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365 dias

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Que bem que se está no campo

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Quer seja para passar um fim-de-semana a dois ou para umas férias em família, o Alentejo continua a ser um dos locais de eleição de muitos lisboetas. Desta vez fomos até à barragem do Alqueva, visitar algumas zonas deste grande lago.

Mas hoje não vos vou falar da região, que por si só merece um post, mas sim de um pequeno turismo rural que encontrámos por acaso, enquanto andávamos à procura de um local simpático para passar a noite: a Horta da Coutada.

A Horta da Coutada é uma ótima opção para quem quer passar um fim-de-semana tranquilo na zona da grande albufeira do Alqueva. Está localizada perto do rio, não é excessivamente caro (existem algumas promoções que é preciso estar atento) e é um local muito giro. Calmo e sossegado, foge aos roteiros turísticos ou mais na moda, o que me agrada.

Em pleno Alentejo interior, situa-se no Ferragudo, na aldeia do Telheiro, a cerca de 900 metros do rio e a 1 Km da carismática vila de Monsaraz, onde se come maravilhosamente e se assiste a um fascinante pôr-do-sol.

O edifício foi reabilitado com os materiais tradicionais (pedra de xisto e cal), mantendo a traça original da arquitetura alentejana, com alguns apontamentos mais modernos.

Possui 3 quartos duplos e 2 suites, com casa de banho, ar condicionado, LCD e wireless. Os preços incluem o pequeno-almoço, acesso à piscina, jardim, horta e pomar biológicos, onde é permitido aos hóspedes apanhar para provar alguns frutos da época como os figos, romãs, peras, laranjas, limões doces, entre outros.

A quinta dispõe ainda de dois apartamentos (T1 e T2).

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O pequeno-almoço pode ser tomado no exterior, no alpendre (com vista sobre o jardim, piscina e pomar) ou na Sala do Jardim (antigo estábulo da quinta, agora restaurado e transformado num espaço interior simpático e acolhedor). Simples, delicioso e composto por produtos caseiros (compotas e bolos) e regionais (pão alentejano, queijos e enchidos), pode ser tomado até às 12h30.

 

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Alpendre  

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Vistas da piscina 

 

Os quartos são todos diferentes entre si e possuem uma decoração rústica e bem cuidada, composta por móveis e artesanato local.

No exterior somos envolvidos pelos cheiros frutados e florais. Passeámos pelo jardim que nos levou até ao pomar, visitámos a horta e a antiga nora e terminámos com um mergulho na piscina de água salgada.

 

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A quinta manteve alguns elementos originais, marcos da sua história e antiguidade, como é uma antiga nora, atualmente desativada.

Há redes e algumas áreas de lounge espalhadas pelo espaço para relaxar, ler um livro ou observar os milhares de estrelas que este céu, longe das luzes e da poluição nos oferece.

 

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A Horta da Coutada foi em tempos a quinta que dava apoio de água e bens alimentares às gentes vizinhas e ao Convento da Orada, localizado a uns escassos metros da mesma. 

 

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 Convento da Orada (séc. XVIII) encontrava-se encerrado e vedado ao público.

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 Entre a quinta da Horta da Coutada e o convento da Orada encontramos este cromoleque, representativo da cultura megalítica desta região

 

Destaca-se por último a disponibilidade e simpatia com que fomos recebidos e que nos fez sentir em casa.

 

Até à próxima!

 

Para mais informações consultem aqui 

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Évora e um fim de semana a dois para relaxar

 

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 Praça do Giraldo

 

É sempre bom voltar aos locais que nos fazem sentir bem e em casa. Évora é um desses lugares!

Situada no Alentejo, a meio caminho entre Lisboa e Espanha, Évora é uma dessas cidades onde sabe sempre tão bem voltar, vezes sem conta, por mais vezes que sejam.

Local de eleição do meu curso de mestrado, Évora traz-me sempre o cheiro da juventude, das tardes despreocupadas na esplanada à espera das aulas, onde se falava de tudo e nada, do calor abrasador nas noites de Verão e da imensidão do céu estrelado. Naquele tempo, em que o tempo era tudo o que tínhamos.

