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365 dias

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Fruta e mais fruta - uma dose extra de cor e sabor no nosso dia

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A receita é simples, pratica e saudável. Ou melhor, não há receita é combinar as frutas que mais gostamos, coloca-las num frasco e come-las onde nos apetecer. Na praia, no trabalho, na escola, no parque ou mesmo à secretária.

A minha filha almoça todos os dias na escola e por opção minha leva comida de casa. Dá um pouco mais de trabalho, mas compensa em bem-estar.

Desta forma sei sempre o que ela come em qualidade e quantidade.

Tento ao máximo que leve coisas praticas, saudáveis e apetecíveis, mas a miúda ao contrário de mim, foge dos vegetais como o diabo foge da cruz e não gosta de fruta.

Comecei então a pensar em formas criativas de impingir-lhe aquilo que menos gosta: enfrascar a fruta foi uma delas.

E fiquei fã....  das milhares de combinações saudáveis e saborosas que servem de lanches, sobremesas ou snacks para petiscar entre as refeições.

O vidro conserva melhor os alimentos, é mais saudável e muito mais prático do que os recipientes em plástico.

Ela acha piada e as amigas também. Ainda não sei ao certo quem é que come a fruta, mas o frasco passou a vir vazio para casa.

Também podem fazer com saladas.

Fica a dica para os dias de calor, as idas à praia, as marmitas dos miúdos ou mesmo os almoços no dia-a-dia de trabalho.

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Hoje é dia de...

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 Pesos de tear romano no Museu Monográfico de Conimbriga  (Condeixa-a-Nova)

 

... ir a um museu, claro!

 

Com o objetivo de reforçar os laços dos museus com a sociedade, comemora-se mais uma vez o Dia Internacional dos Museus (18 de Maio) e a noite dos Museus (20 de Maio).

HOJE!!! É hoje que podemos entrar nos museus, palácios e monumentos à borla, tudo GRÁTIS... sim, ouviram bem, é gratis e à semelhança do que aconteceu o ano passado, vou aproveitar para conhecer alguns espaços museológicos da minha cidade, a preço 0€.

Para quem ainda não sabe, durante o dia de hoje, todos os Museus, Palácios e Monumentos pertencentes à rede da DGPC (Direção-Geral do Património Cultural) têm entrada GRATUITA. As comemorações prolongam-se até sábado e são acompanhadas por muitas atividades culturais diferentes da oferta habitual, que incluem: animações de rua, visitas temáticas, conferências, debates, espetáculos artísticos e workshops, proporcionando diversas experiências a públicos distintos.

 

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Museu Nacional dos Coches - encerrado a 26 de Abril, reabrirá a 20 de Maio com um novo projecto expositivo (Lisboa)

 

A noite dos Museus, no dia 20 de Maio, com entrada gratuita a partir das 18h00 nos Museus, Palácios e Monumentos da DGPC, é um excelente pretexto para sair de casa e passar uma noite única e diferente com os miúdos que têm um papel de destaque nas muitas atividades culturais preparadas para este dia.

Ressalva para o Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Museu Monográfico de Coimbra, Torre de Belém e Panteão Nacional que encerram no seu horário habitual.

 Para organizar a vossa visita consultem os programas  aqui e aqui.

 

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Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa)

 

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Museu Monográfico de Conimbriga (Cobdeixa-a-nova). Vejam mais aqui

 

Para quem quer fugir ao rebuliço da grande metrópole aqui fica uma sugestão mesmo às portas de Lisboa.

Cascais também se associou à comemoração destas datas, com a organização de muitas atividades entre os dias 16 e 21 de Maio, que contemplam um leque variado de público (desde os mais pequenos, às famílias e público em geral).

Destaque para a subida noturna à torre do Farol de Santa Marta, no dia 20 de Maio entre as 20h00 e as 23h00.

Esta é a única oportunidade do ano para subir ao farol durante a noite e pode ser fotografada livremente.

 

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Farol de Santa Marta (Cascais)

 

São cerca de 90 degraus que nos levam ao cimo da torre de um dos faróis mais emblemáticos desta vila.

E se  tempo ajudar, lá em cima obtemos uma vista única da baía de Cascais, da barra do Tejo e do vasto oceano atlântico. A entrada é gratuita e não necessita de marcação.

Também e ainda neste dia, a casa de Santa Maria, localizada mesmo ao lado do farol oferece um espetáculo de dança e yoga, neste espaço fantástico da autoria do arquiteto Raul Lino.

