidades, relembrar as antigas e folhear alguns livros.

Apesar de ser uma adepta fervorosa das novas tecnologias, toda a espécie de gadgets, apps e afins, os livros continuam a ter um papel crucial e insubstituível na minha vida. 

Esta semana fui a Lisboa e como estava com tempo passei pela Ler Devagar, na LxFactory.

 

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A Ler Devagar nasceu no Bairro Alto, em 1999.

Em 2009 instalou-se no complexo do Lx Factory, em Alcântara no edifício da antiga gráfica Mirandela (que imprimia jornais como o Expresso, o Público e A Bola), onde se mantém até aos dias de hoje.

O espaço é único e inspirador. 

Do edifício original conservou a sua enorme máquina de impressão que divide o espaço em dois pisos.

No piso de cima existem dois bares/restaurante e uma galeria. É também aí que se encontra a exposição permanente do artista Pietro Prosérpio, responsável pela criação da carismática bicicleta voadora que se encontra suspensa no ar, no centro da sala e que se tornou na imagem de marca do espaço. Se apanharem o artista por lá, não deixem de ouvir as suas histórias.

Com as suas enormes estantes que cobrem as paredes de livros até ao teto, o recinto é constantemente dinamizado com uma vasta programação cultural que abrange concertos, exposições, debates, conferências, workshops, musica, teatro, entre outros.

 

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O ambiente é descontraído. Aqui não há a obrigação de comprar ou de consumir e é comum verem-se portugueses e estrangeiros entrarem no espaço só para o fotografar.

O local por si só, vale a visita, seja para comprar um livro, para conhecer o espaço da livraria, beber um café ou simplesmente sentar-se numa esplanada e absorver o ambiente de um dos sítios mais criativos e cool da cidade de Lisboa – a Lx Factory.

 

Fui me inspirar e pôr a leitura em dia!

E vocês já se inspiraram hoje?

 

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Cascais Vila Luminosa

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Running in Circles, Dancing in Waves - quando a luz toma forma e cor e parece ganhar corpo numa dança constante (Largo do Prior)

 

Está a decorrer em Cascais a 5ª edição do Lumina - Festival da Luz e é possível visitá-lo até amanhã.

Nós para não variar descemos até à vila pelo 3º ano consecutivo e deixámo-nos fascinar pelos cenários mágicos e os jogos de luz e cor. 

Durante os quatro dias que dura o evento as principais ruas e alguns parques foram invadidos por animais gigantes, flores luminosas, florestas encantadas, espaços de sombra e luz num percurso que nos leva a percorrer alguns dos pontos mais emblemáticos da vila. 

Existe um mapa e um percurso sequencial que guia os visitantes pelas 22 obras espalhadas num trajeto de aproximadamente três quilómetros.

O evento começa às 20h00 e termina às 24h00 e é gratuíto. Convém chegar cedo para conseguirem ver tudo com calma.

Tal como aconteceu no ano passado gostámos bastante.

 

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Os Coelhos gigantes da australiana Amanda Parer invadiram a baía de Cascais sob o tema Intrude

 

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Fachada da Casa das Histórias da Paula Rego

 

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No Octopus Garden, nos jardins do Museu do Mar podemos observar uma série de jogos de contraste entre luz e sombra

 

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 À esquerda, largo da Câmara projeções num edifício. À direita na fachada da Igreja da Misericórdia são os visitantes que escolhem o tema da projeção através de uma instalação interativa de multimédia

 

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 Adorei os vestidos feitos em fibra óptica que pareciam aparições esvoaçantes no escuro da noite no parque Marechal Carmona (à esquerda). À direita o Garden of Light na Marina de Cascais, junto à fortaleza

 

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No passeio D. Maria Pia, junto à estátua de D. Carlos assistimos a uma representação intitulada "Baile dos Candeeiros" onde os artistas interagem com o publico

 

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Video Mapping nas paredes exteriores da cidadela com a projeção de The Butterfly Light (Turismo de Macau)

 

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No parque Marechal Carmona os efeitos de luz e cor envolvem-nos num ambiente mágico e fazem-nos sentir numa floresta encantada (à esquerda). Já no fim do percurso encontramos uma instalação suspensa e luminosa designada por Photo Sensitive (à direita)

 

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 Espalhadas pelo parque Marechal Carmona as esculturas luminosas de vários animais domésticos e selvagens surpreendem quem passa

 

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Olá! Criei este espaço para partilhar momentos, fotografias, viagens e locais que vou conhecendo. Todas as fotos publicadas são da autoria do 365dias... espero que gostem!

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