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365 dias

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Quando nos faltam as palavras...

 

Os acontecimentos dos últimos dias deixaram-me com um nó na garganta... daqueles nós que nos deixam sem palavras, a olhar para dentro, sem saber o que dizer, sem saber o que pensar... desnorteados nas nossas certezas, perdidos nos nossos sonhos e projetos de cristal.

Quando os porquês não nos trazem as respostas e não nos devolvem os que partiram, nada parece fazer sentido e pouco adianta teorizar.

Não consegui evitar sentir-me frágil, vulnerável e tão pequena no meu nó mudo, que quase estrangula.

Continuamos a caminhar ao lado dos que amamos e trazemos dentro de nós: essa é a imortalidade da alma e a eternidade do amor.

 

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo

(Sophia de Melo Breyner)

 

 

... foram as palavras que encontrei para descrever o que sinto.

 

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Acampar com estilo

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Acampar é uma excelente opção para quem gosta de férias ao ar livre e estar em contacto com a natureza. É também uma boa opção para ir com os miúdos que aprendem a desenvolver tarefas, autonomia e cooperação.

Mas acampar não é para todos.

É preciso gostar e ter um espírito aberto para embarcar numa aventura destas, que requer alguma organização e planeamento, para que as coisas corram bem no terreno.

Os melhores meses para acampar são Junho e Setembro. Está calor, mas não em demasia, podemos ir à praia e fugimos das multidões dos meses de Julho e Agosto, permitindo aproveitar melhor o contacto com a natureza.

A única vez que fui em Agosto, jurei para nunca mais. Passei a noite a ouvir a respiração do senhor da tenda ao lado, que para além de ressonar que nem um urso ainda falava durante o sono.

Eu sou o verdadeiro não campista. Para dizer a verdade, só comecei a acampar há relativamente pouco tempo, porque achei que era um programa giro para fazer com a minha filha.

É claro que a miúda ADOROU, DELIROU, AMOU - e eu acabei por ter que comprar uma tenda e passei a acampar quase todos os anos. Mãe sofre!

Quem gosta de acampar sabe que é preciso entrar no espírito da coisa. Deixar os pormenores de lado, curtir a natureza e a liberdade que uma tenda e um fogareiro nos dá.

Para aqueles que acham que o campismo não é para eles ou que simplesmente querem fugir ao campismo tradicional, da tenda às costas, tachos e panelas, talheres de plástico e das adoráveis latas de atum, existem outras opções, menos cansativas, muito confortáveis e que garantem toda a magia da experiência.

Seja a dois ou em família porque não optar por fazer glamping?

 

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O glamping, não é mais do que acampar sem tenda própria e com muito menos logística. É uma espécie de upgrade do acampar, numa versão mais charmosa e menos trabalhosa do que a versão “casa às costas”.

O termo resulta da junção da palavra Glamour com Campingglamping é acampar com glamour ou se preferirem com charme. Trata-se de um turismo ecológico, que utiliza eco-estruturas, integradas no meio ambiente. O respeito e a comunhão com a natureza estão acima de tudo, que aliados ao conforto que estas estruturas oferecem, tornam a experiência inesquecível.

Em Portugal já existem muitos locais onde é possível fazer glamping, que tem como grande vantagem o não precisarmos de tenda própria, tornando esta atividade menos trabalhosa e dispendiosa (para quem não quer ter o investimento inicial de comprar a tenda e os restantes acessórios). Em alguns casos, o serviço inclui pequeno-almoço, mas também podem optar por continuar a preparar as vossas refeições no local.

A minha primeira experiência em glamping foi numa tenda típica da Mongólia ou Yurt, inserida numa quinta de turismo rural ecológico, ali para os lados de Tomar.

São tendas redondas e muito espaçosas, com uma janela no topo (uma espécie de clarabóia) que deixa entrar a claridade, dando a sensação de estarmos a dormir a céu aberto. Estas tendas eram originalmente usadas pelos pastores nómadas da Mongólia.

São compostas por uma estrutura interna de madeira, que é coberta por tela no exterior e tecido no interior, oferecendo uma boa proteção contra o calor e o frio. Este isolamento interior proporciona uma climatização do espaço, fazendo com que esta atividade não seja uma opção exclusiva do Verão.