 

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Farol de Santa Marta e Casa de Santa Maria da autoria do arquitecto Raul Lino

 

Vejam mais informações sobre este dia aqui.

A oferta é muita e variada, o difícil vai ser mesmo escolher por onde começar!

 

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Dia da Mãe

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Há coisas que não têm preço.

Simplesmente não se compram e não se encontram à venda.... conquistam-se e alimentam-se.

O amor é uma delas e o amor que temos pelos nossos filhos é talvez a forma mais pura e incondicional de amar alguém.

Amamos porque amamos e não precisamos de qualquer justificação para explicar esse amor, que a dada altura entrou nas nossas vidas.

É um amor que não prende, um amor que não exige, um amor que apenas ama, se alimenta e vive desse amar.

É um amor que não tem medo, um amor valente e forte, capaz de enfrentar tudo e todos.

É um amor que aceita, um amor que fica, que se entranha em nós e nunca mais nos larga.

Sou mãe de uma adolescente de 13 anos.

E se há alguém que me ensina a ser uma pessoa melhor todos os dias, essa pessoa é ela.

E se há alguém que me faz sentir especial todos os dias, essa pessoa é ela.

Só porque sim, só porque existe.

Crescer leva tempo e o tempo que passamos com eles é talvez o maior investimento que podemos fazer e o maior bem que lhes podemos dar.

Sempre que posso vou buscá-la à escola. Ela ao ver-me, sorri, olha para as amigas e diz em tom orgulhoso: “É a minha mãe!”

O meu coração enche-se e fica do tamanho do mundo. Eu continuo a ser só a mãe, mas as palavras dela ampliam-me e fazem-me sentir a pessoa mais importante do mundo.

E porque no próximo domingo é o dia da mãe, desejo um Dia muito feliz às pessoas mais importantes do MUNDO …. as mães .... solteiras, casadas, viúvas, biológicas ou de coração, porque ser mãe é muito mais do que colocar uma criança no mundo.

 

Feliz dia da Mãe!

 

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Com os olhos postos no Almada Negreiros

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Falta cerca de um mês para terminar a exposição “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno”, patente na Fundação Callouste Gulbenkian.

A exposição teve início a 03 de Fevereiro e termina já no próximo dia 05 de junho. 

Apressem-se todos aqueles que ainda não tiveram oportunidade de lá passar, porque é IM-PER-DÍ-VEL.

Acautelem-se os mais impacientes, pois das duas vezes que tentei lá ir, a fila era tal que dei meia volta e acabei a tarde a passear nos belíssimos jardins da Gulbenkian.

Confesso que uma das vezes estive mesmo, mesmo quase, a cair na tentação de me colocar na enorme fila que se formava no atrium, em frente à Galeria Principal.

Mas bastou recuar uns anos na minha memória para rapidamente mudar de ideias.

Em 2006 estive cerca de 2 horas especada numa fila à entrada do CCB para ver a exposição da Frida Kahlo e prometi a mim mesma que nunca mais cairia numa dessas.

A exposição era fantástica mas o excesso de publico, tirou grande parte do prazer que é ir a uma exposição. Acabei por ver as obras em bicos de pés, empoleirada no ombro de uma amiga, por cima de um monte de cabeças tão próximas das telas, que por momentos cheguei a pensar que as iam engolir. Percorri os corredores em rebanho e no fim suspirei de cansaço e disse cá para mim: “Nunca mais me apanham noutra!”

Mas como não há duas sem três, à terceira foi de vez. Lá consegui entrar, não havia filas e o recinto estava praticamente vazio.

 

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Não me vou alongar em grandes considerações e opiniões meramente pessoais, mas digo-vos a exposição está fantástica e vale mesmo a pena dar um saltinho à Gulbenkian para conhecer a extensa e variada obra de Almada Negreiros (1893-1970), considerado o pai do modernismo português.

Assim que entramos, escrita num painel, podemos ler uma das frases mais emblemáticas do artista - "Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século" - e é com os olhos postos no século onde viveu que iniciamos a exposição.

A extensão e enorme complexidade da obra de Almada Negreiros fez-me perceber que sabia muito pouco acerca do autor, que para além de artista plástico, foi performer, cenógrafo, ator, escritor e bailarino.

 

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A diversidade dos materiais com que trabalhou é outro ponto que salta à vista e nos deixa perplexos pela técnica e domínio de materiais tão diversos. Aqui encontramos obras a óleo, grafite, tinta-da-china, gesso, pinturas em mural, guache, escrita, narrativas gráficas, azulejo, ilustrações e até um vitral.

