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365 dias

Banhos de água doce na praia do Agroal

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No fim-de-semana passado fomos queimar os últimos cartuchos do mês de Agosto. Depois da costa alentejana e de uns mergulhos salgados resolvemos ir conhecer algumas praias fluviais, contrariando a ideia de que só junto ao mar é que é possível fazer praia.

No geral são locais de lazer, calmos e tranquilos que conciliam a natureza, os passeios pedestres e as paisagens de fazer cortar a respiração com mergulhos refrescantes em espaços repletos de cor e contrastes naturais, onde o verde é a cor que perdomina.

A primeira praia que visitámos foi a praia do Agroal, localizada no rio Nabão (afluente do rio Zêzere), junto à nascente do Agroal, nas freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais, entre os concelhos de Ourém e Tomar, aqui delimitados por este rio.

O acesso é fácil e está sinalizado. Mas para quem não conhece a zona o melhor é usarem o GPS ou o Google Maps… em último caso, ao chegarem a Ourém sigam na direção do IC9 e peçam indicações aos locais, pois por ali todos conhecem a praia do Agroal.

O recinto é constituído por uma piscina fluvial com uma profundidade entre os 0,90 e os 2.70 metros de profundidade, construída junto à nascente do Agroal cujas águas frias são conhecidas pelas suas propriedades terapêuticas, outrora aconselhadas para o tratamento de doenças de estômago, intestinos e pele. O fundo da piscina é em gravilha o que torna as águas claras e cristalinas. A água é corrente e o seu excedente escoa pelo pequeno açude, para o leito do rio Nabão que passa mesmo ao seu lado.

Aqui a água é fria, tão fria que apesar de estarem 30 e muitos graus e o sitio convidar a um mergulho foi muito difícil entrar.

Apesar do rio e do verde que o envolve, a paisagem não é propriamente selvagem. Vê-se bem que a mão humana moldou o local e o transformou em função das suas necessidades.

 

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Ano após ano, a autarquia tem vindo a melhorar o espaço criando infraestruturas de apoio que oferecem algumas comodidades aos visitantes: parque de estacionamento, cafés/restaurante para petiscar ou almoçar, uma pensão para quem quiser pernoitar por aquelas bandas, casas-de-banho com balneário, chuveiros, mesas para piqueniques entre o arvoredo, um deck em madeira onde podemos estender a toalha e nadadores salvadores que vigiam os banhistas.
Quando chegámos o local estava apinhado de pessoas, na sua grande maioria portugueses residentes nos arredores e muitos no estrangeiro, que todos os anos ali retornam.  

 

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A piscina facilmente fica lotada e por isso há quem opte por ficar nas margens do rio, onde são permitidos os insufláveis e as canoas. Em alguns locais as margens foram preenchidas com areia tornando o local mais aprazível, principalmente para as crianças que se divertem a brincar com os seixos do rio e a observar os muitos peixes que por ali andam.

 

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Apesar de ser proibido pescar no rio, havia grupos de pessoas que junto da margem procuravam lagostins de água doce. Procuravam, encontravam, arrancavam-nos à força do seu meio ambiente e depositavam-nos em baldes juntos aos chapéus-de-sol.

Sítios como este merecem ser cuidados, preservados e respeitados no seu conjunto. A fauna e a flora dos locais são necessárias ao equilíbrio e beleza natural dos sítios, sendo essencial que o Homem respeite e ajude a preservar os mesmos, integrando-se na natureza com o mínimo de impacto possível e tomando consciência que lugares mortos, sem natureza são lugares estéreis e inúteis para todos nós.

Desabafos à parte seguimos para Tomar, onde jantámos e passámos a noite para no dia seguinte partirmos à descoberta de outras praias fluviais, mais selvagens e envolvidas na natureza.

Até amanhã!

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