A tenda estava mobilada com uma mobília rústica e um fogão a lenha para os dias mais frios de inverno.

 

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O glamping é uma alternativa divertida, confortável e menos cansativa para se fazer a dois ou com crianças, que vão adorar a ideia de dormir em cabanas.

Este ano não escapo a um acampamento tradicional e até já ando a comprar as latinhas de atum, mas faz parte dos meus planos passar um fim de semana a descansar por aí, algures perdida, numa cabana no meio de Portugal.

 

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10 Motivos para passar um fim de semana na Serra da Estrela

 

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O ano passado fui à Serra em Março e falei-vos disso aqui.

Este ano voltei em Abril.

Ainda apanhei um pouco de neve na torre, o que contrastou com as temperaturas altíssimas que se fizeram sentir na região da grande Lisboa, durante essa semana.

A serra é marcada pelos ciclos naturais e cada estação imprime-lhe características muito próprias.

No inverno, a neve e o branco cobrem a paisagem e dão-lhe um encanto especial. Mas é na Primavera e Outono, com temperaturas amenas e cores fabulosas, que a serra se transforma no paraíso para quem gosta da vida ao ar livre e de longas caminhadas no meio da natureza.

Como tenho alguma dificuldade em fazer uma seleção dos sitios mais giros (gosto de tantos), optei por listar 10 bons motivos e algumas ideias para um fim-de-semana na serra.

 

1. Subir à Torre

 

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A torre é o ponto mais alto da Serra da Estrela e também de Portugal Continental.

Com uma altitude de 1993 mt, é aqui que estão situadas as pistas de sky, o teleférico e onde a neve se demora mais. Há também um restaurante e lojas com produtos típicos da região.

Este é um ponto obrigatório para os amantes dos desportos de inverno. Durante o Verão, transforma-se num excelente local para passear e admirar a paisagem serrana.

Em pleno Abril, com um calor abrasador lá para os lados de Lisboa e depois de ter passado a semana inteira a levar a minha filha às aulas de surf em Carcavelos, estava longe de pensar que iria acabar a semana no topo da serra a fazer bonecos de neve.

Já não havia muita, é certo. As pistas estavam fechadas e o leve nevoeiro dava um ar meio misterioso e abandonado à estância, agora local de brincadeiras e muita diversão.

 

2. Observar a paisagem na Lagoa Comprida

 

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A caminho da torre não deixem de visitar a Lagoa Comprida. Com origem glaciar, é a maior lagoa da serra.

A construção da barragem no inicio do século XX, transformou-a no maior reservatório de água e no principal produtor de energia da região.

Aproveitem também para cumprimentar os cães da Serra que por lá andam. São meigos e dedicados aos donos mas, se sentirem a tentação de levar um deles para casa, lembrem-se que são animais grandes e precisam de algum espaço para se desenvolverem.

É um local de paragem obrigatória pelas vistas e riqueza paisagística.

 

3. Admirar a Senhora da Boa Estrela

 

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Na estrada que liga a torre à vila de Manteigas, encontramos esculpida numa enorme rocha uma imagem da Nossa Senhora, conhecida aqui por Senhora da Boa Estrela, padroeira dos pastores da Serra.

A escultura tem mais de 7 metros de altura e está situada no Covão do Boi, a 1850 metros de altitude.

Da autoria de António Duarte, foi inaugurada em 1946, como forma de homenagear a Santa protetora dos pastores da serra, que enfrentam há séculos as intempéries do clima da região.

As festividades de Nossa Senhora da Boa Estrela do Covão do Boi, realizam-se em Agosto, no segundo domingo do mês.

 

4. Passear no Covão D´ametade

 

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Se há sitio que adoro na serra, é este.

O covão d'ametade é um parque natural, localizado a 1425 mt de altitude e atravessado pelo rio Zêzere, que nasce aqui muito perto. Pertence ao concelho de Manteigas e está situado junto à estrada que liga a vila de Manteigas à Torre (km12).