A exposição está distribuída por duas salas – na Galeria Principal e na Galeria do Piso Inferior – recheadas de muitas obras conhecidas e algumas obras inéditas como a lanterna mágica “O Naufrágio da Insua” de 1934, composta por 64 desenhos.

 

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São cerca de 400 trabalhos, que incluem pintura, dança, artes gráficas, desenho, conto, romance, teatro, ensaio, narrativa gráfica, poesia, pintura mural, cinema e o auto-retrato sempre tão presente na sua obra.

Almada Negreiros foi um dos grandes responsáveis pela introdução da modernidade nas letras e artes, em Portugal porque "ser moderno era ter a capacidade de olhar para o antigo com um olhar liberto de perconceitos acumulados por séculos de história" tão bem representado no ecletismo e excentricidade da sua obra.

Se puderem, não deixem de visitar.

 

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Informações:

A exposição está aberta ao público todos os dias entre as 10 e as 18h00, com exceção de terça-feira (a Fundação encerra às 3ª feiras). Às 5ª feiras e sábados o horário foi alargado até às 21h00.

O bilhete de adulto custa 5€ e a entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos. Os portadores de LX Card pagam 4€ e os jovens e Seniores 2,50€.

Para mais informações vejam aqui

 

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Ler Devagar porque Devagar se vai ao longe

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Esta livraria anda nas bocas do mundo.

Nos últimos anos tem sido referenciada um pouco por todo o lado. Fez parte da lista das 20 livrarias mais bonitas do mundo (Flavorwire), foi destaque no Louis Vuitton European City Guides e apareceu no guia da Taschen do New York Times como um dos 125 locais da Europa a visitar em 36 horas.

Mais recentemente o The Telegraph escolheu as 16 livrarias mais bonitas do mundo e a Ler Devagar, juntamente com a Livraria Lello (no Porto) figuram nessa lista.

Não sei como é que é com vocês mas se há sitio onde gosto de entrar é numa livraria. Então se for uma das mais bonitas do mundo, melhor ainda.

Todo aquele ambiente de livros amontoados em mesas ou arrumados em estantes, o cheiro a papel e o fervilhar de ideias que pairam no ar, fazem-me sempre querer viver cem anos para ter tempo de ler, pelo menos, alguns deles.

Nem sempre entro com o objetivo de comprar. Às vezes vou só mesmo bisbilhotar, ver o que se lê, olhar as novidades, relembrar as antigas e folhear alguns livros.

Apesar de ser uma adepta fervorosa das novas tecnologias, toda a espécie de gadgets, apps e afins, os livros continuam a ter um papel crucial e insubstituível na minha vida. 

Esta semana fui a Lisboa e como estava com tempo passei pela Ler Devagar, na LxFactory.

 

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A Ler Devagar nasceu no Bairro Alto, em 1999.

Em 2009 instalou-se no complexo do Lx Factory, em Alcântara no edifício da antiga gráfica Mirandela (que imprimia jornais como o Expresso, o Público e A Bola), onde se mantém até aos dias de hoje.

O espaço é único e inspirador. 

Do edifício original conservou a sua enorme máquina de impressão que divide o espaço em dois pisos.

No piso de cima existem dois bares/restaurante e uma galeria. É também aí que se encontra a exposição permanente do artista Pietro Prosérpio, responsável pela criação da carismática bicicleta voadora que se encontra suspensa no ar, no centro da sala e que se tornou na imagem de marca do espaço. Se apanharem o artista por lá, não deixem de ouvir as suas histórias.

Com as suas enormes estantes que cobrem as paredes de livros até ao teto, o recinto é constantemente dinamizado com uma vasta programação cultural que abrange concertos, exposições, debates, conferências, workshops, musica, teatro, entre outros.

 

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O ambiente é descontraído. Aqui não há a obrigação de comprar ou de consumir e é comum verem-se portugueses e estrangeiros entrarem no espaço só para o fotografar.

O local por si só, vale a visita, seja para comprar um livro, para conhecer o espaço da livraria, beber um café ou simplesmente sentar-se numa esplanada e absorver o ambiente de um dos sítios mais criativos e cool da cidade de Lisboa – a Lx Factory.

 

Fui me inspirar e pôr a leitura em dia!

E vocês já se inspiraram hoje?

 

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Uma caminhada pelo trilho das Cascatas do Rio Mourão

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Nietzsche dizia que caminhar ajudava a encontrar as ideias e a encontrarmo-nos a nós mesmos.

Verdade ou não uma das resoluções de início de ano foi a de tentar fazer uma caminhada uma vez por semana (no mínimo)... de preferência no meio da natureza.