Mas agora o tempo voa e só tínhamos um fim-de-semana, algures por ali, no mês de Dezembro. Precisávamos de um local, que fosse perto de Lisboa, onde pudéssemos descansar, sem pressa para conhecer, porque já conheciamos e sabiamos onde ir e o que fazer. A ideia era apenas usufruir das calmas paisagens alentejanas, passear, comer, beber e respirar toda a tranquilidade do Alentejo.

Considerada Património Mundial, pela Unesco em 1986, Évora preserva dentro das suas muralhas, de forma quase inalterada a riqueza do seu património, em cada rua e edifício. Recuamos no tempo e deixamo-nos levar pelo espirito da cidade, percorrendo vagarosamente as ruas empedradas, que nos levam numa viagem pelos tempos…. dos romanos, aos edifícios medievais, aos palácios e conventos renascentistas.

 

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O centro histórico da cidade não é muito grande, o que permite percorre-lo a pé com alguma facilidade. Partindo da Praça do Giraldo, rapidamente chegamos à Sé (maior Catedral medieval do nosso país) e uns metros acima ao templo romano. Não muito longe dali, a Fundação Eugénio de Almeida, instalada no antigo edifício do Palácio da Inquisição, oferece aos visitantes uma panóplia de actividades artisticas e culturais.

 

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 Templo Romano

 

Se ainda não conhecem a Capela dos Ossos, na Igreja de S. Francisco, não deixem de a visitar, pois vale bem a pena.

Enquanto passeamos, aproveitamos para espreitar o artesanato da região, nas muitas lojas que ladeiam as ruas da cidade e onde encontramos uma grande variedade de produtos regionais, desde peças feitas em barro, ferro, cortiça, couro, pele e corno, às louças, rendas, tapeçarias e mobiliário. 

 

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 Artesanato da região

 

A gastronomia do Alentejo é por si só, uma boa razão para visitar a região e Évora não é excepção. 

Com uma vasta e rica oferta, optámos pelo Restaurante Adega do Alentejano, situado no centro da cidade.

A Adega do Alentejano é um restaurante típico, com uma decoração rustica, onde podemos provar várias especialidades da região, como as migas alentejanas, a sopa de cação, os pezinhos de porco de coentrada, a encharcada e o bolo de requeijão. Se for apreciador, peça um vinho alentejano, para acompanhar.

Começámos pelo paio, o presunto, o queijo e as deliciosas azeitonas da região, continuámos com uma Sopa de Tomate (verdadeira especialidade) e uns secretos. Para finalizar, porque um dia não são dias, perdemo-nos numa sericaia (doce típico alentejano).

 

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 Sopa de tomate / Adega do Alentejano

  

Ficámos alojados, no Hotel Vila Galé de Évora. Inaugurado em 2015, este hotel está situado fora das muralhas da cidade, a poucos minutos a pé, do centro histórico.

O hotel é moderno e confortável, decorado com vários quadros e motivos alusivos à vida e cultura alentejana.

 

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 Pormenor decorativo - Hotel Vila Galé Évora

 

O pequeno-almoço, é servido na sala de refeições, mas se o tempo permitir, não deixem de o tomar na esplanada, junto à piscina.

 

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 Hotel Vila Galé Évora - exterior

 

Aproveitámos a manhã para relaxar, no SPA, composto por uma piscina interior, sauna, banho turco e sala de massagem.

Soube que nem ginjas!

Regressámos a Lisboa ao fim da tarde, prontos e frescos para mais uma intensa semana de trabalho :)

 

 

Para ver: Templo romano, Praça do Giraldo, Capela dos Ossos na Igreja de S. Francisco, Sé (subida à torre, de onde se tem uma vista fantástica da cidade), o Aqueduto Água de Prata, Forúm Eugénio de Almeida, entre outros. Se tiverem tempo, podem ainda visitar o Cromelque e o Menir dos Almendres (nos arredores de Évora), do qual falarei mais tarde ou a Gruta do Escoural, onde podem ver gravuras paleolíticas.

O que levámos para casa: Biscoitos de azeite, uma garrafa de azeite da cartuxa da Fundação Eugénio de Almeida e uma dose extra de boa disposição!!!

 

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Olá! Criei este espaço para partilhar momentos, fotografias, viagens e locais que vou conhecendo. Todas as fotos publicadas são da autoria do 365dias... espero que gostem!

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