O parque está preparado para receber visitantes, principalmente na Primavera e Verão quando as temperaturas convidam a passeios e piqueniques.

Tem churrasqueiras, mesas, casas de banho, locais para depositar o lixo e zona para acampar.

A paisagem parece tirada de um conto de fadas, com enormes árvores a acompanhar o rio e a pequena ponte em madeira que permite atravessa-lo. No inverno cobre-se de branco e parece que estamos num local tirado de uma passagem de um dos livros de Tolkien.

Quando lá estiverem, olhem para cima e contemplem a imponência e grandiosidade do Cântaro Magro (enorme afloramento granítico).

 

5. Conhecer o Museu do Pão em Seia

 

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Já há algum tempo que tinha curiosidade em visitar o Museu do Pão em Seia, na Quinta do Marrão.

É um museu privado que conta a história do pão, a sua evolução e importância ao longo dos tempos, com maior incidência em Portugal.

Na sua génese esteve o desejo de recolher, preservar e mostrar os objetos inerentes a esta atividade, do ponto de vista etnográfico, social, político, religioso, histórico e artístico.

Está dividido em várias salas expositivas: a sala do ciclo do pão (reconstrução do antigo ciclo tradicional do pão português); a sala da arte do pão (exposição de objetos artísticos inspirados no pão e na sua atividade); a sala do Pão Político, Social e Religioso (reconstituição da história do pão em Portugal, a sua evolução e importância entre 1640 e 1974) e o Espaço temático (sala reservada aos mais novos, com atividades didáticas e uma viagem imaginária ao ciclo do pão).

Para quem tem filhos pequenos a visita começa neste espaço temático, onde o ciclo do pão é explicado aos mais novos de forma sucinta, clara e divertida. No final, as crianças põem a mão na massa e levam uma recordação para casa, feita por elas.

O museu dispõe ainda de um restaurante, de um bar/café biblioteca e de uma mercearia, onde podem comprar pão e produtos típicos da região.

Como curiosidade fiquei a saber que o Museu do Pão em Seia é só o maior Museu do Pão em todo o mundo.

Todas e mais informações aqui.

 

6. Dar um mergulho na Praia Fluvial da Loriga

 

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No final do Verão passado visitei algumas praias fluviais na zona centro do país, que publiquei aqui aquiaqui e ainda aqui.

Agora foi a vez de conhecer a famosa praia fluvial de Loriga.

Localiza-se a 1km da povoação de Loriga, em pleno parque natural da Serra da Estrela.

A praia está bem sinalizada; partindo da aldeia de Loriga, sigam pela EN231 em direção a Alvoco da Serra e vão encontra-la do vosso lado esquerdo.

As águas são cristalinas e a paisagem é de cortar a respiração. Situada num vale glaciar, surge verticalizada em socalcos que formam pequenas piscinas ao longo do curso da ribeira da Courela.

O local dispõe de infraestruturas de apoio na época balnear: parque de estacionamento, balneários, casa de banho, bar, parque de merendas e até um pequeno parque infantil com baloiços.

Já foi distinguida pela Quercus como a praia com “Qualidade d'ouro”. Em 2012 ficou classificada nas 3 primeiras melhores praias no concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”. Desde então tem merecido a bandeira azul ano após ano.

Se pararem em Loriga, aproveitem para provar o Bolo Negro, típico desta aldeia que, apesar de não ser muito doce, é uma delicia.

 

7. Visitar a Aldeia de Cabeça

 

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A pequena aldeia de Cabeça, pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia e está situada a 530 metros de altitude, na margem direita da ribeira de Loriga (afluente do Rio Alva).

Ficou conhecida por ser a aldeia Natal. Isto porque, durante esta época, a aldeia enche-se de festa e animação.

As casas e as ruas são enfeitadas, com elementos provenienes da natureza (giestas, videiras e pinheiros) e luzes. Todo o trabalho é feito pelos moradores da aldeia, que durante a festa abrem as portas de suas casas para receberem os visitantes.

Ainda conserva muitas casas rústicas construídas em xisto.

Por curiosidade, Cabeça foi a primeira aldeia Led em Portugal, utilizando a tecnologia LED (emissão de luz por díodo) na sua iluminação, desperdiçando menos energia.