Este fim de semana não foi exceção e mais uma vez Sintra foi o cenário escolhido.

A caminhada começou junto às cascatas do Rio Mourão em Sintra, estendeu-se pelas suas imediações e durou cerca de 1 hora.

Para quem não conhece, as cascatas estão localizadas no Vale da Ribeira do Mourão (afluente do rio Lizandro), entre as aldeias de Anços e Maceira na freguesia de Montelavar (concelho de Sintra).

Distam 30 km de Cascais e uns 35 km de Lisboa. Para lá chegar basta seguir a estrada que liga Pêro Pinheiro a Negrais, virar para a aldeia de Anços e na rua principal procurar a sinalização indicativa de cascatas, escrita numa pedra.

A partir daqui, depois de estacionar o carro, é só seguir as indicações dos trilhos pedestres.

 

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Por trilhos de terra batida, bem definidos e propositadamente preparados para o efeito, descemos até ao Vale do Rio Mourão.

O piso é bom embora, por vezes, haja alguns troços mais irregulares que podem dificultar o percurso a crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida.

Na área envolvente à cascata encontrámos algumas ruínas de azenhas e restos de mós, representantes genuínos da antiga atividade do local.

Ao chegar lá abaixo somos surpreendidos por um cenário idílico que nunca esperámos encontrar aqui tão perto, mesmo às portas de Lisboa.

 

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O local é maravilhoso.

O verde é a cor dominante e ao fundo no alto do rochedo surge a cascata.

Rodeada de vegetação exuberante a cascata forma à sua frente uma pequena lagoa onde, sob os olhares atentos dos pais, algumas crianças brincam.

 

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Ficámos por ali a ouvir a água cair e a aproveitar o silêncio da hora.

Até que o cenário se transformou em palco de mergulhos, piqueniques improvisados e muitas brincadeiras.

Estava na hora de continuar. Seguimos caminho junto ao rio acompanhados pelo som da água, as cores dos lírios e a presença das pequenas rãs que volta e meia atravessavam o nosso caminho.

 

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O local não é propriamente desconhecido portanto se quiserem usufruir de alguma calma evitem os fins-de-semana.

Levem água, calçado confortável e fato de banho para dar uns mergulhos.

Como curiosidade: o local serviu de cenário ao genérico da novela da TVI “Jardins Proibidos” e a uma das cenas da novela “O Beijo do Escorpião”.

 

Boas caminhadas!

 

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Foto do dia ... sobre o amor e a vida

PDS3S.jpgPraia do Guincho 18/04/2017

 

 

Começámos há um ano, com um passeio na serra de sintra.

Entre silêncios e planos traçados para um futuro que nos distanciou e nunca se planeou tão curto.

Acabámos numa encruzilhada de emoções, num jogo de palavras e mal entendidos

Que me mostrou toda a fragilidade que tinha em mim.

O trilho traçado desvaneceu-se com as águas da chuva do inverno rigoroso e eu perdi-te o rasto.

Regressei ao sul, onde a minha alma ficou esquecida e voltei a erguer as muralhas onde me escondia.

Assim foi o nosso amor.

 

 

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Só por hoje um pouco de paz

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Ommmmmmm Ommmmm ... fecho os olhos, encosto ligeiramente a cabeça para trás enquanto me concentro na respiração e no silêncio intercalado pelo sons que me rodeiam...

 

... e depois de muitos oms, meditações, muitas caminhadas e alguma dose de introspeção volto ao blog em modo Zen.

Para isso nada melhor do que começar por um jardim onde a paz e a tranquilidade são os dois elementos principais.

Falo-vos do Bacalhôa Budha Eden também conhecido pelo “Jardim da paz”.

Considerado o maior jardim Oriental da Europa, está situado na Quinta dos Loridos, a 2 km do Bombarral e a 70 kms de Lisboa.

Com aproximadamente 35 hectares, o jardim está em permanente construção, sendo por isso considerado uma obra inacabada, pelo menos até 2020, altura prevista para a conclusão do projeto. Portanto não se admirem se a descrição da minha visita não for totalmente igual ao que vão encontrar ou mesmo ao que já encontraram.

Na base deste projecto esteve a ideia de criar um espaço simbólico de homenagem e reconciliação, aberto a todos (independentemente das escolhas individuais de cada um) onde as várias religiões do mundo pudessem estar lado a lado pacificamente numa atitude de respeito pela diversidade cultural e espiritual do Ser Humano.