 

8. Almoçar trutas no Aguincho

 

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Já se imaginaram a pescar o vosso almoço?

No restaurante o Rei das Trutas, em plena serra, a 700 metros da pequena aldeia do Aguincho, isso é possível.

Não pesco nada do assunto, mas adorei a ideia.

O restaurante disponibiliza canas de pesca para quem queira pescar a sua refeição. De seguida o peixe é pesado e pode ser consumido no local ou levado para casa.

Junto à casa que é o restaurante, mesmo atrás da represa, existem vários tanques que não são mais do que os viveiros das trutas. À frente dessa represa está um lago para onde está virada a esplanada do estabelecimento.

A pequena aldeia do Aguincho é mais uma aldeia serrana, pertencente ao concelho de Seia. Está situada na margem direita da ribeira de Alvoco e é uma das cinco aldeias pertencentes à freguesia de Alvoco da Serra, da qual dista 8 km.

A aldeia do silêncio, como inicialmente lhe chamei, é muito pequena, composta por casas rústicas em pedra de xisto, algumas delas em visível estado de abandono e degradação.

Para além da paisagem, a calma que se sente, o silêncio das ruas, as águas e os banhos refrescantes em águas puras e límpidas, as trutas dos viveiros e os dias de puro descanso junto à natureza, não há muito mais a dizer desta aldeia serrana.

 

9. Respirar fundo no Vale de Rossim

 

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A Praia do Vale do Rossim é a praia mais alta de Portugal. Localiza-se junto ao maior vale glaciar da Europa, a 1437 metros de altitude, nas Penhas Douradas, no parque natural da Serra da Estrela.

Na época balnear, junto ao grande lago, há canoas, caiaques e gaivotas para alugar.

Existem também outras atividades que se podem praticar ao ar livre como slide, orientação, passeios pedestres, observação das aves, rappel, passeios de jipe, moto 4 e btt.

No local existe um restaurante, um bar lounge com música e esplanada, wi-fi, parque de campismo, yurts (tendas circulares de origem mongol) e uma imensidão de espaço para abraçar o universo.

 

10. Caminhar até à pedra Cabeça da Velha

 

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A cabeça da velha não é mais do que um afloramento granítico, com a forma de uma cabeça que faz lembrar uma velha.

Está localizada na aldeia Senhora do Desterro, na freguesia de S. Romão.

Á exceção de uma placa no inicio do percurso, o local está mal sinalizado, pelo que aconselho perguntarem na aldeia onde fica.

O caminho é feito por um trilho de terra batida, de inclinação mediana que pode ser feito a pé ou de carro. Vão encontrar muitas capelinhas pelo caminho.

Conta a lenda que na serra do penedo vivia, sob a tutela de um tio, uma jovem rica e bela que se apaixonou por um fidalgo pobre. O amor proibido gerou encontros secretos, ajudados pela velha aia da jovem. A cumplicidade entre a jovem e a aia era tal, que esta afirmou que se algum dia a traísse, desejaria que Deus a transformasse numa rocha.

Quis o destino que a velha aia, debaixo de grandes ameaças do tio, acabasse por trair a jovem, transformando-se assim na rocha que ainda hoje permanece no local.

Na Senhora do Desterro aproveitem para visitar a praia fluvial.

 

E vocês conhecem algum sitio especial na Serra?

 

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Gratidão

 

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Parece um cliché, mas às vezes devemos agradecer.

Nem que seja baixinho para nós mesmos, em tom de sussurro.

Agradecer um gesto, uma palavra, um abraço...

Agradecer o pôr-do-sol de ontem, na praia, porque hoje já está chuva.

Os risos sem sentido disparados por anedotas parvas e sem nexo.

Os passeios pela serra e aquela tarde na esplanada do Bar do Guincho a ver a noite cair.

 

Este post é para ti,

Sim, é para ti.

Não é uma declaração de amor, ou uma ode à amizade, mas uma forma de dizer OBRIGADA.

Por estares quando preciso, por me ajudares quando tropeço e acima de tudo por me teres dado a mão, com força, quando mais precisei.

Por teres cruzado o meu caminho, quase sem querer, e acreditares em mim SEMPRE

Sim, este post é para ti e é sobre a GRATIDÃO

 

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Fruta e mais fruta - uma dose extra de cor e sabor no nosso dia

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A receita é simples, pratica e saudável. Ou melhor, não há receita é combinar as frutas que mais gostamos, coloca-las num frasco e come-las onde nos apetecer. Na praia, no trabalho, na escola, no parque ou mesmo à secretária.

A minha filha almoça todos os dias na escola e por opção minha leva comida de casa. Dá um pouco mais de trabalho, mas compensa em bem-estar.

Desta forma sei sempre o que ela come em qualidade e quantidade.

Tento ao máximo que leve coisas praticas, saudáveis e apetecíveis, mas a miúda ao contrário de mim, foge dos vegetais como o diabo foge da cruz e não gosta de fruta.

Comecei então a pensar em formas criativas de impingir-lhe aquilo que menos gosta: enfrascar a fruta foi uma delas.

E fiquei fã....  das milhares de combinações saudáveis e saborosas que servem de lanches, sobremesas ou snacks para petiscar entre as refeições.

O vidro conserva melhor os alimentos, é mais saudável e muito mais prático do que os recipientes em plástico.

Ela acha piada e as amigas também. Ainda não sei ao certo quem é que come a fruta, mas o frasco passou a vir vazio para casa.

Também podem fazer com saladas.

Fica a dica para os dias de calor, as idas à praia, as marmitas dos miúdos ou mesmo os almoços no dia-a-dia de trabalho.

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Hoje é dia de...

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 Pesos de tear romano no Museu Monográfico de Conimbriga  (Condeixa-a-Nova)

 

... ir a um museu, claro!

 

Com o objetivo de reforçar os laços dos museus com a sociedade, comemora-se mais uma vez o Dia Internacional dos Museus (18 de Maio) e a noite dos Museus (20 de Maio).

HOJE!!! É hoje que podemos entrar nos museus, palácios e monumentos à borla, tudo GRÁTIS... sim, ouviram bem, é gratis e à semelhança do que aconteceu o ano passado, vou aproveitar para conhecer alguns espaços museológicos da minha cidade, a preço 0€.

Para quem ainda não sabe, durante o dia de hoje, todos os Museus, Palácios e Monumentos pertencentes à rede da DGPC (Direção-Geral do Património Cultural) têm entrada GRATUITA. As comemorações prolongam-se até sábado e são acompanhadas por muitas atividades culturais diferentes da oferta habitual, que incluem: animações de rua, visitas temáticas, conferências, debates, espetáculos artísticos e workshops, proporcionando diversas experiências a públicos distintos.

 

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Museu Nacional dos Coches - encerrado a 26 de Abril, reabrirá a 20 de Maio com um novo projecto expositivo (Lisboa)

 

A noite dos Museus, no dia 20 de Maio, com entrada gratuita a partir das 18h00 nos Museus, Palácios e Monumentos da DGPC, é um excelente pretexto para sair de casa e passar uma noite única e diferente com os miúdos que têm um papel de destaque nas muitas atividades culturais preparadas para este dia.

Ressalva para o Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Museu Monográfico de Coimbra, Torre de Belém e Panteão Nacional que encerram no seu horário habitual.

 Para organizar a vossa visita consultem os programas  aqui e aqui.

 

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Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa)

 

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Museu Monográfico de Conimbriga (Cobdeixa-a-nova). Vejam mais aqui

 

Para quem quer fugir ao rebuliço da grande metrópole aqui fica uma sugestão mesmo às portas de Lisboa.

Cascais também se associou à comemoração destas datas, com a organização de muitas atividades entre os dias 16 e 21 de Maio, que contemplam um leque variado de público (desde os mais pequenos, às famílias e público em geral).

Destaque para a subida noturna à torre do Farol de Santa Marta, no dia 20 de Maio entre as 20h00 e as 23h00.

Esta é a única oportunidade do ano para subir ao farol durante a noite e pode ser fotografada livremente.