Da autoria do colecionador de arte e empresário Joe Berardo, surgiu como uma resposta à destruição dos Budas Gigantes, ocorrida em 2001 no Afeganistão, por parte de grupos fundamentalistas talibãs.

Num abrir e fechar de olhos, o mundo viu desaparecer um conjunto de obras-primas e monumentos únicos do período tardio da Arte Gandhara, que constituiu uma enorme e irreparável perda para o património cultural e espiritual da Humanidade.

 

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Para começar e assim que entramos somos surpreendidos pelas estátuas gigantes dos Budha dourados localizados junto à escadaria central que em tom de boas vindas nos convidam a visitar o espaço.

 

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As visitas podem ser feitas num comboio ou a pé.

Caso não tenham nenhum constrangimento físico, aconselho o passeio a pé onde podem descobrir todos os recantos do espaço, explorar as áreas, observar a natureza de perto e deixarem-se envolver pela tranquilidade do ambiente.

 

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Enquanto percorremos o jardim podemos observar as estátuas gigantes de Budha, os pagodes e cerca de 700 soldados de terracota em tamanho real, pintados à mão, bem como muitas outras esculturas de arte contemporânea. De vários artistas, tamanhos e materiais surgem no meio da vegetação exótica e constituem uma autêntica galeria a céu aberto.

 

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O ideal será visitar o jardim durante a semana quando está mais vazio e se possível - e porque não?!? - aproveitar alguns dos seus nichos para fazer meditação. Vale a pena sentir o ambiente e absorver as energias deste espaço.

No lago central existe um pequeno coreto localizado numa península, de onde podem ter uma vista alargada do jardim, observar os peixes KOI e os dragões esculpidos que emergem das suas águas.

 

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Seja qual for a crença ou convicção religiosa de quem o visita é um passeio muito giro para se fazer em família e com crianças. A grandiosidade e diversidade das estátuas espalhadas pelo jardim não vai deixar ninguem indiferente e podem sempre aproveitar para introduzir alguns temas e assuntos de cariz espiritual/cultural junto dos mais novos.

 

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O espaço possui um restaurante e um café de apoio para almoçar ou comer qualquer coisa. Se forem adeptos dos piqueniques existe um parque de merendas muito próximo, no santuário do Bom Jesus do Carvalhal.

Existe ainda uma loja com venda e prova de vinhos provenientes da quinta. A prova de vinhos só será possível mediante marcação prévia.

Não são permitidos animais com exceção de cães que devem ir de trela ou peitoral e devidamente identificados.

A entrada é paga, o estacionamento gratuito e o jardim está aberto ao público todos os dias entre as 9h30 e as 18h30. Encerra dia 01 de Janeiro e 25 de Dezembro.

Para informações de preços e horários atualizados consultem o site aqui . 

 

Passem por lá e depois digam-me se é ou não é um jardim muito zen!

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Lisboa a preto e branco

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Gosto dos nossos passeios longos e demorados onde perdemos as horas.

Das conversas sem pressas, dos olhares alternativos e perspetivas diferentes.

Gosto de ti por me mostrares o mundo da forma como o sentes.

De me mostrares outras perspetivas daquilo que eu vejo e sinto e me fazeres perceber que posso ir sempre mais além.

Gosto quando sais em viagem e espero que me tragas o mundo no teu olhar.

Gosto das cores com que pintas a vida e as nuances que dás ao monocromático.

Tens cor mesmo em dias cinzentos, mesmo quando a tua lente é a preto e branco.

 

 

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Uma lagoa na praia do Guincho

 

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Hoje de manhã ao passar pela praia do Guincho deparei-me com uma paisagem diferente daquela que é habitual.

No meio das dunas estava uma lagoa que submergiam parte dos passadiços de madeira que nos levam até à praia grande.

A natureza é incrível! Parece que as chuvas dos últimos dias juntamente com o crescimento das dunas levou à acumulação de água formando uma espécie de bacia.

Se a paisagem já era linda o contraste criado agora pelo azul do lago, do mar e o verde da serra fazem parecer um cenário de um filme.

 

Ficam as imagens :)

 

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Dizem que é Outono e o Inverno está mesmo aí à porta com o Natal. Mas eu andei de camisa e sem casaco a tirar estas fotografias enquanto o carro indicava que estavam 21º ao sol.

Ao final do dia voltei lá de bicicleta só para poder ver e sentir este pôr-do-Sol.

 

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Olá! Criei este espaço para partilhar momentos, fotografias, viagens e locais que vou conhecendo. Todas as fotos publicadas são da autoria do 365dias... espero que gostem!

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