 

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Farol de Santa Marta (Cascais)

 

São cerca de 90 degraus que nos levam ao cimo da torre de um dos faróis mais emblemáticos desta vila.

E se  tempo ajudar, lá em cima obtemos uma vista única da baía de Cascais, da barra do Tejo e do vasto oceano atlântico. A entrada é gratuita e não necessita de marcação.

Também e ainda neste dia, a casa de Santa Maria, localizada mesmo ao lado do farol oferece um espetáculo de dança e yoga, neste espaço fantástico da autoria do arquiteto Raul Lino.

 

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Farol de Santa Marta e Casa de Santa Maria da autoria do arquitecto Raul Lino

 

Vejam mais informações sobre este dia aqui.

A oferta é muita e variada, o difícil vai ser mesmo escolher por onde começar!

 

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Dia da Mãe

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Há coisas que não têm preço.

Simplesmente não se compram e não se encontram à venda.... conquistam-se e alimentam-se.

O amor é uma delas e o amor que temos pelos nossos filhos é talvez a forma mais pura e incondicional de amar alguém.

Amamos porque amamos e não precisamos de qualquer justificação para explicar esse amor, que a dada altura entrou nas nossas vidas.

É um amor que não prende, um amor que não exige, um amor que apenas ama, se alimenta e vive desse amar.

É um amor que não tem medo, um amor valente e forte, capaz de enfrentar tudo e todos.

É um amor que aceita, um amor que fica, que se entranha em nós e nunca mais nos larga.

Sou mãe de uma adolescente de 13 anos.

E se há alguém que me ensina a ser uma pessoa melhor todos os dias, essa pessoa é ela.

E se há alguém que me faz sentir especial todos os dias, essa pessoa é ela.

Só porque sim, só porque existe.

Crescer leva tempo e o tempo que passamos com eles é talvez o maior investimento que podemos fazer e o maior bem que lhes podemos dar.

Sempre que posso vou buscá-la à escola. Ela ao ver-me, sorri, olha para as amigas e diz em tom orgulhoso: “É a minha mãe!”

O meu coração enche-se e fica do tamanho do mundo. Eu continuo a ser só a mãe, mas as palavras dela ampliam-me e fazem-me sentir a pessoa mais importante do mundo.

E porque no próximo domingo é o dia da mãe, desejo um Dia muito feliz às pessoas mais importantes do MUNDO …. as mães .... solteiras, casadas, viúvas, biológicas ou de coração, porque ser mãe é muito mais do que colocar uma criança no mundo.

 

Feliz dia da Mãe!

 

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Com os olhos postos no Almada Negreiros

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Falta cerca de um mês para terminar a exposição “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno”, patente na Fundação Callouste Gulbenkian.

A exposição teve início a 03 de Fevereiro e termina já no próximo dia 05 de junho. 

Apressem-se todos aqueles que ainda não tiveram oportunidade de lá passar, porque é IM-PER-DÍ-VEL.

Acautelem-se os mais impacientes, pois das duas vezes que tentei lá ir, a fila era tal que dei meia volta e acabei a tarde a passear nos belíssimos jardins da Gulbenkian.

Confesso que uma das vezes estive mesmo, mesmo quase, a cair na tentação de me colocar na enorme fila que se formava no atrium, em frente à Galeria Principal.

Mas bastou recuar uns anos na minha memória para rapidamente mudar de ideias.

Em 2006 estive cerca de 2 horas especada numa fila à entrada do CCB para ver a exposição da Frida Kahlo e prometi a mim mesma que nunca mais cairia numa dessas.

A exposição era fantástica mas o excesso de publico, tirou grande parte do prazer que é ir a uma exposição. Acabei por ver as obras em bicos de pés, empoleirada no ombro de uma amiga, por cima de um monte de cabeças tão próximas das telas, que por momentos cheguei a pensar que as iam engolir. Percorri os corredores em rebanho e no fim suspirei de cansaço e disse cá para mim: “Nunca mais me apanham noutra!”

Mas como não há duas sem três, à terceira foi de vez. Lá consegui entrar, não havia filas e o recinto estava praticamente vazio.

 

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Não me vou alongar em grandes considerações e opiniões meramente pessoais, mas digo-vos a exposição está fantástica e vale mesmo a pena dar um saltinho à Gulbenkian para conhecer a extensa e variada obra de Almada Negreiros (1893-1970), considerado o pai do modernismo português.

Assim que entramos, escrita num painel, podemos ler uma das frases mais emblemáticas do artista - "Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século" - e é com os olhos postos no século onde viveu que iniciamos a exposição.

A extensão e enorme complexidade da obra de Almada Negreiros fez-me perceber que sabia muito pouco acerca do autor, que para além de artista plástico, foi performer, cenógrafo, ator, escritor e bailarino.

 

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A diversidade dos materiais com que trabalhou é outro ponto que salta à vista e nos deixa perplexos pela técnica e domínio de materiais tão diversos. Aqui encontramos obras a óleo, grafite, tinta-da-china, gesso, pinturas em mural, guache, escrita, narrativas gráficas, azulejo, ilustrações e até um vitral.

A exposição está distribuída por duas salas – na Galeria Principal e na Galeria do Piso Inferior – recheadas de muitas obras conhecidas e algumas obras inéditas como a lanterna mágica “O Naufrágio da Insua” de 1934, composta por 64 desenhos.

 

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São cerca de 400 trabalhos, que incluem pintura, dança, artes gráficas, desenho, conto, romance, teatro, ensaio, narrativa gráfica, poesia, pintura mural, cinema e o auto-retrato sempre tão presente na sua obra.

Almada Negreiros foi um dos grandes responsáveis pela introdução da modernidade nas letras e artes, em Portugal porque "ser moderno era ter a capacidade de olhar para o antigo com um olhar liberto de perconceitos acumulados por séculos de história" tão bem representado no ecletismo e excentricidade da sua obra.

Se puderem, não deixem de visitar.

 

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Informações:

A exposição está aberta ao público todos os dias entre as 10 e as 18h00, com exceção de terça-feira (a Fundação encerra às 3ª feiras). Às 5ª feiras e sábados o horário foi alargado até às 21h00.

O bilhete de adulto custa 5€ e a entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos. Os portadores de LX Card pagam 4€ e os jovens e Seniores 2,50€.

Para mais informações vejam aqui

 

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Ler Devagar porque Devagar se vai ao longe

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Esta livraria anda nas bocas do mundo.

Nos últimos anos tem sido referenciada um pouco por todo o lado. Fez parte da lista das 20 livrarias mais bonitas do mundo (Flavorwire), foi destaque no Louis Vuitton European City Guides e apareceu no guia da Taschen do New York Times como um dos 125 locais da Europa a visitar em 36 horas.

Mais recentemente o The Telegraph escolheu as 16 livrarias mais bonitas do mundo e a Ler Devagar, juntamente com a Livraria Lello (no Porto) figuram nessa lista.

Não sei como é que é com vocês mas se há sitio onde gosto de entrar é numa livraria. Então se for uma das mais bonitas do mundo, melhor ainda.

Todo aquele ambiente de livros amontoados em mesas ou arrumados em estantes, o cheiro a papel e o fervilhar de ideias que pairam no ar, fazem-me sempre querer viver cem anos para ter tempo de ler, pelo menos, alguns deles.

Nem sempre entro com o objetivo de comprar. Às vezes vou só mesmo bisbilhotar, ver o que se lê, olhar as novidades, relembrar as antigas e folhear alguns livros.

Apesar de ser uma adepta fervorosa das novas tecnologias, toda a espécie de gadgets, apps e afins, os livros continuam a ter um papel crucial e insubstituível na minha vida. 

Esta semana fui a Lisboa e como estava com tempo passei pela Ler Devagar, na LxFactory.

 

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A Ler Devagar nasceu no Bairro Alto, em 1999.

Em 2009 instalou-se no complexo do Lx Factory, em Alcântara no edifício da antiga gráfica Mirandela (que imprimia jornais como o Expresso, o Público e A Bola), onde se mantém até aos dias de hoje.

O espaço é único e inspirador. 

Do edifício original conservou a sua enorme máquina de impressão que divide o espaço em dois pisos.

No piso de cima existem dois bares/restaurante e uma galeria. É também aí que se encontra a exposição permanente do artista Pietro Prosérpio, responsável pela criação da carismática bicicleta voadora que se encontra suspensa no ar, no centro da sala e que se tornou na imagem de marca do espaço. Se apanharem o artista por lá, não deixem de ouvir as suas histórias.

Com as suas enormes estantes que cobrem as paredes de livros até ao teto, o recinto é constantemente dinamizado com uma vasta programação cultural que abrange concertos, exposições, debates, conferências, workshops, musica, teatro, entre outros.

 

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O ambiente é descontraído. Aqui não há a obrigação de comprar ou de consumir e é comum verem-se portugueses e estrangeiros entrarem no espaço só para o fotografar.

O local por si só, vale a visita, seja para comprar um livro, para conhecer o espaço da livraria, beber um café ou simplesmente sentar-se numa esplanada e absorver o ambiente de um dos sítios mais criativos e cool da cidade de Lisboa – a Lx Factory.

 

Fui me inspirar e pôr a leitura em dia!

E vocês já se inspiraram hoje?

 

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Uma caminhada pelo trilho das Cascatas do Rio Mourão

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Nietzsche dizia que caminhar ajudava a encontrar as ideias e a encontrarmo-nos a nós mesmos.

Verdade ou não uma das resoluções de início de ano foi a de tentar fazer uma caminhada uma vez por semana (no mínimo)... de preferência no meio da natureza.

Este fim de semana não foi exceção e mais uma vez Sintra foi o cenário escolhido.

A caminhada começou junto às cascatas do Rio Mourão em Sintra, estendeu-se pelas suas imediações e durou cerca de 1 hora.

Para quem não conhece, as cascatas estão localizadas no Vale da Ribeira do Mourão (afluente do rio Lizandro), entre as aldeias de Anços e Maceira na freguesia de Montelavar (concelho de Sintra).

Distam 30 km de Cascais e uns 35 km de Lisboa. Para lá chegar basta seguir a estrada que liga Pêro Pinheiro a Negrais, virar para a aldeia de Anços e na rua principal procurar a sinalização indicativa de cascatas, escrita numa pedra.

A partir daqui, depois de estacionar o carro, é só seguir as indicações dos trilhos pedestres.

 

SinalBlog.jpgdescida.jpg

 

Por trilhos de terra batida, bem definidos e propositadamente preparados para o efeito, descemos até ao Vale do Rio Mourão.

O piso é bom embora, por vezes, haja alguns troços mais irregulares que podem dificultar o percurso a crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida.

Na área envolvente à cascata encontrámos algumas ruínas de azenhas e restos de mós, representantes genuínos da antiga atividade do local.

Ao chegar lá abaixo somos surpreendidos por um cenário idílico que nunca esperámos encontrar aqui tão perto, mesmo às portas de Lisboa.

 

escarpa.jpgVistaGeral.jpg

 

O local é maravilhoso.

O verde é a cor dominante e ao fundo no alto do rochedo surge a cascata.

Rodeada de vegetação exuberante a cascata forma à sua frente uma pequena lagoa onde, sob os olhares atentos dos pais, algumas crianças brincam.

 

VistaGeralCasc.jpgCascata.jpg

 

Ficámos por ali a ouvir a água cair e a aproveitar o silêncio da hora.

Até que o cenário se transformou em palco de mergulhos, piqueniques improvisados e muitas brincadeiras.

Estava na hora de continuar. Seguimos caminho junto ao rio acompanhados pelo som da água, as cores dos lírios e a presença das pequenas rãs que volta e meia atravessavam o nosso caminho.

 

rock.jpg

 

O local não é propriamente desconhecido portanto se quiserem usufruir de alguma calma evitem os fins-de-semana.

Levem água, calçado confortável e fato de banho para dar uns mergulhos.

Como curiosidade: o local serviu de cenário ao genérico da novela da TVI “Jardins Proibidos” e a uma das cenas da novela “O Beijo do Escorpião”.

 

Boas caminhadas!

 

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